Embolando Palavras

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O macartismo de Micarla

Disfarçadamente, sem muito barulho, a prefeita Micarla de Sousa (PV) aproveitou o anúncio da reforma administrativa, na semana passada, para arrumar uma nova acomodação para um velho amigo que andava um pouco sumido.

Além dos 17 novos secretários, a edição de quinta-feira (10) do Diário Oficial do Município (DOM) trouxe a nomeação de Eugênio Bezerra, ex-assessor especial do gabinete da prefeita, para o cargo de secretário adjunto de Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb).

Como adjunto da Semurb, Eugênio será responsável pela política de educação ambiental do município, pela gestão do Parque da Cidade e pela revisão do Plano Diretor de Natal. É ou não pra ficar assustado?

Pra quem não sabe, fui agredido pelo novo secretário adjunto da Semurb, em novembro do ano passado, quando passava pela área de lazer em frente ao Carrefour, onde foi instalada a Árvore de Natal. O caso está relatado, em detalhes, aqui. Até agora, aguardo a primeira audiência da ação que impetrei contra o agressor na Justiça Criminal.

A imprensa potiguar ignorou o fato do assessor da prefeita agredir um jornalista. O Sindicato dos Jornalistas seguiu o mesmo caminho. Conversei com um dirigente do Sindjorn, segundo quem o sindicato analisou o caso e chegou à conclusão que se tratava de uma “questão pessoal” entre dois jornalistas. É exatamente o que o secretário quer fazer parecer, mas que não corresponde à realidade.

A agressão que sofri se deu em função das críticas que faço à administração do PV. Para Eugênio Bezerra, quem se atreve a apontar os desmandos da prefeita-borboleta é imediatamente convertido em inimigo público número um. As jornalistas Anna Ruth Dantas, Eliana Lima e Laurita Arruda também entraram na mira do secretário após fazerem críticas à chefe dele.

O comportamento ameaçador de Eugênio Bezerra segue um padrão, que se repete sempre que se sente acuado. O soco, as ameaças e as mentiras plantadas pelos bobos da corte a serviço do borboletário tiveram uma só finalidade: coibir um jornalista de exercer o seu sagrado direito à livre expressão e crítica. É o macartismo de Micarla de Sousa.

Com a repercussão do caso da agressão contra esse escriba, Micarla chamou seu assessor às falas. Na internet, circulou a informação que a prefeita havia determinado a “suspensão” do seu fiel defensor. Obediente, se submeteu ao “castigo”, deixou de frequentar o gabinete da chefe e se auto-impôs um período sabático. Houve quem dissesse que havia sido exonerado, mesmo sem registro no DOM.

Questionei a prefeita sobre a situação de Eugênio. Perguntei se o assessor havia mesmo sido exonerado, ou se continuava recebendo salário, pago com dinheiro público, sem trabalhar, uma vez que estava “suspenso” das suas funções. Micarla ignorou os questionamentos.

Agora, ficamos sabendo que o “castigo” era conversa pra boi dormir. Em vez de demitir o assessor que agrediu um jornalista, a prefeita o premiou com a nomeação para a Semurb. Eugênio sumiu por um tempo para limpar sua imagem e retornar mais forte.

O Código de Ética do Servidor Público é claro ao preconizar que “A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral.

O Código determina ainda que “A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.

A prefeita deveria explicar à sociedade por que nomeou um agressor confesso para seu primeiro escalão, jogando no lixo o Código de Ética que deveria levar como bíblia da sua administração.

Perguntei aos meus incrédulos botões se, por acaso, os consultores da Fundação Getúlio Vargas avalizaram essa escolha. Fiquei sem respostas.

A agressão de Eugênio Bezerra

Fiquei afastado do blog por muito tempo. Primeiro, por causa das eleições. Depois, porque estava sem ânimo pra voltar a escrever. Estava me sentindo perdido em um “jardim de veredas bifurcadas”, como escreveu Borges. Ensaiei voltar algumas vezes, mas ficou só na tentativa. Agora, decidi voltar pra contar a história da agressão que sofri na noite de ontem (28), pelo assessor especial da prefeita de Natal, Micarla de Sousa, o jornalista Eugênio Bezerra.

Entendi que seria melhor tornar a confusão pública porque a questão envolve detalhes que ultrapassam a esfera privada. Não é a primeira vez, nem fui o primeiro a ser agredido pelo assessor da prefeita. A diferença foi que, desta vez, a agressão foi física.

Como relatei ao delegado da Delegacia de Polícia de Cidade da Esperança, Pedro Paulo Falcão, ao passar pela área de lazer em frente ao Carrefour, onde está sendo instalada a árvore de Natal pela Prefeitura, no bairro de Mirassol, dei de cara com Eugênio Bezerra.

Eu vinha do Shopping Cidade Jardim, onde estava com um amigo (Matheus) e uma amiga (Tânia). Após lancharmos no Pittsburg, Tânia pegou a condução e seguiu pra casa dela, no bairro de Nova Parnamirim. Eu e Matheus fomos caminhando em direção ao Shopping Via Direta pra pegar o ônibus até o bairro onde moro – Dix Sept Rosado.

Meu amigo seguiu na minha frente. Tirei duas fotos da arvore, depois continuei caminhando. Quando atravessei a rua, vi que Eugênio vinha na minha direção. Peguei o celular pra ligar pra Matheus, que estava uns 50 metros à frente. Pra minha surpresa e espanto, ao passar por mim, Eugênio me parou dizendo: “Diga aí, mau caráter”. Não entendi direito, achei até que ele estava brincando. Estirei a mão pra cumprimentá-lo. Ele afastou minha mão, dizendo que não “apertava mão de mau caráter”.

Ainda meio atordoado, perguntei como ele ainda tinha coragem de dirigir a palavra a mim, mesmo sabendo que não tenho lhe tenho nenhuma estima. Ele me chamou de mau caráter mais uma vez e disse: “Eu ainda vou lhe dar um ‘cacete’ se você não parar de me perturbar”. Eu respondi dizendo que se ele cumprisse a ameaça, teria que responder por isso. Depois disso, ele me chutou e me empurrou. Fiquei desequilibrado, mas não cheguei a cair. Chamei Matheus, porque sabia que precisaria de uma testemunha da agressão.

Depois de chamar meu amigo, me virei novamente pra Eugênio, que me acertou com um soco no nariz. Tentei tirar uma foto dele com meu celular pra comprovar que ele estava lá no local, temendo que ele negasse a agressão, ou mesmo que tivesse estado na praça naquele dia e horário. Matheus viu, ainda à distância, o momento em que levei o soco. Ele veio em nossa direção, mas Eugênio correu para o carro dele e fugiu pra não ser pego em flagrante.

Liguei para a emergência da Polícia Militar, relatei o fato e esperei a viatura chegar. Quando os policiais chegaram, contei o que havia acontecido. Os policiais me instruíram a ir pra DP de plantão, porque não teriam como fazer nada, uma vez que o agressor havia fugido e eles não poderia dar o flagrante.

Eu e Matheus pegamos o ônibus e fomos pra DP de Cidade da Esperança. Ao chegarmos lá, fiquei ainda mais surpreso ao encontrar o próprio Eugênio, que tentava prestar queixa contra mim, alegando que havia “metido a mão” em mim pra se defender. Ele argumentou que eu o havia agredido primeiro com palavras ofensivas, depois o empurrado. O delegado perguntou se ele tinha alguma marca corporal ou uma testemunha. Ele disse que não, simplesmente porque essa versão dele é a mais pura e deslavada mentira.

Diante do delegado, do chefe de investigações e de outros dois policiais, Eugênio assumiu que me agrediu fisicamente, mas tentou se justificar fazendo alegações sem apresentar nenhuma prova. Alegar sem provar é o mesmo que não alegar.

Eugênio disse que estava no local de trabalho dele (?!) e que eu fui lá exclusivamente para agredi-lo. Os amigos dele no Twitter, para defendê-lo, o ajudaram a divulgar essa lorota. É mentira. Como já disse, passei pelo local ocasionalmente, porque estava indo pegar o ônibus no Shopping Via Direta. Tenho pelo menos duas testemunhas que podem atestar isso. Nem passou pela minha cabeça que o assessor da prefeita pudesse estar lá. Mesmo se soubesse, aquele é um local PÚBLICO. Tenho o direito de ir e vir, sem precisar pedir autorização ao senhor Eugênio Bezerra.

Tenho uma testemunha, um exame de Raio-X e um laudo do ITEP atestando que fui agredido e, em conseqüência disso, sofri um “trauma no nariz”, caracterizado como uma “lesão leve”, conforme atestado assinado pelo médico legista Dr. Abelardo Rangel Monteiro Filho. O que Eugênio Bezerra tem para confirmar a versão dele? Alguma testemunha? Algum exame físico? Alguma gravação? Nada. Absolutamente nada. Nem poderia ter, porque se trata de uma grande mentira.

Ainda na delegacia, após registrar o Boletim de Ocorrência Nº 1199/2010 e abrir um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), fui instruído a comparecer ao ITEP, a fim de fazer o exame de corpo-delito. Chegando ao ITEP, fui orientado a ir ao hospital para fazer um exame de Raio-X da face e do nariz. Fui ao Hospital Walfredo Gurgel, onde fiz o exame solicitado. Depois, retornei ao ITEP para ser examinado pelo médico-legista. Quando voltei pra casa, passava das 3h da manhã desta segunda-feira (29). Foram quase oito horas entre delegacia, Walfredo Gurgel e ITEP.

No final, ficou agendada uma audiência no Juizado Especial Criminal para o dia 12 de janeiro de 2011, quando eu e o meu agressor deveremos comparecer na presença do juiz. Não sei o que vai acontecer, mas asseguro que buscarei a justiça até o fim. Não tenho medo das ameaças, nem das agressões do assessor da prefeita Micarla de Sousa – aliás, gostaria que a prefeita, desta vez, em vez do silêncio cúmplice, dissesse se reprova a atitude do seu assessor, se vai tomar alguma providência, ou se, novamente, vai passar a mão na cabeça dele.

Histórico

Eugênio Bezerra tem um longo histórico de agressões contra pessoas que criticam a administração da prefeita Micarla de Sousa. Os inúmeros casos lhe renderam, inclusive, o apelido de “Pitbull de Micarla”, dado pelo “Novo Jornal”, em matéria de capa do dia 10 de janeiro deste ano com o perfil do jornalista (leia a íntegra da matéria aqui).

Por vezes, a fé cega à borboleta e à administração verde o faz perder a cabeça, e ele transforma o palco imenso da internet em ringue, trava rinhas pessoais com jornalistas que vão contra os mandos da pevista, faz bravatas, chama para briga. Nessas horas, a argumentação pobre, as discussões de baixo nível e os erros de escrita transformam o escudo em munição para os adversários e a prefeita vira alvo fácil: por que Micarla de Sousa confiaria justamente a ele o nobre cargo de assessor especial? Aliás, qual é a função de um assessor especial?”, escreveu a jornalista Luana Ferreira sobre Eugênio Bezerra.

Eugênio vive se fazendo de vítima, com um cinismo bem peculiar, dizendo que tenho “obsessão” por ele e que sou seu “carma”. Ele não exita em recrutar amigos anônimos, que adotam perfis falsos nas redes sociais pra espalhar boatos e tentar assassinar minha reputação. Para quem ainda imagina que sou o único a ter problemas com o assessor da prefeita, transcrevo mais um trecho da matéria de Luana Ferreira, relatando as ameaças que o rapaz fez às jornalistas Anna Ruth Dantas, Eliana Lima e Laurita Arruda:

Entre os colegas jornalistas, ganhou os apelidos de “mucama” e “apupo-ruminante” – este último recentemente, depois de ameaçar as jornalistas Anna Ruth, Eliana Lima (do jornal Tribuna do Norte) e Laurita Arruda (blogueira) após as três escreverem sobre o show de Padre Fábio, que ganhou R$ 221 mil da prefeitura para cantar em Natal em 25 de dezembro. “Vou falar sobre mentiras e verdades. Bom e mal (sic) jornalismo no caso do show de Pe Fábio”, postou no Twitter. Em seguida, ameaçou: “Vou falar claro sobre a cobertura da Tribuna. Das coleguinhas (sic) Anna Ruth, abelhinha e Laurita. Alias (sic) sobre esta ultima (sic) tenho um babado forte”. (Leia também aqui sobre a ameaça às jornalistas)

Os meus problemas com Eugênio começaram quando ainda trabalhava com ele na assessoria de imprensa da então deputada estadual Micarla de Sousa. Enfrentei a fúria dele diversas vezes, quando combati sua postura ditatorial e bati de frente contra suas tentativas de assédio moral. Meu currículo chegou às mãos dele através de um sobrinho seu, à época meu vizinho e amigo. Eugênio disse que havia gostado do meu perfil e, principalmente, dos meus textos. Acertamos minha ida, como estagiário, para o gabinete da Borboleta. Após me formar, continuei trabalhando lá, mas agora recebendo o piso salarial da categoria.

Quando vieram as eleições de 2008, Eugênio me chamou pra ir pra assessoria de imprensa da campanha. Atuei apenas duas semanas nesta função. A então marqueteira de Micarla, Balila Santana, me convidou pra integrar a equipe de marketing, pra fazer pesquisa de conteúdo. Antes de começar a propaganda eleitoral no rádio e na televisão, Balila deixou a campanha, sendo acompanhada pelos profissionais que vieram pra Natal a convite dela. A campanha ficou sem redator.

A experiente jornalista carioca Tânia Celidônio foi convocada para a função. Quando ela chegou, nos conhecemos e comecei a colaborar com alguns textos. Tânia, então, me indicou para ser redator auxiliar, uma vez que a campanha era complexa e ela acreditava que precisaria de ajuda. O publicitário José Ivan, que havia assumido o lugar de Balila, concordou com a indicação. Assim, me tornei redator da campanha vitoriosa da Borboleta.

Faltando umas três semanas para o dia da eleição, por motivos estritamente pessoais, pedi demissão da campanha. Meus colegas de trabalho pediram, à unanimidade, para que eu pudesse rever minha decisão. Mas estava convicto.

Depois disso, com a vitória de Micarla, começou meu inferno astral. Eugênio deu início a uma campanha difamatória contra mim pelos quatro cantos de Natal. Recrutou e municiou pessoas, inclusive jornalistas, para me atacar no Orkut e no Twitter. Eles diziam que, em vez de pedir demissão, eu havia sido demitido da campanha, por “incompetência” e porque teria “problemas com a equipe”.

Além disso, investigaram minha vida e começaram a espalhar que eu havia sido demitido de todos os lugares onde tinha trabalhado. A ação orquestrada tinha a função de assassinar minha reputação, para que eu não conseguisse mais espaço no meio jornalístico da cidade.

As coisas pioraram depois que o denunciei por ter insinuando, numa comunidade do Orkut, que os funcionários públicos são ladrões. Essa história está contada aqui. Com a publicação da denúncia, Eugênio retaliou violando meu e-mail e meu perfil na rede social, além de fazer uma ameaça de morte (leia aqui). Na época, registrei um BO na mesma DP de Cidade da Esperança e remeti os indícios do crime virtual à Polícia Federal. Até hoje aguardo o resultado da investigação.

Depois desse episódio, Eugênio se retraiu um pouco, limitando-se a fazer provocações pelo Twitter. Ele me acusou recentemente de estar por trás do perfil @BlockdeMicarla, criado pra protestar contra o bloqueio imposto pela prefeita de Natal a quem lhe faz alguma pergunta inconveniente na rede social. Comenta-se que o responsável por bloquear as personas non gratas é ninguém menos que o próprio Eugênio Bezerra.

Apesar de aprovar e considerar a ideia do protesto criativa, não sou o seu autor. Nunca precisei me esconder atrás do anonimato pra dizer o que penso da gestão Micarla de Sousa, nem das atitudes irresponsáveis e truculentas do seu assessor especial. As minhas críticas são públicas e devidamente assinadas.

Agora, com o episódio da agressão física, Eugênio mostrou que não aprendeu nada com as besteiras que fez nestes dois anos como assessor especial da prefeita. Por causa das muitas encrencas, recebeu ainda o apelido de “mucama de Micarla”, dado pelo jornalista Diógenes Dantas.

Eugênio usa Micarla como escudo para suas grosserias, sua truculência e seu comportamento desequilibrado. A prefeita, lamentavelmente, acoberta os sucessivos atos irresponsáveis do seu assessor especial, demonstrando que concorda, indiretamente, com tudo o que seu pupilo faz. Numa cidade séria, esse deslumbrado já teria sido demitido e condenado ao ostracismo. Na Natal de Micarla, porém, as coisas não funcionam como manda a lógica.

O Pitbull de Micarla

Do Novo Jornal:

PERFIL: Eugênio Bezerra, o polêmico assessor especial da prefeita

Escudo e estilingue

Por Luana Ferreira

Existe alguém no Palácio Felipe Camarão que trabalha para proteger a prefeita Micarla de Sousa de possíveis interferências desagradáveis, comentários maldosos ou  visitas indesejáveis. Enfim, do mundo lá fora. Se você já viu a borboleta nos últimos anos, na prefeitura ou na rua, em campanha ou no cabeleireiro, deve ter notado alguém que a cerca, geralmente segurando sua bolsa, às vezes anotando algumas de suas – muitas – determinações, adaptando o microfone para a sua estatura, abrindo caminho entre as pessoas, oferecendo o chocolate preferido num momento em que o estômago reclama e, principalmente, afastando os jornalistas e fotógrafos que julga inconveniente. Esse alguém é o assessor especial do gabinete da prefeita, Eugênio Bezerra, o “pit bull” de Micarla de Sousa.

Por vezes, a fé cega à borboleta e à administração verde o faz perder a cabeça, e ele transforma o palco imenso da internet em ringue, trava rinhas pessoais com jornalistas que vão contra os mandos da pevista, faz bravatas, chama para briga. Nessas horas, a argumentação pobre, as discussões de baixo nível e os erros de escrita transformam o escudo em munição para os adversários e a prefeita vira alvo fácil: por que Micarla de Sousa confiaria justamente a ele o nobre cargo de assessor especial? Aliás, qual é a função de um assessor especial?

O salário bruto de Eugênio Bezerra é R$ 4.200, mas já foi R$ 9.200 nos primeiros seis meses de gestão, quando era secretário de Assuntos Parlamentares. O cargo foi extinto na reforma administrativa de julho de 2009. Apesar de ter recebido salário de primeiro escalão, nunca teve sala, telefone ou auxiliares nem exerceu a função original de estabelecer a ponte entre o Executivo e a Câmara Municipal de Natal. “Fui para lá porque ela precisava colocar um nome e eu precisava de uma função”, justifica. Até hoje é tratado por secretário por diversos funcionários. De acordo com Roberto Lima, secretário de Administração,o assessor especial do gabinete da prefeita cuida da “comunicação direta através de tecnologias especiais, como a internet”, além de preservar a imagem da prefeita. “Mas isso será mais detalhado quando for publicado um novo regimento interno da prefeitura”, assegura.

Na prática, Eugênio Bezerra cuida da agenda de Micarla de Sousa, elabora o cronograma e administra os eventos da prefeitura, ajuda nos discursos e, claro, carrega a bolsa dela para lá e para cá – o que lhe rende várias piadas, inclusive entre os amigos. Ele não liga.”Não vejo demérito nenhum. Faço qualquer coisa pela prefeita”.

Graças à relação próxima com o poder, se acostumou com pequenas vantagens. Nunca tirou carteira de habilitação, por exemplo, apesar de possuir carro próprio há vários anos.

Entre os colegas jornalistas, ganhou os apelidos de “mucama” e “apupo-ruminante” – este último recentemente, depois de ameaçar as jornalistas Anna Ruth, Eliana Lima (do jornal Tribuna do Norte) e Laurita Arruda (blogueira) após as três escreverem sobre o show de Padre Fábio, que ganhou R$ 221 mil da prefeitura para cantar em Natal em 25 de dezembro. “Vou falar sobre mentiras e verdades. Bom e mal (sic) jornalismo no caso do show de Pe Fábio”, postou no twitter. Em seguida, ameaçou: “Vou falar claro sobre a cobertura da Tribuna. Das coleguinhas (sic) Anna Ruth, abelhinha e Laurita. Alias (sic) sobre esta ultima (sic) tenho um babado forte”.

A frase não pegou bem e Eugênio recuou. “Como Laurita se zangou comigo, resolvi naum (sic) publicar mais minhas opiniões e babados eheheh… deixa pra lá… Não quero ve-la chateadinha”, postou. Depois, justificou no blog. “As (sic) vezes ela exagera e se prescipita (sic). Mas em nenhum momento pedi desculpas a ela ou a quem quer que seja pela minha opinião”. Coincidência ou não, Eliana Lima e Laurita Arruda receberam dias depois flores brancas da prefeita Micarla de Sousa.

Em outro episódio, Eugênio teria trocado acusações no Orkut com o jornalista Alisson Almeida, que foi seu estagiário e depois assessor assistente no gabinete da então deputada Micarla há dois anos. Alisson o provocou ao divulgar o salário dele na comunidade RN Política. Eugênio teria justificado os R$ 9.200 mensais dizendo que “funcionário público que ganha mal ou vai roubar ou desviar”. Ele também teria escrito que como “repórter na equipe de Boechat (jornalista da Band do Rio de Janeiro) ganhava 8 mil reais para trabalhar apenas seis horas”. Eugênio realmente trabalhou na Band do Rio de Janeiro durante um ano, mas como repórter da madrugada, cuja remuneração não passa dos R$ 3.000 de acordo com um funcionário dos Recursos Humanos da emissora.

Ele diz que nessa época teve a sua senha do Orkut roubada e não é autor dos comentários. O episódio fez com que ele trocasse de perfil meses depois.

Alisson Almeida fez um dossiê com as páginas da comunidade (disponível no blog dele, Embolando as Palavras) e divulgou o episódio aos quatro ventos. Em seguida, prestou queixa por ameaças que teria recebido pelo Orkut na Polícia Federal e depois, por telefone, numa delegacia. Eugênio nega tudo. Novamente, a prefeita teria acobertado o fiel escudeiro. “Deixe de arenga com Eugênio”, pediu a Alisson durante um evento.

Na Assembleia Legislativa, quando pela primeira vez teve funcionários sob sua tutela, foi acusado de assédio moral.  “Não me lembro da vez em que ele tivesse argumentos. Era no grito, na truculência ou simplesmente na base do ´eu quero assim´”, lembra um colega. “Ele usa Micarla como escudo”.

Ao receber status de primeiro escalão, começou a destratar os próprios secretários, às vezes deixando-os horas na sala de espera do gabinete ou mesmo impedindo o encontro com a prefeita. “Não iria discutir com um personagem desses, um anônimo”, disse um secretário, sem conseguir dissimular a irritação. Ele teria recebido um empurrão do jornalista.

Certa vez, durante uma entrevista coletiva, Eugênio Bezerra tentou expulsar o fotógrafo Magnus Nascimento da sala porque ele resolveu registrar Micarla Sousa comendo um pedaço de bolo. O resultado foi mais uma vez o inverso: a foto, que nem estava programada para ser publicada, foi estampada com destaque na página do jornal e da internet. Depois, o jornalista reclamou no Orkut, dizendo que a imagem poderia fragilizar a instituição. “Os paparazzi foram responsáveis pela morte de uma princesa”, escreveu.

De origem humilde, vendia bolo da feira

Eugênio é natural de Macau e veio morar em Natal com dois anos de idade. De origem humilde, filho de uma costureira e de um motorista de ônibus, sempre estudou em escola pública. “Meu pai me obrigava a vender bolo na feira e eu fugia para ir à escola”. Tem quatro irmãos, dois deles empregados na GG Tech, que presta serviços à prefeitura. Um dos irmãos foi morto por traficantes há três anos.

Seu primeiro emprego foi aos 14 anos, quando assessorou um vereador de quem não lembra o nome. Nessa idade, sucedeu o ex-vereador Salatiel de Souza na presidência do Grêmio Estudantil Presidente Café Filho da Escola Estadual Winston Churchill, de onde saiu para cursar Edificações na então Etfern (hoje IFRN). Passou no primeiro vestibular para Comunicação Social da UFRN.

Foi “descoberto” pelo produtor da banda Inácio Toca Trumpete enquanto se apresentava no coral da universidade e passou a conciliar o trabalho na TV, a banda – que teve sucesso na cidade e chegou a gravar CD e DVD – e a vida acadêmica. “Ele se sentia muito à vontade no palco. O assédio era geral”, lembra a cantora Karol Pozadski, que dividia o microfone com ele na banda.

Nessa época, mal aparecia nas aulas. “Não lembro destaque em nenhuma disciplina, mas ele se aplicava bastante nas de produção de texto – acho que era porque os melhores eram lidos em voz alta. Era inteligente, mas se achava genial demais para ter que estudar”, comenta um colega de faculdade.

Saiu da banda depois de três anos, mas nunca deixou de cantar em bares e festas que costuma promover na cidade, além de eventos da própria prefeitura. Recentemente formou “A banda do Eugênio” e planeja se apresentar no Carnaval.

Na TV, identificação com Micarla

Foi na TV Ponta Negra, que pertence à família de Micarla de Sousa e onde ela mantinha um programa de debates, que o jornalista conheceu a futura prefeita. A identificação dos dois foi imediata. Para alguns, a borboleta viu em Eugênio a imagem perfeita do pajem que sempre quis ter. Para o jornalista, ela conseguiu “enxergar que havia uma inquietude muito grande e que era um bom profissional”. A fama de truculento, arrogante e briguento se espalhou mais ou menos no ritmo em que Micarla de Sousa galgava as escadas do poder.

Ele foi demitido da TV três vezes, e duas vezes voltou (dizem) pelas mãos da borboleta. Certo dia, Eugênio se negou a fazer uma matéria já no fim do expediente, discutiu com o chefe e chegou a agredi-lo fisicamente, de acordo com testemunhas, e chamá-lo para a briga fora do prédio, segundo ele mesmo. “Ele sempre foi muito difícil. Tinha algumas inseguranças em relação aos outros. Com medo que passassem na frente dele, passava por cima se fosse necessário”, atesta um funcionário da época. Outro colega disse que ele era considerado um repórter criativo, versátil e rápido, mas que “se achava melhor do que todo mundo”.

Depois de sua última demissão, em 2003, novamente por briga, resolveu que era hora de fazer uma especialização, tatuou um escorpião, seu signo, para inaugurar a nova fase e se mandou para o Rio de Janeiro. Não concluiu o curso de Comunicação e Imagem da PUC, como costuma dizer. Fez quatro disciplinas e trancou, deixando para trás várias mensalidades, que hoje custam R$ 498, em aberto. Ele também exagera ao afirmar que ocupou um cargo de direção na CNT do Rio, o que foi negado por uma jornalista antiga de lá. “Talvez ele tenha tirado férias de alguém por um mês”. A sua passagem pela Band, como repórter da madrugada, não marcou a chefe de jornalismo da Band, Alessandra Martins. “Para trabalhar nesse horário, deve-se ter um perfil específico, não pode se intimidar com a violência. Acho que ele era um repórter correto”.

Voltou do Rio de Janeiro em 2005 a convite da prefeita Micarla de Sousa e desde então a segue com devoção quase religiosa.  “Abri mão de mim para ajudar uma pessoa que acredito. Não trabalharia para nenhum outro político na minha vida”, confessou.

Uma tarde com o assessor

A reportagem acompanhou uma tarde de trabalho de Eugênio no gabinete da prefeita.  Às 14h30, de bloquinho e lápis na mão, ele deixou a saleta que divide com mais duas funcionárias para almoçar com Micarla de Sousa no salão nobre do Palácio Felipe Camarão. Visivelmente desconfortável, deixou quase metade do peixe com legumes e arroz ao curry. “É esquisito ser fotografado comendo”. Eugênio estava elegante na camisa listrada azul de gola branca Vila Romana, sapato Zara, calça jeans Calvin Klein e relógio Diesel. Entre uma garfada e outra, anotava as determinações – relacionadas principalmente à agenda – da prefeita, que se prepara para entrar de férias. Não pronunciou palavra.

Depois, de volta à saleta, falou sem parar por duas horas, riu muito, brincou com as colegas atendentes, pegou cadeira para o fotógrafo e atendeu vários telefonemas. Entrou e saiu da sala da prefeita várias vezes –não autorizou a reportagem a segui-lo – e era o único funcionário a fazê-lo. Disse que se sentia capaz de recomeçar caso o projeto político de Micarla de Sousa não vingasse e que não se arrependia de nada do passado. “Faria tudo outra vez”.

Poucas horas antes, escrevera na primeira postagem do dia em seu blog. “Vou avisando. Não adianta ameaçar, xingar, dar indiretas, insinuar ou tentar me intimidar. Isso só me estimula a continuar.”

A pedido do Novo Jornal, um amigo, no caso a jornalista Adriana Keller, e um desafeto, o jornalista Alisson Almeida, escreveram sobre Eugênio Bezerra:

No Capítulo XXIII de “O Príncipe”, Maquiavel aconselha os governantes a se afastarem dos aduladores, “dos quais as cortes estão repletas”. “Não há outro meio de guardar-se da adulação, a não ser fazendo com que os homens entendam que não te ofendem dizendo a verdade; mas, quando todos podem dizer-te a verdade, passam a faltar-te com a reverência”, escreve. Eugênio Bezerra é um desses aduladores a quem Maquiavel chama de “peste”. Assessor mais próximo da prefeita Micarla de Sousa, usa do inabalável prestígio que desfruta para perseguir quem atravessa seu caminho, como fez recentemente ao ameaçar revelar “babados fortes” sobre jornalistas que questionaram os gastos exorbitantes do município com o show do padre Fábio de Melo. Em julho do ano passado, ao participar de uma discussão num fórum do Orkut, o secretário especial da prefeita tentou justificar seu super salário atacando os servidores públicos, a quem chamou de potenciais ladrões. Com a divulgação da declaração irresponsável, reagiu da única forma que conhece – com mais ameaças e truculência. Para EB, quem ousa criticar a administração municipal é imediatamente convertido em inimigo público. A única lei que esse rapaz conhece é a da subserviência.

Jornalista Alisson Almeida

“Eugênio Bezerra é o tal.
O cara que segura todas as ondas, desde uma bronca daquelas sem solução aparente, até simplesmente a mão do aflito. Ele é presente.
Eugênio é um ser apaixonado, que por optar em fazer todas as coisas da sua vida com uma grande colherada de paixão, por vezes acaba por se perder na emoção. Antes assim. Vivo, pulsante e, sobretudo amigo. Já o vi vibrar e já o vi sofrer, mas sempre fazendo a roda girar, sempre movimentando e distribuindo energia gratuita para outros que adoram viver de “gato”.
Impulsivo, emocional, arrogante… Humm! Também é. Temperamental e amoroso como um bom escorpião e como um simples ser humano cheio de qualidades e defeitos.

Eugênio é um grande amigo, um presente que ganhei o qual amo e confio como poucos que encontramos no decorrer da vida. Para mim, ele é necessário. Mas isso interessa pra alguém?”

Jornalista Adriana Keller

O aspone tenta se explicar

Reproduzo os comentários que o secretário Eugênio Bezerra postou no Território Livre de Laurita Arruda sobre a ameaça de revelar um “babado forte” contra a jornalista:

Olá Laurita,

Por favor não entenda mal. Não ameacei ninguém. Apenas divulguei no twitter sobre o que vou falar no meu blog. A maioria dos blogueiros faz isso, vc inclusive. Não falo em nome da prefeita Micarla. Falo em meu nome no meu blog. Lá no meu espaço. Sou jornalista de formação e atuação e apesar de trabalhar para a prefeitura. Tenho opiniões e posições a assim como vc gosto de dividi-las no mue blog. Não entendo pq vc se sentiu tão ofendida…. Afinal vc sempre falou comigo sobre respeito as opiniões e liberdade. Esse discurso deve ser de mão dupla. Grato pela compreensão.

Ah e achei um exagero sem proposito comparar isso com tudo ou quase nada que a minha opinião sobre as coisas com a época da ditadura. Caramba. Repito sou cidadão e jornalista. Penso, logo existo e posso falar sim me despindo da função de secretaria da senhora prefeita. Será que exitem dois pesos e duas medidas. Porque eu não posso falar e criticar? Do que se tem medo? De mim é que não é? Aliás, eu aprendi desde muito cedo a lutar pelo que acredito e não ter medo disso. Obrigado Laurita!

Ah e achei um exagero sem proposito comparar isso com tudo ou quase nada que a minha opinião sobre as coisas com a época da ditadura. Caramba. Repito sou cidadão e jornalista. Penso, logo existo e posso falar sim me despindo da função de secretaria da senhora prefeita. Será que exitem dois pesos e duas medidas. Porque eu não posso falar e criticar? Do que se tem medo? De mim é que não é? Aliás, eu aprendi desde muito cedo a lutar pelo que acredito e não ter medo disso. Obrigado Laurita!

Ah e mais uma coisinha. Já que lhe encomodou tanto a minha suposta opinião sobre a cobertura e não quero lhe chatear. Desiste. Vou escrever mai nada sobre o assunto. Vou ficar quietinho diante de tanta inquietação por sua parte. Um beijo e feliz 2010 e que no que se aproxma Deus te cubra de graças amor. Eugênio Bezera.

Meu comentário:

Argumento mais fraquinho esse do senhor Eugênio Bezerra. Ele diz que pode “se despir da função de secretaria (sic) da senhora prefeita” para opinar em seu blog. Evidente que sim. O que ele não pode, repito, é AMEAÇAR, INTIMIDAR nem tentar CALAR ninguém. Dizer que fala apenas enquanto “cidadão” é zombar da nossa inteligência. Tanto no Twitter quanto no blog, o aspone se comporta como defensor da atual gestão, inclusive menosprezando a oposição. Quando fala sobre a administração municipal, é o “cidadão”, o jornalista ou o secretário que está falando? Não há como separar essa nada santa trindade.

O bom senso deveria ser o guia de qualquer pessoa que ocupa cargo público. Como é que um secretário pode se comportar de forma tão irresponsável, usando uma linguagem tão rasteira, sem se preocupar com o impacto das suas ações?

Não fala em nome da prefeita? Então pq a prefeita não o desautorizou publicamente? Em vez disso, prevalece o silêncio cúmplice. O aspone deveria, pelo menos, ser mais ponderado e ver que está, reiteradamente, colocando a prefeita em situação de constrangimento público.

A ‘cagada’ do presidente da Funcarte

Aos leitores mais conservadores, peço que não se escandalizem com o título do post. Mas não há palavra mais apropriada pra definir o episódio: uma tremenda cagada, daquelas cujo rastro da fedentina pode ser sentido a quilômetros de distância.

Na edição de domingo (22) do “Novo Jornal”, o presidente da Funcarte, Rodrigues Neto, deu a seguinte declaração: “Estou cagando e andando para o que dizem de mim; trabalho há 25 anos com jornalismo cultural”.

Para quem não sabe, o presidente da Funcarte é o responsável — pelo menos oficialmente — pela promoção da política cultural da cidade.

Rodrigues Neto — figura das mais simpáticas, registre-se — afirma que trabalha há mais de duas décadas com “jornalismo cultural”, como se isso o credenciasse para o cargo que ocupa.

Tenho calafrios quando jornalistas se dizem “especialistas” em alguma coisa, principalmente em cultura.

“Especialistas” que não sabem desenhar um ó com a quenga de um coco proliferam como erva daninha.

Quando folheio os cadernos culturais dos nossos jornais, quase sempre termino frustrado, porque há pouquíssimo de cultura ali.

Então, quando Rodrigues Neto alardeia sua experiência em “jornalismo cultural”, pra mim, não diz nada.

O presidente da Funcarte diria mais se expusesse claramente o que danado pensa sobre cultura, se revelasse pra nós que fazemos parte desta massa inculta um pouco do seu vasto conhecimento cultural e, finalmente, o que raios planeja pra essa área tão desprezada pelos sucessivos governos — além de “apoiar as quadrilhas juninas da cidade”, como disse em entrevista a outro jornal.

Mas a verborragia de Rodrigues Neto é só mais um episódio envolvendo subordinados da prefeita Micarla de Sousa (PV) que se metem a fazer declarações irresponsáveis.

Primeiro foi o aspone mais próximo da prefeita, Eugênio Bezerra, secretário do quê mesmo, hein?!, que chamou os funcionários públicos de “ladrões” (o caso está contado aqui).

Agora é Rodrigues Neto, meio que zombando desta plebe rude, que declara: “Estou cagando e andando para o que dizem de mim“.

A prefeita Micarla de Sousa, pelo menos publicamente, não se pronunciou em nenhuma das ocasiões. Preferiu adotar o silêncio covarde, cúmplice e conivente.

Transcrevo trecho do artigo de Adriano Sousa publicado na edição de ontem (25) do Novo Jornal: “Não se conhece palavra ou ação da alcaidina para enquadrar os bad boys do borboletário, lembrando-lhes que o decoro lingüístico é necessário e desejável em funções públicas, no mínimo como evidência de decoros maiores e mais vantajosos no manejo dos nossos réis“.

Caso estivéssemos numa cidade séria, os dois secretários teriam sido demitidos imediatamente. Mas estamos em Natal, sob o reinado de uma prefeita que se julga acima do bem e do mal.

Comenta-se que a prefeita é refém de alguns “bad boys do borboletário” (genial, Adriano!) e, por isso, não ousa contrariá-los, mesmo quando a “cagada” que cometem é grande demais.

Comenta-se ainda que a relação entre a lepidóptera e os insetos menores é na base do amor e ódio.

Pra mim, Eugênio Bezerra e Rodrigues Neto são alter egos de Micarla de Sousa. Eles são, cada um do seu jeito, expressões não declaradas da personalidade da prefeita.

 

 

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