Embolando Palavras

Escândalo na cultura natalense

Após denúncia do Diário de Natal, o presidente da Funcarte, César Revorêdo, entregou o cargo.

É mais um secretário que abandona o barco da prefeita Micarla de Sousa (PV). A diferença é que, neste caso, o secretário sai enfrentando pesadas acusações de uso irregular do dinheiro público.

Esperamos que o caso não pare neste pedido de demissão. Pelo contrário. Em respeito à coisa pública, cobramos uma investigação aprofundada deste escândalo, com punição exemplar dos possíveis culpados.

Leiam, a seguir, a íntegra da matéria do DN:

 

César Revorêdo entrega o cargo

Decisão foi tomada depois da denúncia de que a Funcarte usou um motorista para pagar funcionários

Depois de uma reunião de quase duas horas com a prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV), no final de tarde de ontem, o artista plástico César Revorêdo entregou o cargo de presidente da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), que ocupava desde o início da administração. Hoje à tarde, a partir das 14h, ele concederá entrevista coletiva na sede da Funcarte para explicar os motivos da sua decisão e fazer um balanço do período em que ficou à frente da instituição cultural.

O pedido de César Revorêdo foi feito através de uma carta entregue à prefeita, na qual ele agradeceu o convite e expôs ações desenvolvidas durante a sua gestão. Ainda não houve a confirmação de quem irá substituir o ex-secretário. Entretanto, o nome mais provável é do jornalista Rodrigues Neto, que ocupa atualmente o cargo de vice-presidente da Fundação.

Na última sexta-feira, o Diário de Natal publicou matéria denunciando o pagamento de salários atrasados de 85 funcionários da Funcarte, realizado através de um depósito no valor de R$ 180.790,17 na conta do motorista César Jones da Silva. O pagamento é relativo aos meses de março, abril, maio, junho e julho deste ano. Segundo César Revorêdo, a escolha do procedimento teria ocorrido pela necessidade de agilizar os pagamentos. Ele explicou também que a indicação específica do motorista correu porque nem todas as pessoas com salários atrasados possuía [sic] conta corrente. O ex-presidente garantiu que não houve desvio de recursos e nem lesão [sic] ao erário público, já que todas as pessoas receberam aquilo que lhes era devido. Até março, esses servidores – que não são comissionados, terceirizados ou efetivos – recebiam os salários por meio de convênio entre a Funcarte e a Cooperarte. Diante do fim do convênio, os servidores ficaram desamparados. Mas, por uma decisão da presidência da Fundação, continuaram prestando serviço até que a situação fosse regularizada.

A Controladora Geral do Município, Regina Mota, informou que orientou Revorêdo a realizar os depósitos de forma individulaizada, ainda que fosse necessário abrir uma conta corrente para cada servidor. Segundo ela, o precedimento adotado para o pagamento não é normal e nem de praxe no serviço público. 
  

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