Embolando Palavras

O inferno do padre

Parafraseando Dante Alighieri, o inferno do padre Fábio de Melo, desde o dia do bendito show em Natal (25 de dezembro), parece longe do fim. Ao contrário do poema épico/teológico do escritor italiano, ninguém sabe ainda se essa história nada divina terminará em comédia ou tragédia.

Comentei em outro post as declarações da diretora da Talento Produções, Eliomara Marques, segundo quem a Prefeitura de Natal tinha conhecimento prévio do orçamento detalhado dos R$ 221 mil para o show do padre-cantor.

Para recordar: a prefeita Micarla de Sousa (PV) mandou segurar o cachê do padre até que a empresa fizesse a prestação de contas do evento, sob a alegação que a Talento Produções não havia detalhado o referido orçamento.

Numa matéria de ontem (5) da Tribuna do Norte, o secretário municipal de Comunicação Social, Jean Valério, desmentiu a diretora, insistindo que a Prefeitura de Natal desconhecia o orçamento do show.

A prefeitura tinha conhecimento de que no valor [R$ 221 mil] estava incluído todos os custos, mas não quanto custaria cada item da despesa. Esse detalhamento só poderia ser feito após o show”, garantiu o secretário.

Com isso, fica a dúvida sobre quem está mentindo nessa conversa. Micarla, quando jura que não conhecia o orçamento, ou a diretora da empresa, quando assegura que a Prefeitura de Natal já tinha essa informação? Independente da resposta, ainda que aceitássemos a justificativa oficial, a observação continuaria válida:como é que a prefeita contrata um show sem conhecer o orçamento do evento?

Enquanto não se chega a um desfecho convincente, o padre reza para abreviar a passagem pelos círculos desse inferno e chegar logo ao paraíso – preferencialmente, sem paradas no purgatório.

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2 opiniões sobre “O inferno do padre

  1. VildeSilva em disse:

    De um tremendo mau gosto essa polêmica sobre o preço cobrado e aceito pela prefeitura de Natal/RN para o Show do Padre fábio de Melo. Pena que o grande público não usufruiu do belo show, que como dizem, é quem paga a conta. A platéia privilegiada era de políticos, que de tanto fazerem falcatruas geram a polêmica. Digo mais, a Sra Prefeita , tenho certeza, não assinou o contrato do show com uma arma na sua cabeça. Muito mais se gasta com “favores” a alguns e obras mal feitas.
    Vildemar Vieira – Mossoró/RN

  2. Zózimo Carlisle em disse:

    Não sei quem tem mais prática em mentir: um padre, uma política ou um assessor de comunicação… pense num triângulo nada amoroso (principalmente com o cidadão, que foi o pagante do evento).

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