Embolando Palavras

Azul

Pesquei esses versos no blog da Priscila (ExDuco). Não conheço o autor, mas a simplicidade, beleza e lirismo da sua poesia são tocantes:

Então pintei de azul os meus sapatos por não poder de azul pintar as ruas; depois vesti meus gestos insensatos e colori as minhas mãos e as tuas.” (Carlos Pena Filho)

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Uma opinião sobre “Azul

  1. Quanta honra, meu amigo! Segue o soneto inteiro pra você sonhar:

    Soneto do Desmantelo Azul

    Então, pintei de azul os meus sapatos
    por não poder de azul pintar as ruas,
    depois, vesti meus gestos insensatos
    e colori, as minhas mãos e as tuas.

    Para extinguir em nós o azul ausente
    e aprisionar no azul as coisas gratas,
    enfim, nós derramamos simplesmente
    azul sobre os vestidos e as gravatas.

    E afogados em nós, nem nos lembramos
    que no excesso que havia em nosso espaço
    pudesse haver de azul também cansaço.

    E perdidos de azul nos contemplamos
    e vimos que entre nós nascia um sul
    vertiginosamente azul. Azul.

    Carlos Pena Filho

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