Embolando Palavras

A vida é ridícula

De Miguel do Rosário, no Óleo do Diabo:

A pobreza online, possibilitada pela internet, é uma novidade. Não sei se isso é bom. Talvez não, mas é uma realidade, um fato. O homem triste, desesperado, escrevia seus poemas e suas patéticas denúncias para um leitor longínquo, na maioria das vezes inexistente; e o mundo, seguramente, seguia sem ser perturbado. Hoje, aquele homem expõe suas mazelas ao mundo, em tempo real. É ridículo, claro. Mas escritores são ridículos, sobretudo quando são francos, porque a própria vida, com sua interminável procissão de tragédias mínimas e máximas, é ridícula – trágica e ridicula.

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