Embolando Palavras

Agripino, quem não te conhece que te compre

O moralismo encenado do senador José Agripino Maia, líder dos demos, é conhecido desde antanho. O demo é um beócio, cuja soberba não o deixa ver a extenção da própria mediocridade.

Agripino discursou no plenário do Senado Federal, nesta quinta-feira, 16, para cobrar explicações do presidente Lula, que chamou os senadores da oposição de “pizzaiolos”.

O presidente foi instado a opinar sobre as declarações dos parlamentares da oposição, que afirmaram que a CPI da Petrobrás poderia acabar em pizza, temperada com o pré-sal.

Agripino acusou o governo de fazer pressão para abafar escândalos.

Revirou o baú e citou caso do prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, sequestrado e assassinado em 2002. Agripino disse que o caso “nunca foi explicado” e ainda acusou Lula e o PT de “patrocinarem a pizza”.

“Por que nunca se esclareceu esse assunto, que foi capa da Veja? Certamente por uma pizza patrocinada por sua excelência [presidente Lula] e seu partido”, bradou Jajá.

Agripino aposta na ausência de memória da sociedade e abusa da tática de descontextualizar os fatos para confundir as pessoas.

A Polícia Civil de São Paulo investigou o assassinato do prefeito Celso Daniel e concluiu tratar-se de crime comum.

O Ministério Público de SP defende que o assassinato de Celso Daniel teria a ver com um esquema de cobrança de propina a empresários de ônibus em Santo André. Ainda segundo o MP, o dinheiro arrecadado seria usado em campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores. O PT sempre negou a existência do suposto esquema. Até hoje, o MP não conseguiu provar sua tese.

Os irmãos do prefeito assassinado, Bruno e João Francisco, chegaram a acusar o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu de chefiar o esquema. Mais tarde, Bruno e João Francisco pediram desculpas públicas a José Dirceu.

É bom relembrar que o caso foi investigado pela polícia de um estado governado pelo PSDB. Portanto, é estranho supor que a polícia do governo tucano agiria para proteger o PT – especialmente em ano eleitoral.

Agripino joga para a platéia ao ressuscitar o caso somente pelo pretexto de atacar Lula e o PT.

Em vez disso, o senador poderia acertar as contas com a história e esclarecer sua participação no escândalo do Rabo-de-Palha, na maracutaia do Ganhe Já e na falência do Bandern.

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