Embolando Palavras

Escândalo: Estrutura de Comunicação da Prefeitura de Mossoró era usada para alimentar blog apócrifo

Na edição deste domingo (20), o jornal “O Mossoroense” revela detalhes do escândalo que está sendo chamado de “Watergate de Mossoró“. De acordo com a reportagem, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Mossoró era usada para atualizar o blog de “Paulo Doido“, publicação apócrifa que servia para atacar críticos da prefeita Fafá Rosado (DEM).

As informações se baseiam em documentos fornecidos à Justiça pela Google Brasil, pelo provedor Mikrocenter e pela Velox. A documentação mostrou que computadores do gabinete da prefeitura de Mossoró e da Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) foram utilizados na prática de crimes virtuais.

Ainda segundo a matéria (leia a íntegra aqui), o blog apócrifo foi criado em 18 de fevereiro de 2010 e saiu do ar em 13 de julho do mesmo ano, na mesma data em que a Justiça requisitou que o Google informasse quem eram seus autores.

Tratava-se de um grupo de servidores comissionados da Prefeitura de Mossoró, lotados na Gerência da Comunicação, que arquitetaram a ferramenta com a finalidade de atacar políticos adversários da prefeita Fafá Rosado e jornalistas que criticam a atual administração“, diz um trecho da matéria.

A documentação em posse da Justiça apontou que o grupo era integrado pelos jornalistas Pedro Carlos (assessor de imprensa da gestão mossoroense e diretor executivo do Correio da Tarde) e Neto Queiroz (colunista da Gazeta do Oeste, consultor de Comunicação da Prefeitura de Mossoró e assessor de imprensa do deputado estadual e marida da prefeita mossoroense, Leonardo Nogueira – DEM) e pelo gerente executivo da Comunicação da Prefeitura de Mossoró, o contabilista Ivanaldo Fernandes.

A reportagem do jornal O Mossoroense informou que ouviu os envolvidos no escândalo, mas todos, apesar da documentação repassada pelos provedores de internet, negaram participação no caso.

É um episódio gravíssimo de atentado à liberdade de expressão. Mas casos como esse não ocorrem só em Mossoró. Em Natal, críticos da gestão da prefeita Micarla de Sousa (PV) também são vítimas de ataques, ameaças e perseguições.

Denúncias indicam que, assim como em Mossoró, a estrutura de Comunicação do Palácio Felipe Camarão serve como plataforma para ataques anônimos aos desafetos da prefeita-borboleta. Nas redes sociais, multiplicam-se perfis falsos, recrutados pelos micarlistas, para desancar quem é considerado persona non grata pelos integrantes do borboletário.

Esperamos que a Justiça de Natal siga o exemplo de Mossoró e, pelo bem da democracia e da liberdade, desmonte a quadrilha que tenta intimidar os críticos da administração municipal.

 

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