Embolando Palavras

Soturno

O coração é só tumulto, rua de camelôs, estrada engarrafada. Não temo mais as noites. A claridade dos dias é que me assusta. Prefiro a penumbra, o meio-tom das sombras, a ambiguidade do crepúsculo.

Não estranhe. É que ando assim meio soturno. Não sei se o motivo é a ausência do amor e a consequente proximidade da loucura — porque na ausência de um, só há o outro, como disse Caio Fernando Abreu.

Às vezes me pego divagando sobre a brevidade da vida, a escassez dos sonhos, a direção dos ventos. Fico parado olhando para o teto, esperando uma resposta que nunca virá, fazendo planos que, um segundo depois, esquecerei.

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