Embolando Palavras

Balão de ensaio

Fazer jornalismo político em Natal é tarefa das mais árduas. A relação entre jornalista e fonte, pela própria dimensão da província, beira a promiscuidade.

A cobertura política, muitas vezes, se baseia na repercussão cansativa de declarações jogadas ao vento. Alguém, cheio de segundas intenções, solta uma frase de efeito, repete o que outro já havia dito como se tivesse acabado de descobrir a pólvora, distribui sua opinião sobre algo geralmente irrelevante e, no dia seguinte, isso vira manchete de jornal.

Na ausência da investigação jornalística sobre a política, recorre-se ao balão de ensaio. É preciso produzir manchetes, alimentar colunas, retroalimentar a indústria das especulações.

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Uma opinião sobre “Balão de ensaio

  1. Muito boa tarde Alisson. Seu comentário procede. É o chamado disse-me-disse da política potiguar e o PiG papa-jerimum adora esse tipo de jornalismo. Quando fui editor de Política do JH Primeira Edição em sua primeira fase acabei com isso e fizemos um jornalismo investigativo. Contudo, Marcos Aurélio se rendeu as pressões, me demitiu e optou pelo jornalismo promíscuo, como vc bem fala. Parabéns pela análise. Aliás, já postei no meu blog.

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