Embolando Palavras

A crônica de um ressentido

Depois de três dias longe do mundo virtual, dou de cara com o artigo do ex-presidente FHC, o grão-tucano, com críticas ácidas ao presidente Lula (PT).

FHC, como se sabe, quebrou o país, sucateou o serviço público e deixou um desemprego recorde como herança — apenas pra citar algumas realizações dos seus oito anos de (des) governo.

Diante do êxito do governo do presidente Lula, o tucano comporta-se como um típico ressentido. FHC apostava no fracasso do novo governo, mas viu o ex-metalúrgico devolver a dignidade ao povo brasileiro, criando as condições para mais de 40 milhões de pessoas ascenderem socialmente.

A comparação entre os governos FHC e Lula, levando-se em consideração todos os índices econômicos e sociais, é amplamente favorável ao petista. Mas o príncipe dos sociólogos padece daquela arrogância atávica característica da nossa elite.

Luiz Carlos Azenha acertou em cheio quando disse que a “carta-testamento” de FHC é um “chamamento às bases mais reacionárias e conservadoras do Brasil.”

É a essas bases que FHC se dirige quando prega que o governo está tomado pela “burocracia sindical” e acusa o presidente Lula de governar na base do “autoritarismo popular”. É a reedição da retórica do medo. A estratégia é antiga. Lembra quando a oposição e a imprensa tentavam colar em Lula a pecha de ditador, comparando-o a Hugo Chávez, com aquela balela histérica de terceiro mandato?

Num gesto de cinismo latente, FHC afirma que Lula “vai minando o espírito da democracia constitucional”. Mas será que é típico do “espírito da democracia constitucional” mudar a lei em benefício próprio, como fez FHC ao alterar a Constituição para permitir sua reeleição? O mesmo homem que um dia disse “esqueçam o que escrevi”, parece querer reeditar a máxima, agora dizendo: “esqueçam o que eu fiz”.

FHC também se levanta contra as obras do PAC, o novo marco regulatório do petróleo, a “ingerência governamental” na Vale — privatizada pelo tucano a preço de banana — e a política externa do atual governo. Assim, sem fazer muito esforço, o ex-presidente conseguiu produzir uma excelente anedota política.

Para os que quiserem conferir os devaneios de FHC, o artigo na íntegra está aqui.

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