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Preconceito: deputado do DEM chama ministro Joaquim Barbosa de “moreno escuro”

Durante reunião da bancada do partido, ontem, o ex-governador e deputado Júlio Campos (DEM-MT) se referiu ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) como “moreno escuro”.

De acordo com a Folha, Júlio Campos defendia a prisão especial para autoridades, quando disse que processos podem cair nas mãos “do moreno escuro do Supremo”.

O deputado ACM Neto (BA) saiu em defesa do colega de partido, dizendo que “a frase não teve caráter preconceituoso”.

Em nota, Júlio Campos afirmou que usou a expressão porque teria esquecido o nome de Joaquim Barbosa.

Não custa lembrar: O DEM ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no STF para anular o decreto que regulamenta as terras de quilombos. Além disso, questionou, no mesmo STF, a política de cotas para negros. As declarações de Júlio Campos, portanto, vão ao encontro das posições defendidas pelo seu partido.

Agripino não descarta encontro entre Micarla e Arruda

Na foto, Micarla e Arruda muito sorridentes, separados pela governadora Rosalba, com o senador José Agripino na outra ponta.

Li no blog de Ailton Medeiros que o senador José Agripino (DEM) deixou no ar a dúvida sobre o suposto encontro entre prefeita Micarla de Sousa (PV) e o ex-governador do DF, José Roberto Arruda, acusado pelo Ministério Público de comandar o esquema de distribuição de propinas conhecido como “mensalão do DEM” de Brasília.

Em entrevista à revista Veja, Arruda disse que, procurado por Agripino, colaborou com R$ 150 mil para a campanha de Micarla em 2008. O ex-governador contou ainda que, após eleita, Micarla o procurou para agradecer a ajuda. Em nota, a prefeita negou o encontro.

Agripino disse que Arruda agia motivado por “mágoas”, repeliu as acusações contra si, mas não descartou que o encontro entre o ex-governador do DF e a prefeita de Natal tenha mesmo ocorrido. O senador fez questão de dizer que “não tem mais ligações políticas” com Micarla.

“Arruda tem razões para mágoa. Eu, Demóstenes e Caiado pedimos sua expulsão sumária do DEM. Essa informação dele é totalmente infundada, repilo à altura. Mas ele cita Micarla e diz que ela, inclusive foi à casa dele agradecer. Que ela seja ouvida. É uma coisa checável. Micarla não tem mais ligações políticas comigo, não faz parte da minha aliança. Ouça-se a prefeita.

Micarla nega encontro com Arruda

Em nota, a diretoria de comunicação do PV-RN aconfirmou que o partido recebeu doações do DEM para a campanha de 2008, mas sustentou que os recursos eram legais, invocou o princípio da “autonomia partidária” para dizer que não tem “nenhuma responsabilidade sobre os recursos financeiros do Democratas” e negou que a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, tenha tratado sobre este assunto com o ex-governador do DF, José Roberto Arruda.

Em entrevista publicada no site da revista Veja, o ex-governador, acusado de chefiar o esquema do “mensalão do DEM”, disse ter sido procurado pelo senador José Agripino (RN), presidente nacional da legenda, que teria pedido R$ 150 mil para a campanha de Micarla. Ainda segundo Arruda, após eleita, Micarla teria lhe procurado para agradecer pela ajuda.

A Prefeita Micarla de Souza (sic), em nenhum momento, tratou desse assunto com o ex-governador José Roberto Arruda“, diz trecho da nota do Partido Verde.

A nota termina afirmando que “Qualquer outra divagação sobre esse assunto é especulação jornalística ou maldade política“.

Era previsível que a prefeita negaria as acusações de Arruda. É natural que o PV responda com “repúdio” às declarações do ex-governador do DF. O que não é aceitável é que o partido queira impedir a imprensa e a blogosfera de tratar deste assunto, tachando o trabalho jornalístico de “especulação”.

Especula-se quando não há fato determinado. Neste caso, é o contrário. Há a afirmação do ex-governador do DF, segundo quem a campanha de Micarla de Sousa recebeu ajuda financeira da quadrilha lotada em Brasília. Mesmo considerando “maldade política”, a prefeita precisa ser mais convincente nas explicações.

Leia, a seguir, a íntegra da nota do PV-RN:

 

Em respeito à verdade e, em especial aos cidadãos de Natal, o Partido Verde/RN vem a público emitir a presente nota de esclarecimento e repúdio às declarações do ex-governador José Roberto Arruda a VEJA on-line.

 

1. A campanha majoritária do PV na eleição municipal de Natal, em 2008, recebeu, de forma legal e absolutamente transparente, doação financeira do Partido Político DEMOCRATAS, membro da coligação que elegeu a Prefeita Micarla de Souza.

2. Essa doação, como todas as outras recebidas pelo comitê financeiro daquela campanha eleitoral, consta da prestação de contas aprovada, sem ressalvas, pelo TRE/RN e posta à disposição de qualquer cidadão, através do site do referido tribunal;

3. Ao Partido Verde não compete nenhuma responsabilidade sobre os recursos financeiros do DEMOCRATAS, presente, nessa circunstância, o princípio da autonomia partidária;

4. A Prefeita Micarla de Souza, em nenhum momento, tratou desse assunto com o ex-governador José Roberto Arruda.

5. O PV deixa claro que sempre agiu de acordo com a legislação eleitoral e com os princípios da moralidade pública, repudiando, assim, qualquer forma de interpretação equivocada sobre esse fato;

6. Qualquer outra divagação sobre esse assunto é especulação jornalística ou maldade política.

 

Diretoria de Comunicação do PV-RN

 

 

Prestes a deixar o DEM, Kassab vira alvo da Folha

Prestes a deixar o DEM para fundar um novo partido, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, virou alvo da Folha de São Paulo. Na edição desta quarta-feira (9), a manchete do jornal diz que “Promessas de Kassab patinam após 2 anos“.

De acordo com a matéria, Kassab enfrenta dificuldades para cumprir suas principais promessas eleitorais, dentre as quais “construir hospitais, expandir e requalificar corredores e terminais de ônibus, investir no Rodoanel e eliminar o “turno da fome” nas escolas e a fila de espera por vaga em creches“.

A matéria está correta. O dever da imprensa é esse mesmo, fiscalizar o poder, cobrar os governantes e informar a população. A imprensa natalense prestaria um grande serviço ao povo se seguisse o exemplo e fizesse um balanço das promessas não cumpridas da prefeita Micarla de Sousa (PV), como fizemos aqui no blog.

O problema é que a Folha de São Paulo resolveu cobrar as promessas de Kassab somente após o prefeito decidir deixar a oposição e migrar para a base do governo da presidenta Dilma Rousseff.

O jornal sempre pegou leve com a gestão da dupla Serra (PSDB) / Kassab (DEM), que assumiu a Prefeitura de São Paulo em 2005. Depois, com a renúncia de Serra para concorrer ao governo estadual, Kassab se tornou titular do cargo, sem nunca enfrentar muitos problemas com a Folha. Novos tempos.

A lenta morte do DEM

O outrora poderoso DEM, cujas raízes remetem à ARENA (Aliança Renovadora Nacional), sustentáculo da ditadura militar, vive seu pior momento político desde a eleição de Lula em 2002, quando o partido começou a minguar e perder importância no cenário político brasileiro.

A anunciada saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, deverá transformar o ex-FPL e ex-PDS numa legenda periférica. Kassab confirmou que criará outro partido para, mais tarde, fazer sua fusão com o PSB. Pretende levar senadores, deputados, vereadores e prefeitos para a nova agremiação política.

O DEM começou a perder espaço ainda durante os dois governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando os tucanos ganharam a preferência da parcela mais conservadora dos eleitores. Com o fim da Era FHC, os liberais entraram em queda livre.

Nas últimas eleições, a legenda diminuiu ainda mais na Câmara e no Senado. A bancada ficou reduzida a 46 deputados federais (eram 65 em 2006) e 5 senadores (eram 14 até o fim de 2010).

Mas o partido poderá ficar ainda menor. É que a senadora Kátia Abreu (TO), líder da bancada ruralista, declarou que a oposição “está na UTI”, revelou que se sente “desconfortável” e admitiu que deverá ingressar em outro partido.

Além dela, o partido poderá perder ainda a governadora do RN, Rosalba Ciarlini. Na imprensa potiguar, comenta-se que a democrata pensa em migrar para uma legenda da base aliada da presidenta Dilma Rousseff (PT). Caso tenha êxito a estratégia do prefeito de São Paulo de criar um novo partido e posteriormente incorporá-lo ao PSB, driblando as regras contra a infidelidade partidária, Rosalba estaria disposta a acompanhar Gilberto Kassab. Assim, num futuro próximo, assumiria o comando do PSB no RN.

Conservadorismo

Como observou Maria Inês Nassif, repórter especial de Política do Valor Econômico, a imagem do DEM sempre esteve ligada ao conservadorismo. A legenda mudou de nome, inventou um novo slogan — “O partido das novas ideias” — e renovou sua liderança, mas continuou identificado à ideologia arcaica, ao coronelismo regional e às oligaquias estaduais, que se projetaram nacionalmente com a ajuda do regime militar.

Apesar das pirotecnias retóricas e publicitárias, o partido, na verdade, nunca deu nenhum passo para romper com sua velha estrutura apoiada na eternização de lideranças desgastadas ou de seus herdeiros, como os deputados federais Rodrigo Maia (RJ) e ACM Neto (BA). Prova disso é a eleição do senador José Agripino (RN), prevista para ocorrer em março, para a presidência da legenda.

O senador potiguar é um símbolo da tradição coronelística e oligárquica que dominou o país durante décadas, com notada predominância na região Nordeste. O começo da trajetória de Agripino não deixa dúvidas quanto a isso: prefeito biônico de Natal, nomeado pelo primo e então governador Lavoisier Maia, ingressou na política pela porta da ditadura.

Antes dele, seu pai, Tarcísio Maia, havia sido nomeado governador do RN pelo general Golobery do Couto e Silva durante o governo Geisel. Com a ascenção petista ao poder em 2003, Agripino notabilizou-se ao liderar o partido em sua ‘cruzada ética’ durante a oposição ao governo Lula.

O monopólio do discurso moral era a estratégia para tentar sobreviver junto à opinião pública. O plano caiu por terra quando a Polícia Federal prendeu José Roberto Arruda, único governador eleito pela legenda em 2006, acusado de comandar um esquema de pagamento de propina no Distrito Federal. O episódio ficou conhecido como o mensalão do DEM.

Resta esperar para ver se o partido vai continuar minguando até desaparecer ou se encontrará um caminho que evite a iminente extinção.

 

Idas e vindas de Micarla

Na avaliação dos dois anos da gestão Micarla de Sousa em Natal, disse que a prefeita governa na base do marketing. Tudo parece teatro, encenação e espetáculo nessa administração. A jogada mais recente envolve a novela do seu retorno ao comando da Prefeitura, após se licenciar para se submeter a uma cirurgia cardíaca em São Paulo.

No final de dezembro, Micarla convovou a imprensa pra anunciar que se licenciaria do cargo, porque faria uma cirurgia cardíaca no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A cirurgia foi realizada no dia 14 de janeiro. De acordo com a recomendação médica, a prefeita deveria ficar ausente por pelo menos 30 dias.

No final de semana passado, porém, ela avisou que reassumiria na segunda-feira (31) seu posto no Palácio Felipe Camarão, que vinha sendo ocupado interinamente pelo vice, Paulinho Freire.

Especula-se que a interinidade de Paulinho teria provocado os ciúmes de Micarla. A prefeita teria ficado incomodada com as comparações que estariam sendo feitas entre sua gestão e o curtíssimo período de mandato de Paulinho Freire.

O desgaste de Micarla é tamanho que mesmo as medidas impopulares tomadas pelo vice, como o aumento da passagem urbana, em vez de respingarem nele, colaram como tatuagem nela.

As manifestações pedindo a saída de Micarla da Prefeitura se intensificaram. Enquanto isso, surgia o movimento “Fica, Paulinho”. Não que o vice seja melhor que a titular, mas diante da desilusão com Micarla, qualquer um que sentar na cadeira de prefeito contará com mais simpatia do povo.

Eis que repentinamente a prefeita recuou e decidiu não reassumir o cargo. Dizendo-se surpreendida com o “ritmo acelerado do coração”, avisou que iria repousar um pouco mais e só voltaria após liberação médica. 

Mas, numa nova jogada marqueteira, Micarla mudou mais uma vez de ideia, disse que iria “contrariar as ordens médicas” e anunciou que estava no pedaço a partir desta terça-feira (1º).

Voltou com o trololó de sempre, dizendo que se sente “bem e determinada para cumprir minha missão de administrar Natal”. Prometeu trabalhar “incansavelmente para apresentar os resultados que a população esperar”.

Paulinho Freire, na primeira entrevista que deu ao voltar à condição de vice, admitiu que a administração da chefe vive um “desgaste” e afirmou que a gestão PV/PP/DEM “ficou devendo nos dois primeiros anos”.

Pra nós, pobres mortais, não resta outra coisa a não ser contar os dias pra que esse pesadelo protagonizado pela dupla Micarla/Paulinho à frente da Prefeitura de Natal chegue ao fim.

Natal, dois anos depois de Micarla

Há pouco mais de dois anos, Micarla de Sousa (PV) assumia o comando da Prefeitura de Natal. Eleita em primeiro turno, com o apoio decisivo do DEM, a jovem empresária chegou ao Palácio Felipe Camarão prometendo um choque de gestão na cidade. Com seu carisma, convenceu a maioria da população das suas intenções. O povo, sobretudo os estratos mais humildes da sociedade, depositou na pevista grande dose de esperança.

Dois anos depois da ascenção de Micarla, como está a capital potiguar? Para quem se deu ao trabalho de ler o plano de governo da então candidata do PV, o badalado GPS (Gestão por Políticas de Sustentabilidade), a conclusão é inevitável: Micarla é um fracasso.

A administração do PV não conseguiu avançar em nenhuma área. Pelo contrário. Natal retrocedeu nestes dois anos de poder de Micarla. Pra começar, leia um trecho da introdução do GPS, apresentado na campanha de 2008:

“Aqui [Plano de Governo], segurança, saneamento básico, pavimentação de ruas, energia elétrica, ordenamento da ocupação urbana e do trânsito, controle dos vários tipos de poluição e preservação ambiental não são palavras vazias, mas áreas que demandam soluções a curto, médio e longo prazo.

Quando se desce aos detalhes do plano, chegando-se às metas enumeradas pelo documento, o fracasso fica mais evidente. Em dado trecho, estão lá escritas as seguintes promessas: “Reduzir, na faixa de 10% ao ano: o déficit habitacional e as pendências fundiárias; o analfabetismo; o desemprego e os níveis de violência“.

Em outro trecho, a promessa é de aumentar em 10% ao ano, com base em quais estudos?!, os seguintes índices: saneamento, drenagem e pavimentação e a “oferta de eletricidade e telefonia pública (mediante gestões e planejamento compartilhado junto às concessionárias)“, além de “aprimorar a organização do trânsito”, “fomentar ainda mais a indústria do turismo”, “orientar e proteger grupos sociais em situações de risco”, “conferir maior eficiência às contas e aos serviços públicos” e “colocar Natal na pauta do movimento ecológico internacional.”

A prefeita deveria vir a público para exibir os índices que comprovem que sua gestão atingiu alguma dessas metas apresentadas no fictício GPS, assinado pela própria Micarla de Sousa, pelo coordenador do plano Marcos Valério de Araújo e por outros 28 “colaboradores” — entre os quais a “comunicadora” Priscila de Sousa, sua irmã.

As promessas vão além. Mas fiquemos, porém, nas áreas eleitas pela prefeita como prioritárias. Micarla concentrou boa parta da sua campanha em críticas à situação da saúde pública na gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT). Para resolver o problema, anunciou que construiria um Hospital da Mulher na Zona Oeste, um hospital de traumato-ortopedia na Zona Norte e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em cada região da cidade; disse que aumentaria em 10% ao ano o número de especialistas, leitos e ambulâncias, acompanhando o crescimento estimado da população; e se comprometeu em deixar a cidade com 1 médico público para cada 300 habitantes, nas quatro regiões administrativas.

Na educação, a lista de promessas é extensa: construir escolas, melhorar a estrutura das atuais, premiar a cada semestre as escolas melhor conservadas, construir novas escolas em regime de tempo integral, entre outras.

Na habitação, Micarla prometeu criar o “Bônus Moradia” para financiar reformas e a “Bolsa Moradia” para custear aluguéis de famílias removidas de áreas de risco.

As promessas para a segurança pública, se cumpridas, transformariam a cidade num verdadeiro paraíso. Entre outras coisas, anunciou que dobraria o efetivo da guarda municipal dos atuais 500 para 1.000 servidores; criaria rondas noturnas e diurnas motorizadas da guarda municipal; e criaria o Observatório da Violência e do Trânsito. Micarla foi a Bogotá (Colômbia) e a Diadema (São Paulo), gravou imagens para seu programa eleitoral e afirmou que implantaria os programas adotados por essas duas cidades que, com um conjunto de ações articuladas, conseguiram reduzir seus índices de violência.

O saldo da gestão Micarla de Sousa, como se vê, é pra lá de negativo. Faltam realizações, sobram promessas. Até agora, apesar de ter criado a Secretaria de Relações Interinstitucionais e Governança Solidária (Serig), como observou o ex-secretário adjunto da pasta, o sociólogo Paulo Araújo, a prefeita não adotou o modelo da governança como forma de governo. As práticas administrativas, ao contrário, são atrasadas e baseadas no clientelismo.

Perdemos a conta das trocas realizadas pela prefeita no seu secretariado. Para 2011, Micarla anunciou mais uma reforma administrativa. No ano passado, o município contratou os serviços de consultoria Fundação Getúlio Vargas, prometendo implantar um sistema de metas e melhorar a gestão em cada secretaria. Os cidadãos pagaram a conta, mas não viram o resultado.

O que menos se viu nestes dois anos de mandato de Micarla de Sousa foi planejamento, seriedade no trato da coisa pública e empenho verdadeiro para solucionar os problemas da população. A prefeita governa apelando para truques de marketing, faz da emissora de televisão da família dela palanque eletrônico para tentar resgatar sua popularidade e persegue aqueles que ousam criticar sua desastrosa administração.

Micarla brinca o tempo inteiro com a inteligência, a paciência e a boa vontade dos natalenses. Há poucos meses, armou um grande circo para dizer que não haveria aumento da tarifa do transporte coletivo da capital. No início do ano, se licenciou do cargo para fazer uma cirurgia cardíaca, delegando ao vice-prefeito Paulinho Freire a espinhosa tarefa de autorizar o aumento da passagem urbana. Com a estratégia, espera reduzir o impacto negativo da medida sobre a sua minguadíssima popularidade. O feitiço, ao que tudo indica, deverá se voltar contra a feiticeira.

Com 80% de reprovação popular, Micarla é um caso perdido. As pessoas estão cada vez mais insatisfeitas e fazem questão de manifestar isso. A revolta está nas pixações nos muros da cidade, nas manifestações públicas e nos gritos de “Fora Micarla!!!” que surgiram na internet e eclodiram nas ruas.

Rosalba e a estratégia de Goebbels

O DEM passou quase oito anos vociferando contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2005, o ex-presidente do partido, o então senador Jorge Bornhausen (SC), chegou a decretar o fim do governo e disse que “essa raça do PT” seja varrida da política brasileira.Na Câmara e no Senado, os demos se notabilizaram pela oposição raivosa, pelas tentativas de golpe e pela criação de factóides, sempre em parceria com os tucanos e com o respaldo da impensa conservadora (Globo, Veja, Folha de São Paulo).

Em 2006, após a reeleição de Lula, os demos encolheram, mas continuaram fazendo barulho em Brasília. Eles só começaram a baixar o tom no final do ano passado, com a divulgação do escândalo do mensalão do Distrito Federal. O partido perdeu seu único governador, viu cair por terra o discurso ético e, agora, segundo as previsões dos analistas políticos, deverá definhar ainda mais.

Para tentar sobreviver à prova das urnas, os demos radicais mudaram o discurso, amenizaram as críticas ao presidente Lula e passaram a dizer que fazem “oposição responsável” ao governo federal. Mas não parou por aí. Repentinamente, os ex-algozes decidiram reconhecer realizações do petista.

O senador José Agripino Maia (RN) rasgou elogios ao presidente, admitiu que Lula teve “muito mais acertos que erros” e aplaudiu o programa “Bolsa Família”, antes tachado de “bolsa esmola”, “bolsa vagabundo” e “bolsa preguiçoso” pelo partido dele.

A senadora Rosalba Ciarlini, candidata da legenda ao Governo do RN, entrou na mesma onda e, para não perder votos, vestiu a fantasia de lulista. Desde o início da campanha, tenta esconder da população sua condição de oposicionista, se esforça para ganhar a simpatia dos eleitores do presidente e, mais incrível ainda, pauta suas propostas na promessa de continuar todos os programas do governo federal.

Mas o que considero mais desonesto nessa estratégia de Rosalba é vê-la se apropriar de ações do Governo Lula na propaganda eleitoral dela. Na TV, Rosalba disse que trouxe 10 novos IFRN’s para o Estado, quis tirar uma lasquinha do ProUni ao prometer criar um programa similar no RN e, mais recentemente, pegou carona no “Minha Casa Minha Vida” ao garantir que vai ampliar o programa de habitação.

Josefh Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, defendia que uma mentira repetida muitas vezes, torna-se verdade. Rosalba aposta nisso para vencer as eleições.

Serra, o homem bom, cortou verba da saúde no RN

O ‘Embolando’ resolveu investigar por que Rosalba Ciarlini (DEM) está escondendo o apoio dela a José Serra (PSDB). No dia 9 de 0utubro de 1999, quando era ministro da Saúde de FHC, Serra suspendeu o repasse de recursos do PAB (Piso de Atenção Básica) para 135 municípios de todo o país – nove dos quais do Rio Grande do Norte.

Isso, talvez, ajude a explicar a razão da rejeição de Rosalba ao candidato tucano ao Planalto. José Serra, o homem bom, aquele que se auto-proclamou como o político que mais fez pelo Nordeste, cortou verbas da saúde no Rio Grande do Norte!!!

Caso alguém duvide da informação, basta pesquisar no “Diário de Natal” do dia 9/10/1999.

Cartaz de Rosalba e Serra provoca polêmica

O cartaz com a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) e o candidato do PSDB ao Planalto, José Serra, provovou uma onda de reações indignadas no front dos ‘demos’ e na blogosfera do RN.

A assessoria de imprensa da candidata democrata se apressou em negar a autoria da peça, insinuou que o episódio era obra dos adversários e desmentiu que Rosalba esteja tentando esconder o apoio dela a José Serra.

Os protestos não pararam por aí. Laurita Arruda, uma das blogueiras mais badaladas da província, disse que o material “fake” era um golpe “abaixo da linha da cintura”.

O professor e jornalista Ricardo Rosado chamou o caso de “jogo sujo” e “artimanha desonesta”. Para Rosado, o cartaz é da lavra de algum “canalha desocupado”.

Não entendi a razão para tanto stress. Rosalba, até onde se sabe, apoia José Serra. Então, o que há de errado com o cartaz?! Falar em “jogo sujo” e golpe “abaixo da linha da cintura” é pura forçação de barra.

A própria Rosalba, ao se referir a José Serra como “meu candidato”, sem citar o nome dele, alimentou as especulações sobre a suposta operação para esconder o apoio ao tucano. A peça com os dois não contém nenhuma mentira. Não há, portanto, razão para essa reação desproporcional.

Além disso, o episódio serviu para dar a Rosalba a chance de deixar claro aos eleitores do Rio Grande do Norte que o palanque dela é o do Serra. É que os potiguares andavam meio confusos com os elogios que a democrata e o senador José Agripino vinham fazendo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem passaram os últimos anos combatendo ferrenhamente.

Rosalba esconde Serra, mas o blog revela

A candidata do DEM ao Governo do Estado, Rosalba Ciarlini, tem feito o possível para esconder o apoio dela ao candidato do PSDB ao Planalto, José Serra. Em entrevistas à imprensa potiguar, a senadora se referiu ao tucano como “meu candidato”, sem dizer o nome dele. Mas o ‘Embolando’ resolveu deixar claro quem é o candidato de Rosalba: o homem bom José Serra, essa figura simpática que aparece ao lado dela na foto acima.

Twitter vira divã para tucanos e democratas

Na Terra Magazine, Cláudio Leal resume a tragicomédia protagonizada pelos tucanos e democratas, tendo como pano de fundo o impasse sobre a escolha do vice do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra.

A ópera mambembe que provocou uma crise inédita no “casamento” entre PSDB e DEM teve a contribuição decisiva de um malandro bufão: o presidente nacional do PTB e deputado federal cassado Roberto Jefferson.

Ao anunciar pelo Twitter que o vice de José Serra seria o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), Jefferson ajugou a jogar a candidatura tucana numa crise de dimensões ainda imprevisíveis.

Numa narrativa leve, Cláudio Leal conta passo a passo como o microblog virou divã para tucanos e democratas discutirem a relação — com direito a intervenções poéticas de Roberto Jefferson a vociferar, talvez fazendo as vezes de “id personificado” dos tucanos, contra os democratas: “O DEM é uma merda!!!”.

Leia aqui o retrospecto da troca de afagos entre os próceres do PSDB e do DEM no Twitter.

Agora vai: PSDB convoca FHC para resolver impasse com o DEM

Deu na Folha.com:

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi chamado nesta terça-feira para participar da reunião com o comando do DEM, que discute uma solução para o impasse em torno do nome do vice na chapa do tucano José Serra ao Planalto.

O DEM ficou insatisfeito com o papel de coadjuvante que lhe foi imposto, já que PSDB escolheu um vice tucano, o senador Álvaro Dias (PR), em detrimento de um democrata. FHC participará do encontro acompanhado do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e do candidato ao Senado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

Como FHC estava em viagem ao exterior, ele ainda está se interando da situação para a reunião, que ocorre na véspera da convenção nacional do DEM. O ex-presidente acredita numa solução para o impasse, embora ainda não tenha uma engenharia para o caso.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, FHC confidenciou a um interlocutor de sua mais absoluta confiança recentemente que tem sérias dúvidas sobre a possibilidade de Serra vencer a eleição presidencial.

Felipe Maia é reprovado no controle de qualidade do CQC

O deputado federal Felipe Maia (DEM-RN) deu vexame, ontem à noite, no programa CQC, comandado pelo jornalista Marcelo Tas e transmitido pela TV Bandeirantes.

A repórter Mônica Iozzi perguntou se o filho do senador José Agripino Maia (DEM-RN) sabia o que são células-tronco, mas Felipe Maia disse que não estava “atualizado sobre esse assunto”.

O democrata justificou o desconhecimento dele alegando que, como deputado e advogado, não teria obrigação de “entender de células-tronco”.

“Deputado, advogado, entender de células-tronco?!”, respondeu o potiguar, em tom de desdém, ao questionamento da repórter.

Depois, analisei melhor a cena e cheguei à conclusão que, em vez de vexame, Felipe Maia deu uma aula de humildade. É claro que o democrata sabia o que são células-tronco, mas preferiu esconder o jogo para não parecer arrogante.

Ele teve pena da repórter do CQC, essa petista infiltrada no programa que só queria constranger o “príncipe herdeiro” de José Agripino. Felipe Maia, legítimo representante do lourismo, nascido em berço de ouro e educado nos melhores colégios de Natal, num gesto comovente, decidiu fazer-se de ignorante somente para não parecer indelicado.

Roberto Jefferson dispara: “O DEM é uma merda”

A coisa está fedendo mais que o previsto. O PSDB anunciou que o vice de José Serra será o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). O primeiro a dar a informação, pelo Twitter, foi o deputado federal cassado Roberto Jefferson (PTB), para quem Serra é a “síntese” do homem bom.

O episódio gerou um reboliço danado, levou o DEM a ameaçar romper a aliança com o PSDB e provocou a reação de outros aliados dos tucanos.

Em resposta à choradeira dos democratas, Jefferson usou novamente o Twitter para atacar o partido: “O DEM é uma merda!!!”, escreveu o performático petebista.

Não satisfeito, Jefferson ainda tripudiou da legenda, dizendo que, se as carpideiras do DEM insistirem, os petebistas disputarão a indicação do tesoureiro do partido, Benito Gama, para a vice de José Serra.

Enquanto isso, Lula e Dilma Rousseff assistem de camarote as trapalhadas da oposição.

DEM ameaça romper com PSDB

O DEM, preterido pelo PSDB na escolha do vice de José Serra, ameaça romper a aliança nacional com os tucanos. A informação é do jornalista Fernando Rodrigues do UOL, segundo quem o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) vai defender a cisão no próximo dia 30, na convenção da legenda em Brasília.

Os democratas estão irritados com a escolha do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para ser o companheiro de chapa de José Serra na disputa presidencial. Os líderes do DEM reafirmaram, pela imprensa, que o partido só abre mão da indicação em favor do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB).

“O poder do Serra de desorganizar as coisas é fora do comum. O Álvaro Dias não acrescenta nada e desagrega muito”, declarou Caiado, acrescentando que “se não tiver um freio de arrumação esse PSDB jamais vai respeitar o Democratas”.

Jorge Bornhausen, ex-presidente do DEM, ressurgiu das cinzas para reforçar as ameaças de Ronaldo Caiado e dizer que o partido só aceita a chapa puro-sangue se for com Aécio Neves.

“Recebemos bem a chapa puro-sangue com Aécio Neves. Se não, para manter uma relação harmoniosa com o DEM na campanha, defendemos que Serra escolha um democrata para a vice”, declarou à Folha.com.

Roberto Jefferson anuncia: vice de Serra será Álvaro Dias

No post anterior, comentei a identificação entre o deputado federal cassado e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson e o candidato do PSDB a presidente José Serra.

Jefferson, o bufão, disse que Serra, o homem bom, “é a síntese dos valores que cremos”. Os dois estão tão íntimos, como gêmeos xifófagos, que o homem bom delegou ao bufão a responsabilidade de anunciar o aguardado vice do tucano.

Pelo Twitter, Jefferson revelou que o PSDB vai para a disputa com chapa “puro-sangue”: “”Falei agora com o [senador] Sergio Guerra [presidente nacional do PSDB]. O vice será o [senador] Álvaro Dias”, escreveu.

Resta saber como o DEM vai reagir à escolha, porque os líderes democratas vinham sustentando que a legenda não abriria mão da indicação. A relação entre tucanos e demos, abalada desde o estouro do mensalão do Arruda, tende a ficar ainda mais instável.

Senadores do RN tiram nota zero em produtividade

A Transparência Brasil, com base na produção legislativa de 2007 e 2008, revelou: a bancada de senadores do Rio Grande do Norte é a menos produtiva do país.

Os democratas José Agripino Maia e Rosalba Ciarlini e o peemedebista Garibald Alves Filho apresentaram, juntos, 17 iniciativas – nenhumas delas foi aprovada.

Os campeões de produtividade são os gaúchos PaulPaim, Pedro Simon e Sergio Zambiasi. Eles apresentaram 372 proposições (17% do total), das quais 22 foram aprovadas.

Entre as raras matérias apresentadas pela senadora Rosalba Ciarlini está aquela em que a democrata pedia umvoto de aplauso para a novela Páginas da Vida da Rede Globo.

Agripino: “Não houve mensalão do Democratas”

Matéria que fiz para o Nominuto.com:

Em artigo publicado na edição desta sexta-feira (5) do jornal Folha de São Paulo, o senador José Agripino Maia (DEM) afirmou que “não houve mensalão do Democratas” e partiu para o ataque contra o Partido dos Trabalhadores (PT): “A expressão ‘mensalão’ fica, assim, preservada como patrimônio de outros partidos que não souberam ou não puderam distanciar-se do território da corrupção”.

No final de novembro do ano passado, o relatório da “Operação Caixa de Pandora” da Polícia Federal revelou a existência de um esquema de desvio e distribuição de recursos públicos no governo do Distrito Federal. A organização seria chefiada pelo governador afastado José Roberto Arruda. Eleito pelo DEM, Arruda pediu desfiliação do partido e está preso, desde 11 de fevereiro, sob a acusação de tentar subornar uma testemunha do caso.

Agripino insistiu que as denúncias que atingiram o partido “circunscreveram-se estritamente ao governo de Brasília e não envolveram filiados de outras unidades da Federação”. O “panetonegate”, como ficou conhecido o escândalo do DF, teria ramificações no gabinete do governador afastado, na Câmara Legislativa e no secretariado de Arruda.

O líder do DEM no Senado enfatizou que, ao punir os envolvidos no escândalo com a desfiliação partidária, a legenda “não deu espaço para conveniências imediatistas ou de ordem pessoal”. “Levado a cortar na carne e punir filiados de longo tempo, o DEM mostrou ao Brasil que não convive com a improbidade e não aceita a impunidade”, sustentou.

O senador potiguar argumentou que o governador afastado pediu desfiliação porque havia sido “confrontado com a iminência da sua expulsão”. Ele usou a mesma justificativa para explicar o pedido de desfiliação do vice-governador Paulo Otávio e do deputado distrital Leonardo Prudente, ambos envolvidos nas denúncias da Polícia Federal.

Após defender seu partido, Agripino disparou sua artilharia contra o PT: “Enquanto isso, impõe-se uma reflexão: onde andam os implicados no escândalo dos aloprados? Onde andam os mensaleiros? Onde andam os camufladores de dólares em roupas íntimas? Seguramente, não são do Democratas. E o povo sabe quem continua a acobertá-los”, provocou, relembrando escândalos protagonizados pelos petistas.

Comentário:

Negar a existência do mensalão do DEM soa como delírio. Dizer que o DEM “puniu” os envolvidos no escândalo de Brasília é exercício de mimetismo.

Como é que o DEM puniu alguém se Arruda e os outros demos flagrados nas investigações pediram desfiliação do partido?

Com que autoridade diz que o DEM “não convive com a improbidade e não aceita a impunidade” se o partido é campeão em corrupção no país?

Como falar em ética quando se tem o rabo de palha?

O medo de Agripino

Li nos jornalões do PIG que o DEM está exigindo a vaga de vice na chapa presidencial do PSDB. Um dos nomes cotados é o do senador potiguar José Agripino.

Mas Jajá declarou que, se chamado, vai declinar do convite, alegando que sua prioridade é a reeleição ao Senado.

Na verdade, Jajá tem medo de embarcar numa canoa furada, porque sabe que José Serra, provável candidato tucano, tem pouquíssimas chances de vencer a ministra Dilma Rousseff (PT), candidata do presidente Lula à sucessão.

É só uma questão de tempo pra candidatura da petista crescer — mesmo com o jogo pesado da mídia tucana contra a ministra. Uma pesquisa que o próprio DEM encomendou revelou que a situação do tucano não é nada boa. Dilma supera ou empata com Serra em quatro estados: Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Agripino não tem coragem de entrar numa partida tão disputada e correr o risco de ficar sem nada. Em 2006, Jajá tentou ser vice de Alckmin, mas o PSDB o boicotou.

Naquela ocasião, o senador não teria nada a perder, porque mesmo com uma provável derrota nacional, ainda teria quatro anos pela frente no Senado.

Agora, o a brincadeira é mais difícil.

 

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