Embolando Palavras

O gênio trapalhão

Do jornalista Erick Dias no Blog do Barbosa:

 

Eugênio é mesmo um gênio

– As declarações do senhor Eugênio Bezerra, durante um fórum realizado dentro de uma comunidade no site de relacionamentos Orkut, ultrapassaram todos os limites do bom senso, da tolerância e do respeito ao próximo. É lamentável que um membro do primeiro escalão da prefeitura, que se diz profissional competente, com tantas responsabilidades, venha a público afirmar que “todo funcionário público que ganha pouco vai roubar e desviar”.

Eugênio jamais poderia justificar seu super salário atacando servidores públicos que lutam diariamente (sem direito a viagens, ar-condicionado, carro à disposição e tantos outros benefícios) e como recompensa pelo trabalho árduo recebem péssimos salários. Se sua responsabilidade de assessor especial é grande, imaginem só a responsabilidade que têm os professores das escolas municipais e os médicos que atendem nos postos de saúde falidos do município (sem falar de tantas outras categorias). Esses não ganham nem perto dos R$ 9.200,00 que recebe um assessor especial para assuntos parlamentares.

Além do mais, como jornalista e assessor de imprensa, Eugênio Bezerra deveria conhecer o peso de suas palavras e, principalmente, deveria saber exatamente onde e quando usá-las. Orkut, realmente não é lugar para assessor de prefeita ficar “batendo boca” com quem quer que seja. Se quis defender a prefeita Micarla de Sousa, sua “madrinha” e grande amiga, acabou criando um problema maior ainda ao perder a cabeça. Não me surpreenderia se algum sindicato o processasse. Acho até que devem fazer isso sim.

Vejo que, em sua tentativa de defender o indefensável (a administração da Borboleta não anda bem realmente), Eugênio acabou criando dois problemas: um para ele, que poderá ter que se justificar perante tantos e tantos servidores que ganham mal na prefeitura (se é que esse tipo de declaração tem alguma justificativa) e outro para a prefeita Micarla de Sousa, que se não tomar qualquer providência para punir seu assessor mais próximo e querido, estará demonstrando que concorda com o que foi dito.

No segundo caso o problema seria mais sério do que se imagina. O que fazer com todos os servidores que ganham pouco e que, por isso (segundo Eugênio Bezerra), vão roubar e desviar recursos da prefeitura? Qual seria a solução para esse caso? Criar uma Lei estabelecendo piso salarial de R$ 9.200,00 para o funcionalismo público municipal?

Como administradora do funcionalismo, a prefeita não pode cruzar os braços diante de tal absurdo. Sua inércia pode ser negativa e gerar mais um desgaste para sua imagem. Além de tudo isso, em sabendo que os funcionários com baixos salários estão roubando e não tomando nenhuma atitude, a prefeita também comete crime. Sei que, como assessor e participando de um fórum que discute problemas da prefeitura, Eugênio Bezerra fala por Micarla de Sousa.

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