Embolando Palavras

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Agripino não descarta encontro entre Micarla e Arruda

Na foto, Micarla e Arruda muito sorridentes, separados pela governadora Rosalba, com o senador José Agripino na outra ponta.

Li no blog de Ailton Medeiros que o senador José Agripino (DEM) deixou no ar a dúvida sobre o suposto encontro entre prefeita Micarla de Sousa (PV) e o ex-governador do DF, José Roberto Arruda, acusado pelo Ministério Público de comandar o esquema de distribuição de propinas conhecido como “mensalão do DEM” de Brasília.

Em entrevista à revista Veja, Arruda disse que, procurado por Agripino, colaborou com R$ 150 mil para a campanha de Micarla em 2008. O ex-governador contou ainda que, após eleita, Micarla o procurou para agradecer a ajuda. Em nota, a prefeita negou o encontro.

Agripino disse que Arruda agia motivado por “mágoas”, repeliu as acusações contra si, mas não descartou que o encontro entre o ex-governador do DF e a prefeita de Natal tenha mesmo ocorrido. O senador fez questão de dizer que “não tem mais ligações políticas” com Micarla.

“Arruda tem razões para mágoa. Eu, Demóstenes e Caiado pedimos sua expulsão sumária do DEM. Essa informação dele é totalmente infundada, repilo à altura. Mas ele cita Micarla e diz que ela, inclusive foi à casa dele agradecer. Que ela seja ouvida. É uma coisa checável. Micarla não tem mais ligações políticas comigo, não faz parte da minha aliança. Ouça-se a prefeita.

Cartaz de Rosalba e Serra provoca polêmica

O cartaz com a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) e o candidato do PSDB ao Planalto, José Serra, provovou uma onda de reações indignadas no front dos ‘demos’ e na blogosfera do RN.

A assessoria de imprensa da candidata democrata se apressou em negar a autoria da peça, insinuou que o episódio era obra dos adversários e desmentiu que Rosalba esteja tentando esconder o apoio dela a José Serra.

Os protestos não pararam por aí. Laurita Arruda, uma das blogueiras mais badaladas da província, disse que o material “fake” era um golpe “abaixo da linha da cintura”.

O professor e jornalista Ricardo Rosado chamou o caso de “jogo sujo” e “artimanha desonesta”. Para Rosado, o cartaz é da lavra de algum “canalha desocupado”.

Não entendi a razão para tanto stress. Rosalba, até onde se sabe, apoia José Serra. Então, o que há de errado com o cartaz?! Falar em “jogo sujo” e golpe “abaixo da linha da cintura” é pura forçação de barra.

A própria Rosalba, ao se referir a José Serra como “meu candidato”, sem citar o nome dele, alimentou as especulações sobre a suposta operação para esconder o apoio ao tucano. A peça com os dois não contém nenhuma mentira. Não há, portanto, razão para essa reação desproporcional.

Além disso, o episódio serviu para dar a Rosalba a chance de deixar claro aos eleitores do Rio Grande do Norte que o palanque dela é o do Serra. É que os potiguares andavam meio confusos com os elogios que a democrata e o senador José Agripino vinham fazendo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem passaram os últimos anos combatendo ferrenhamente.

Eleitor apela: Rosalba e Agripino, não tenham vergonha de Serra!!!

Os eleitores de Rosalba e José Agripino começam a demonstrar insatisfação com a tentativa dos democratas de esconder o apoio deles ao presidenciável tucano José Serra – o homem bom que vai salvar o país da horda petista.

O cartaz acima foi produzido por um desses eleitores, que pede para Rosalba e Agripino “assumirem o casamento” com José Serra. O ‘Embolando’, claro, endossa a campanha e reforça o apelo: Rosalba e Jajá, parem de esconder que vocês estão com José Serra.

Senadores do RN tiram nota zero em produtividade

A Transparência Brasil, com base na produção legislativa de 2007 e 2008, revelou: a bancada de senadores do Rio Grande do Norte é a menos produtiva do país.

Os democratas José Agripino Maia e Rosalba Ciarlini e o peemedebista Garibald Alves Filho apresentaram, juntos, 17 iniciativas – nenhumas delas foi aprovada.

Os campeões de produtividade são os gaúchos PaulPaim, Pedro Simon e Sergio Zambiasi. Eles apresentaram 372 proposições (17% do total), das quais 22 foram aprovadas.

Entre as raras matérias apresentadas pela senadora Rosalba Ciarlini está aquela em que a democrata pedia umvoto de aplauso para a novela Páginas da Vida da Rede Globo.

Agripino: “Não houve mensalão do Democratas”

Matéria que fiz para o Nominuto.com:

Em artigo publicado na edição desta sexta-feira (5) do jornal Folha de São Paulo, o senador José Agripino Maia (DEM) afirmou que “não houve mensalão do Democratas” e partiu para o ataque contra o Partido dos Trabalhadores (PT): “A expressão ‘mensalão’ fica, assim, preservada como patrimônio de outros partidos que não souberam ou não puderam distanciar-se do território da corrupção”.

No final de novembro do ano passado, o relatório da “Operação Caixa de Pandora” da Polícia Federal revelou a existência de um esquema de desvio e distribuição de recursos públicos no governo do Distrito Federal. A organização seria chefiada pelo governador afastado José Roberto Arruda. Eleito pelo DEM, Arruda pediu desfiliação do partido e está preso, desde 11 de fevereiro, sob a acusação de tentar subornar uma testemunha do caso.

Agripino insistiu que as denúncias que atingiram o partido “circunscreveram-se estritamente ao governo de Brasília e não envolveram filiados de outras unidades da Federação”. O “panetonegate”, como ficou conhecido o escândalo do DF, teria ramificações no gabinete do governador afastado, na Câmara Legislativa e no secretariado de Arruda.

O líder do DEM no Senado enfatizou que, ao punir os envolvidos no escândalo com a desfiliação partidária, a legenda “não deu espaço para conveniências imediatistas ou de ordem pessoal”. “Levado a cortar na carne e punir filiados de longo tempo, o DEM mostrou ao Brasil que não convive com a improbidade e não aceita a impunidade”, sustentou.

O senador potiguar argumentou que o governador afastado pediu desfiliação porque havia sido “confrontado com a iminência da sua expulsão”. Ele usou a mesma justificativa para explicar o pedido de desfiliação do vice-governador Paulo Otávio e do deputado distrital Leonardo Prudente, ambos envolvidos nas denúncias da Polícia Federal.

Após defender seu partido, Agripino disparou sua artilharia contra o PT: “Enquanto isso, impõe-se uma reflexão: onde andam os implicados no escândalo dos aloprados? Onde andam os mensaleiros? Onde andam os camufladores de dólares em roupas íntimas? Seguramente, não são do Democratas. E o povo sabe quem continua a acobertá-los”, provocou, relembrando escândalos protagonizados pelos petistas.

Comentário:

Negar a existência do mensalão do DEM soa como delírio. Dizer que o DEM “puniu” os envolvidos no escândalo de Brasília é exercício de mimetismo.

Como é que o DEM puniu alguém se Arruda e os outros demos flagrados nas investigações pediram desfiliação do partido?

Com que autoridade diz que o DEM “não convive com a improbidade e não aceita a impunidade” se o partido é campeão em corrupção no país?

Como falar em ética quando se tem o rabo de palha?

Agripino: dois pesos, duas medidas

Nota do Blog de Eliana Lima:

 

José Agripino acredita em Eduardo Azeredo

Implacável com os petistas, condescendente com tucanos???

Nota da coluna Visto, Lido e Ouvido, por Ari Cunha, hoje, no Correio Braziliense:

Quadro

Ministro Joaquim Barbosa foi implacável no caso do senador Eduardo Azeredo. Já o senador José Agripino contemporizou, afirmando que, se algo aconteceu, foi antes do mandato, o que tira qualquer possibilidade de o senador deixar a Casa. Azeredo afirma que o recibo que o incrimina é falso. O fato é que o STF é a instância que assina o quadro.

 

Mas esperar o quê do nobre senador? Jajá é adepto daquela máxima que apregoa “aos amigos, a lei; aos inimigos, o rigor da lei”.

O medo de Agripino

Li nos jornalões do PIG que o DEM está exigindo a vaga de vice na chapa presidencial do PSDB. Um dos nomes cotados é o do senador potiguar José Agripino.

Mas Jajá declarou que, se chamado, vai declinar do convite, alegando que sua prioridade é a reeleição ao Senado.

Na verdade, Jajá tem medo de embarcar numa canoa furada, porque sabe que José Serra, provável candidato tucano, tem pouquíssimas chances de vencer a ministra Dilma Rousseff (PT), candidata do presidente Lula à sucessão.

É só uma questão de tempo pra candidatura da petista crescer — mesmo com o jogo pesado da mídia tucana contra a ministra. Uma pesquisa que o próprio DEM encomendou revelou que a situação do tucano não é nada boa. Dilma supera ou empata com Serra em quatro estados: Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Agripino não tem coragem de entrar numa partida tão disputada e correr o risco de ficar sem nada. Em 2006, Jajá tentou ser vice de Alckmin, mas o PSDB o boicotou.

Naquela ocasião, o senador não teria nada a perder, porque mesmo com uma provável derrota nacional, ainda teria quatro anos pela frente no Senado.

Agora, o a brincadeira é mais difícil.

 

Agripino tem teto de vidro

Da coluna Notas & Comentários (Tribuna do Norte):

Democracia? Nem sempre

O senador José Agripino fez um discurso enfático ontem, em plenário, contra a entrada na Venezuela no Mercosul. Ele alegou a ausência de democracia no país. “A cláusula democrática é fundamental”, disse. “Ele está certo. Mas Agripino apoiou abertamente a ditadura brasileira, tendo sido nomeado pelos militares prefeito de Natal entre 1979 e 1982”, lembrou o jornalista Lauro Jardim, na versão on line da revista Veja.

 

A escandalização do nada

O partido da imprensa segue o roteiro pré-determinado de ataques de laboratório contra a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

A ‘Veja’ escreveu o novo capítulo da farsa do caso Lina Vieira, divulgando o factóide da agenda encontrada. A Folha repercutiu o caso ontem (18). 

Hoje (19), a Folha Online deu mais espaço ao quiprocó, destacando a opinião de senadores e deputados oposicionistas sobre a revelação da “prova” do encontro que Lina afirmou ter tido com Dilma no ano passado.

É uma forçassão de barra tão grande que a gente chega a se espantar com o amadorismo dessa turma. Leiam o trecho abaixo da matéria da Folha:

“Dilma terá de vir a público e se explicar”, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN). “Está claro que a conversa sempre existiu”, declarou Pedro Simon (PMDB-RS). Outro senador, Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná, disse crer na palavra da ministra, que sempre negou a reunião com a ex-secretária. 

José Aníbal (SP), líder do PSDB na Câmara, pediu que Lina Vieira “colabore e venha a público” pessoalmente.

Na agenda que Lina diz ter encontrado, há menção a uma audiência com Dilma na página de 9 de outubro de 2008. Nessa data, há de fato registro no Planalto da entrada de Lina.”

Dilma vir a público se explicar? Agripino inverteu o princípio básico da prerrogativa da inocência. O ônus da prova cabe a quem acusa. Assim, quem tem que vir a público se explicar é Lina, em vez de disparar factóides na imprensa através do misterioso amigo, que ninguém sabe se existe mesmo.

Pedro Simon deveria ganhar um prêmio pela capacidade de produzir truísmos. A sentença do velho caudilho é um petardo capaz de acabar com os planos políticos da ministra: “Está claro que a conversa sempre existiu”.

Mas o próprio governo, há dois meses, não havia divulgado o registro da audiência da ex-secretária com a ministra nesta data — 9 de outubro de 2008?! Tanto que a Folha confirma: “Nessa data, há de fato registro no Planalto da entrada de Lina.”

O que a Folha não deixa claro aos seus leitores é algo que o blog já observou nos outros posts: 1) A audiência não foi “sigilosa” — o que é comprovado pelo registro do Palácio do Planalto; 2) A pauta da audiência não foi as investigações sobre a família Sarney, mas sim o Fórum CEOS, conforme revelado pelo senador Aloizio Mercadante e confirmado pela própria Lina Vieira, em depoimento à Comissão de Constituição e Justiça do Senado, no dia 18 de agosto do ano passado.

Apesar dos fatos comprovarem a farsa, a imprensa a serviço dos tucanos insiste na escandalização do nada.

A metamorfose de um filhote da ditadura em ‘revolucionário’

O senador José Agripino (DEM), o filhote da ditadura, parece que aderiu ao “esqueçam o que eu fiz”, uma versão do “esqueçam o que escrevi” do ex-presidente FHC.

É o que revela o jornalista Luis Fausto, em excelente texto no blog hospedado no portal Nominuto.com. Fausto conta que Agripino negou que tenha apoiado a ditadura militar, disse que foi um dos artífices da redemocratização e afirmou que o Brasil vive uma ditadura intelectual de esquerda.

Leiam o texto, abaixo, na íntegra:

 

O revolucionário José Agripino Maia

Meninos e meninas, corram ao twitter do senador potiguar José Agripino Maia.

Tá impossível, o líder do Democratas.

A cada dia que passa, o filho do doutor Tarcísio que todos conhecemos como um liberal autêntico, a fina flor da aristocracia norte-riograndense, o crème de la crème de uma oligarquia que desde o século passado divide com a família Alves o comando do estado, vai se transformando e se transmutando num verdadeiro revolucionário.

Tudo começou há alguns dias, quando ele concedeu uma entrevista ao jornal O Mossoroense e disse que nunca apoiou o regime militar que fez de seu pai governador do Rio Grande do Norte e o nomeou prefeito de Natal. Pelo contrário:  jurou ao repórter Bruno Barreto ter sido um dos artífices da redemocratização do país, responsável direto pela eleição – em 1985 – de Tancredo Neves.

Depois, na semana passada, o senador democrata mostrou didaticamente como os bons podem vencer os maus, mesmo cada um no papel de vilão.

Já ontem, ele escreveu um artigo, juntamente com a sua equipe (sim, o senador do Rio Grande do Norte tem uma equipe e a equipe se chama “Equipe Agripino”), intitulado O Brasil vive uma ditadura intelectual de esquerda?, onde diz que o golpe militar de 1964 foi “preventivo” e representou apenas “uma fissura no sistema jurídico”.

E agora, hoje, vejam só o que o senador e a “Equipe Agripino” aprontaram: escreveram um artigo onde garantem que “ser burguês ou ser elitista pode significar ser revolucionário”, citando Eric Hobsbawn, Fidel Castro, Che Guevara e até João Pedro Stédile.

Daqui a pouco, bem pouco, o senador do Democratas, que nasceu Arena, transformou-se em PDS, virou PFL e ganhou o nome pomposo, vai escrever um tratado sobre a mais-valia de Marx, lembrar a luta de Bujarin, reviver a marcha de Mao, render homenagens a Trotsky e recitar poesias de Neruda.

E nós vamos acabar descobrindo que o engenheiro Zezinho não estava no Maranhão, não, no começo dos anos 1970, pouco antes de ser chamado pelo pai para ganhar de presente a prefeitura de Natal e democraticamente iniciar a sua vida política. Ele estava era nas vizinhanças, quem sabe no Araguaia, lutando clandestinamente para derrubar a ditadura dos militares. 

Vai acabar ganhando uma medalha. E até, quem sabe?, recebendo uma indenização do Estado como vítima da “redentora”…

Agora só falta Jajá cantar “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante…”

Agripino passa cada vergonha…

O senador José Agripino (DEM-RN) é aquele que quis dar uma de escroto, mas saiu com o rabo entre as pernas quando disse, numa sessão da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, em maio do ano passado, que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) havia mentido na época da ditadura militar.

Teve que ouvir a ministra dizer: “Nós estávamos em lados diferentes naquela época, senador“. Dilma lutou contra a ditadura. Agripino serviu ao regime dos generais com devoção canina e chegou a ser nomeado prefeito biônico de Natal.

Agripino é um político arcaico, coronelista e anti-democrático. Na década de 1980, protagonizou o escândalo do “rabo-de-palha”, quando tentou fraudar as eleições na capital potiguar comprando o voto dos pobres “com uma feirazinha, com um enxoval, com umas coisinhas“, conforme revelado por gravações daquela época.

O líder dos demos é conhecido pelo estilo autoritário, arrogante e falastrão. Agripino é capaz dos maiores truismos, mas se acha um gênio por isso. Fora os babões que vivem ao seu redor ninguém o leva a sério.

Mas quando a gente pensa que Jajá atingiu o clímax, o senador vem e nos surpreende. Ao discursar nesta quarta (2) no plenário do Senado sobre as novas regras do pré-sal, ele se saiu com a seguinte jóia:

Qual é o meu receio? É que se esteja agora anunciando um novo marco regulatório que troca as concessões por uma lei de partilha, partilha que significa a volta à ingerência do Estado, que o presidente Lula, justifica. Tenho receio muito forte porque o pré-sal que está descoberto e meio quantificado em uma extensão de 800 km por 200 km de largura, do Espírito Santo a Santa Catarina, não é privilégio apenas do Brasil. Tenho informações de que há pré-sal nas costas de Angola.

Alguém entendeu o que ele quis dizer com isso? Nem eu.

É por essas e outras que digo que ninguém leva Agripino a sério. Jajá não cansa de passar vergonha.

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