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Que juventude é essa?

Li no Blog do Oliveira que  a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) nomeou o estudante universitário Rafael Motta, filho do presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PMN), como subsecretário estadual da Juventude.

Você, assim como eu, deve estar se perguntando que qualificações, além de ser filho de Ricardo Motta, Rafael Motta reúne para ocupar o cargo. Oliveira explica: “Rafael assessorou o planejamento estratégico do Tribunal de Justiça no ano passado e foi um dos coordenadores da juventude da coligação ‘A Força da União’, que teve como candidata ao Governo Rosalba Ciarlini.

Ok, agora sim estou convencido que o filho do presidente da AL conhece as demandas da juventude do Rio Grande e saberá como encaminhá-las. O novo subsecretário disse que vai “ouvir os jovens” para mudar “o histórico de políticas públicas elaboradas a portas fechadas”.

Tenho calafrios quando os filhos da elite falam sobre juventude. Que jovens são esses a que se referem? Os que frequentam suas academias caríssimas, se encontram na Maranello e se esbaldam no carnatal?

Veja, por exemplo, o caso do deputado federal Fábio Faria (PMN), filho do vice-governador Robinson Faria (PMN), que se apresenta como representante da “nova geração”. Duvido que o nobre parlamentar, alguma vez, tenha se reunido com os jovens da Central Única das Favelas (CUFA) ou com a galera do movimento Hip Hop dos Guarapes.

Aliás, duvido que Fábio Faria saiba, pelo menos, da existência destes movimentos em Natal. A turma dele é outra: são os @gadelhajunio da vida, que disputam a tapas o bilhete premiado para os camarins da micareta natalense.

 

Micarla bate recorde de desaprovação: 84,5%

Uma nova pesquisa, divulgada hoje pela manhã pelo instituto Consult, revelou que a administração da prefeita Micarla de Sousa (PV) é reprovada por 84,5% da população natalense. É um recorde nacional. Apenas 9,25% concordam com a maneira como a pevista governa a cidade.

Além disso, Micarla lidera o ranking da rejeição entre os possíveis candidatos à Prefeitura de Natal em 2012: 61% dos eleitores disseram que não votariam nela em hipótese alguma. Novo recorde para a prefeita-borboleta.

O inferno de Micarla não para por aí. Não bastasse ver sua administração naufragar e sua popularidade ir pelo ralo, a prefeita ainda é obrigada a ver seu maior desafeto, o ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT), disparar nas intenções de voto para 2012.

O pedetista lidera a disputa em todos os cenários apontados pela pesquisa. Ele varia de 41,5% a 57,38% na preferência dos eleitores. Em todas as simulações, Micarla não atinge nem 7%.

Entre os DEMenudos (Felipe Maia, Walter Alves e Fábio Faria), apelido dado pelo jornalista Daniel Dantas aos herdeiros dos clãs Maia, Alves e Faria, o mais perigoso é o filho do senador José Agripino (DEM). Na simulação com Carlos Eduardo (56,13%) e Micarla (5,63%), Felipe fica em segundo, com 14,63%.

O tucano Rogério Marinho chega a, no máximo, 8%. Hermano Morais (PMDB) atinge 15,25%, no cenário sem Carlos Eduardo. Nesta hipótese, a líder seria a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), com 43,38%. Fernando Mineiro (PT) patina na casa dos 3%.

Por razões diversas, não acredito nas candidaturas de Wilma de Faria, Hermano Morais, Walter Alves, Fábio Faria nem Rogério Marinho. O cenário mais provável, na minha modesta opinião, é com Carlos Eduardo, Felipe Maia, Micarla de Sousa e Fernando Mineiro. Neste caso, teríamos dois candidatos do campo progressista contra dois conservadores.

A salada de números e nomes não permite fazer prognósticos precisos sobre o que acontecerá no próximo ano. Até lá, tudo pode aconter — até mesmo nada. Mas o levantamento indica pelo menos uma tendência. A derrocada da popularidade da prefeita é um fato consolidado.

Os índices traduzem o que se comenta nas ruas, nos bares, nos ônibus, nas conversas de fim de tarde das calçadas e nos debates das redes sociais. O descontentamento com a administração do PV atingiu níveis nunca antes vistos na história da cidade. Nem mesmo o impopular Aldo Tinoco conseguiu tamanha proeza.

Micarla sofreu uma metamorfose às avessas. A prefeita-borboleta é, nos dias atuais, uma quase unanimidade negativa entre os natalenses. Dois anos após conquistar o poder, frustrou as expectativas daqueles que, ingenuamente, enxergavam nela a figura da salvadora da pátria.

Agora, a prefeita deposita nos governos estadual e federal sua esperança para ressurgir das cinzas (o problema é que ela não é nenhuma fênix, mas só uma borboleta com as asas quebradas). Assim, admite, indiretamente, sua incompetência administrativa. Alega que nos anos anteriores não teve apoio para governar a cidade. Pura balela. O tucano Aécio Neves, por exemplo, governou Minas Gerais durante quase oito anos fazendo oposição ao governo Lula, mas deixou o cargo com recordes de aprovação.

Micarla procura um bode expiatório para o seu fiasco. Mas os natalenses precisam ficar atentos para um detalhe: Micarla é uma invenção coletiva. Ela não chegou sozinha à Prefeitura de Natal. Teve, para isso, o apoio decisivo de uma estrutura midiática, empresarial e política.

No campo político, contou com o apadrinhamento de Rosalba, Agripino, Robinson Faria, João Maia, Felipe Maia, Fábio Faria e Rogério Marinho. Eles são co-responsáveis por esse desastre que está aí. É preciso, pois, cobrar deles a fatura que pagamos em 2008.

Josias de Souza sobre Fábio Faria: “Na vaga da filha de Roriz, o deputado das passagens”

O jornalista e colunista da Folha de São Paulo, Josias de Souza, relembrou em seu blog o envolvimento do deputado federal Fábio Faria (PMN-RN) no escândalo das passagens aéreas do Congresso Nacional. O filho do vice-governador Robinson Faria foi indicado pelo PMN para substituir a deputada federal Jaqueline Roriz (DF) na Comissão da Reforma Política.

Filha do ex-governador do DF, Joaquim Roriz, Jaqueline Roriz foi flagrada em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM, o esquema de pagamento de propina que levou à prisão e à cassação do ex-governador José Roberto Arruda.

Josias lembrou que Fábio Faria patrocinou a vinda de amigos famosos para o carnatal com recursos públicos, só restituiu o erário quando o escândalo tornou-se público e, ainda assim, jogou a culpa pelo “equívoco” nas costas dos seus assessores.

O jornalista questiona que contribuição o deputado-galã teria a dar ao debte sobre a reforma política. Compartilho da dúvida do colunista da FSP. Além de desfilar ao lado de celebridades, colecionar namoradas televisivas e sorrir para as lentes das revistas de fofoca, o que é mesmo que o nobre parlamentar tem a mostrar?

O incrível é que, aqui pelas bandas da nossa província, há quem leve esse rapaz a sério e defenda a candidatura dele a prefeito de Natal. Quando pensávamos que havíamos atingido o fundo do poço com Micarla de Sousa, vem mais essa…

Leia, abaixo, o comentário de Josias de Sousa:

 

O PMN indicou o deputado Fábio Faria (RN) para substituir Jaqueline Roriz (DF) na comissão que cuida da “reforma política” na Câmara.

Famoso pelas famosas que namora, Faria frequentou, em 2009, o escândalo das passagens áreas do Congresso.

Descobriu-se na época que o deputado lançara mão de fundos da Viúva para custear viagens estranhas à atividade parlamentar.

Com passagens custeadas pela Câmara, Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo, estrelas de novelas da TV Globo, foram ao samba.

A convite de Faria, os três participaram do Carnatal, o carnaval fora de época de Natal. Foram estrelas de um camarote do deputado.

Fábio Faria serviu-se da cota de passagens da Câmara também para emitir bilhetes, entre 2007 e 2008, em nome da ex-namorada Adriane Galisteu.

Mais: usufruiu das verbas do alheio para transportar, inclusive em vôos internacionais, a mãe e um amigo de Galisteu: Emma Galisteu e Cláudio Torelli.

Pilhado no contrapé, Faria alegou que Adriane Galisteu era sua “companheira” à época em que ocorreram os vôos.

Na ocasião, o deputado soltou uma nota. Disse no texto que uma de suas “prioridades” era “atuar com transparência e probidade”.

Transferiu a responsabilidade pelo malfeito aos assessores: “A questão relativa à emissão de passagens aéreas é uma atribuição administrativa…”

Uma atribuição “com a qual nunca lidei pessoalmente, deixando os detalhes dessa tarefa burocrática a cargo do corpo técnico de meu gabinete”.

Faria restituiu à Viúva R$ 21.343,60. A cifra referia-se à viagem de Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo. Quanto ao resto –Galisteu e Cia.— nada.

O caso ardeu nas manchetes por algumas semanas, a Câmara alterou as regras de utilização das passagens e ninguém foi punido.

Devolvido à sua invisibilidade parlamentar, Faria retorna agora à cena como substituto da filha de Joaquim Roriz na comissão de reforma política.

Sabe-se que o deputado escolhe bem as companhias –acaba de sair de um namoro com Sabrina Sato.

Sabe-se também que nem sempre consegue atingir o objetivo de “atuar com transparência e probidade”.

Só não se sabe, por ora, que contribuições Fábio Faria dará ao valioso debate sobre a reforma política.

 

 

Pesquisa: 77,9% reprovam administração de Micarla

O site Carta Potiguar divulgou os números da pesquisa do Instituto Seta sobre a avaliação da administração da prefeita Micarla de Sousa. De acordo com os dados, 77,9% dos natalenses desaprovam a gestão da pevista, enquanto 22,1% dos entrevistados disseram que aprovam sua gestão.

A pesquisa foi realizada nos dias 26 e 27 de fevereiro e ouvi 800 pessoas nas quatro regiões da cidade. A margem de erro é de 2,5% e o intervalo de confiança é de 95%.

O levantamento mediu ainda a intenção de voto dos natalenses para a sucessão de 2012. O ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT) lidera a preferência dos eleitores, com 28,3%. Ele é seguido pela ex-governadora Wilma de Faria (PSB) com 16,6% e pela deputada federal Fátima Bezerra (PT) com 13,3%.

No segundo pelotão, longe dos líderes, vem o deputado federal Felipe Maia (DEM), em quarto lugar, com 5,4%. A prefeita Micarla de Sousa surge apenas em quinto lugar, com 4,2%, seguida de perto pelo deputado estadual Fernando Mineiro (PT), com 3,1%.

O deputado federal Rogério Marinho (PSDB) é o sétimo na preferência do eleitorado, com 2,6%. Completam a lista o vereador Adão Eridan (PR), o deputado federal Fábio Faria (PMN), o deputado estadual Walter Alves (PMDB) e a deputada estadual Gesane Marinho (PMN), respectivamente com 2,5%, 2,3%, 1,7% e 1,3% das intenções de voto. 13,1% não sabem ou não responderam. Brancos e nulos somaram 5,6%.

Os números deixam claro que a situação da prefeita é extremamente complicada. Com a popularidade em queda livre, Micarla aposta suas esperanças na vinda da Copa do Mundo para Natal e na parceria com o governo federal para realizar obras e reverter os índices de desaprovação. Ela tem se enforçado para demonstrar que está afinada com a presidenta Dilma Rousseff, esperando que as declaradas promessas de ajuda se materializem.

É improvável que a rejeição à prefeita continue nesses patamares até o próximo ano. Micarla deverá, sim, reverter parte dessa desaprovação. Mas se será o suficiente para conseguir se reeleger, não é possível ainda dizer que sim — nem que não.

Apesar do eventual apoio do governo federal, os recursos do PAC e a vinda da Copa do Mundo, falta à prefeita muito mais que verbas para fazer obras: Micarla não está preparada para administrar uma cidade com a complexidade de Natal. Falta planejamento, programa de governo e capacidade administrativa.

Creio que mesmo se o governo federal criasse um PAC só para Natal, ainda assim Micarla de Sousa não conseguiria mudar o rumo da sua fracassada administração. Em 2012, ao que tudo indica, a prefeita-borboleta e seus bobos da corte deverão procurar outros campos para flanar.

Desgraça pouca é bobagem

O jornalista e publicitário Sávio Hackradt, em seu Calogotango, fez o alerta: os caciques potiguares começaram a armar a estratégia para conquistar a Prefeitura de Natal em 2012. Depois de patrocinarem a desastrosa eleição de Micarla de Sousa (PV), o senador José Agripino (DEM) e o vice-governador eleito Robinson Faria (PMN) abandonaram a canoa furada da lepidoptera e deram a largada rumo ao Palácio Felipe Camarão, sede do Executivo Municipal.

Agripino deseja fazer do filho, o deputado federal Felipe Maia (DEM), o sucessor de Micarla de Sousa. Enquanto isso, Robinson ameaça lançar a candidatura do filho e dublê de deputado federal, Fábio Faria (PMN), para se contrapor ao herdeiro do clã Maia.

Ao mesmo tempo, Robinson flerta com a candidatura da deputada estadual Gesane Marinho (PMN). Na verdade, como observa Sávio, a candidatura da “deputada da alimentação” não passa de blefe. Robinson pretende usar Fábio ou Gesane como cartas para negociar um possível apoio ao filho de Agripino.

É isso aí, amigo. Depois do presente de grego que prepararam pra gente com a eleição de Micarla, o senador e o novo vice-governador agora querem aprontar mais essa. Felipe, Fábio e Gesane… É por isso que eu digo que desgraça pouca é bobagem.

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