Embolando Palavras

Os segredos de Agaciel Maia

Do Observatório DN (Diário de Natal):

Primeiro foi a mansão às margens do Lago Paranoá em nome do irmão, o deputado federal João Maia (PR). Depois foram os atos secretos. Agora, a revista Época traz à tona dois outros segredos do potiguar Agaciel Maia: um bunker (sala escondida no andar térreo do Senado) e um cofre de mais de um metro de altura.

O bunker, segundo a reportagem publicada na edição desta semana, era ligado à sala de Agaciel por meio de uma escada também secreta. A matéria diz que a sala tem 130 metros quadrados, com direito a banheiro privativo, sofás e tapetes vermelhos, spots com luz especial, frigobar, equipamentos de som e de vídeo e um telão.

A reportagem insinua que a sala pode ter sido usada para encontros íntimos diante de algumas evidências encontradas como manchas no sofá, revistas e vídeos eróticos e gel lubrificante.

Quanto ao cofre, como a senha não foi informada por Agaciel, está sendo contratada uma empresa para arrombá-lo. Funcionários disseram, segundo Época, que Agaciel costumava guarda documentos e dinheiro nele.

Agaciel Maia, como vocês sabem, permaneceu 14 anos no cargo de ex-diretor-geral do Senado. Foi nomeado em 2005, quando o senador José Sarney (PMDB/AP) assumiu a presidência daquela Casa Legislativa pela primeira vez.

Agaciel, irmão de João Maia e primo de Agripino Maia (o senador do DEM assinou um ofício, em 2003, parabenizando Sarney pela recondução de Agaciel ao cargo de diretor-geral), perdeu o cargo em março, após a descoberta da mansão de R$ 5 milhões, comprada em nome do irmão deputado, não declarada ao fisco.

Nestes 14 anos, Agaciel montou uma estrutura paralela no Senado Federal. O ínclito ex-diretor-geral tem uma lista extensa de favores prestados a vários senadores de quase todas as agremiãções políticas. Agaciel usa os favores de outrora para chantagear os guardiões da república.

No domingo passado, a Folha de S. Paulo revelou a existência de contas secretas, comandadas pelo pródigo Agaciel Maia, que somavam R$ 160 mlhões e eram manipuladas sem nenhuma fiscalização. Segundo a Folha, a única forma de controle da aplicação dos recursos era uma comissão interna fantasma, que não se reúne há cinco anos, cujos membros (o jornal informa que entre eles há um já falecido e os demais deixaram o Senado) foram indicados pelo próprio Agaciel.

Agaciel Maia era saudado como influente, competentíssimo e exímio diretor-geral pelos aduladores instalados numa parcela da imprensa potiguar – notadamente, pelos blogs de aluguel e praticantes do jornalismo de esgoto.

Revelada a verdadeira face de Agaciel, bem como seus segredos cada vez mais calientes (manchas no sofá, vídeos pornôs e gel lubrificante?! uiii…), a turma (ou turba?!) que o aclamava agora prefere o silêncio sepulcral.

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