Embolando Palavras

Nicolelis nega candidatura à Prefeitura de Natal

O neurocientista Miguel Nicolelis, tuiteiro engajado, crítico da administração verde na capital potiguar, descartou a possibilidade de concorrer à Prefeitura de Natal em 2012.

Pelo Twitter, Nicolelis avisou: “Podem cortar essa história pela raiz“.

Nem cruza os dendritos dos meus neuronios corticais! Nao ha hipotese alguma!“, completou.

Miguel Nicolelis tem repetido que a classe política do Rio Grande do Norte está “falida”. Em 2003, implantou em Macaíba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lilly Safra e a escola de ensino fundamental complementar Alfredo J. Monte Verde, no bairro de Cidade da Esperança em Natal.

No ano passado, Nicolelis lançou um documento chamado Manifesto da Ciência Tropical: Uso democrático da ciência para transformação social e econômica do Brasil.

Entre outros pontos, o documento propões a criação de um “programa de educação científica pública, protagonista e cidadã de alto nível” para beneficiar um milhão de crianças; criação de centros nacionais de formação de professores de Ciência; e Criação de 16 Institutos Brasileiros de Tecnologia espalhados pelo país (clique aqui e leia mais sobre o manifesto).

As iniciativas, o engajamento e a coragem cívica de Nicolelis ajudam a explicar a exaltação que se formou em torno do seu nome. Em artigo no Novo Jornal, o jornalista Everton Dantas lançou o nome do cientista para a vaga ocupada por Micarla de Sousa.

Everton citou o “apagão de inteligência” vivido pelos governantes e legisladores locais, disse enxergar em Nicolelis o único capaz de “resolver a equação que é termos um Estado tão cheio de potencialidades e ao mesmo tempo tão ‘anêmico’” e argumentou que a candidatura dele “daria fim à histórica ocupação oligárquica da Prefeitura”.

É inegável que diante do vácuo de ideias em que vivemos, Miguel Nicolelis logo se destacaria porque ousa pensar. A ousadia, porém, vai mais longe. Ao pensar, ele se posiciona diante dos fatos, critica, cobra respostas. Manter essa postura, aqui onde vigora uma espécie de pacto da hipocrisia, é assumir riscos.

Mas para nosso desalento, Nicolelis enfatizou que a política partidária não está em seus planos. No encontro promovido pelo blogprogrn, semana passada, ao ser questionado se pensava em entrar pra política, respondeu: “Mas isso que eu faço é que é política”.

Ao recusar o lugar de herói que alguns querem lhe atribuir, Nicolelis dá outro recado: a capacidade inventiva, organizacional e mobilizatória da cidadania é muito maior que a burocracia do poder.

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