Embolando Palavras

No sertão, Lula é chamado de “herói do Nordeste”

Lula cumprimentando o povo em Cabrobó

 

O sol não dava trégua em Cabrobó (PE), mas o povo não arredava o pé esperando pelas palavras do “herói do Nordeste”. Lula discursou demonstrando, outra vez, o carisma que o ajudou a conquistar o coração das pessoas mais simples do país. Era o último dia da viagem do presidente e sua comitiva, iniciada na quarta-feira (14), pelo sertão nordestino para vistoriar as obras de revitalização do rio São Francisco.

A “Coluna Lula” percorreu Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. Orçada em R$ 6 bilhões, a transposição deverá beneficiar 12 milhões de nordestinos do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. É um sonho antigo dos sertanejos que, 150 anos depois, vai virar realidade.

Enquanto o presidente se reencontrava com seus conterrâneos, a oposição demo-tucana dizia que a viagem era “eleitoreira”. O deputado federal e líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), comparou Lula a um “sheik das arábias” e o chamou de “Ali Lula“.

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), afirmou que Lula e sua “trupe” estavam “fazendo estardalhaço político às custas do dinheiro público”. Jajá disse ainda que a viagem presidencial tinha como objetivo promover as candidaturas da ministra Dilma Rousseff (PT) e do deputado federal Ciro Gomes (PSB)

Lula respondeu às críticas dizendo que seu governo retomou os investimentos em infraestrutura, paralisados há 25 anos no país. O presidente afirmou que a oposição é “ociosa”, desafiou os críticos a conhecerem o projeto de transposição do São Francisco e se disse “orgulhoso” por realizar uma obra que estava prometida desde a época do imperador Dom Pedro II:

“Estamos mostrando à elite política do país, que governou o país desde que Cabral chegou aqui, que não existe nada impossível quando a gente está determinado a fazer as coisas. O impossível existe só para quem é incompetente”, discursou o presidente em tom emocionado.

Em outro momento, Lula disse que não sabia se o sertão iria “virar mar” com a transposição das águas do rio São Francisco, “mas que vai ter água boa, vai”. “Vamos realizar o desejo e a esperança de décadas e décadas de um povo que ficava rezando todo santo dia para que chovesse um ‘tiquinho’. Nós não vamos prescindir da chuva, mas se não chover, a gente não vai mais morrer de sede como morria antigamente”, finalizou.

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