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Watergate de Mossoró: MP investiga caso do “Paulo Doido”

O escândalo do blog do “Paulo Doido”, publicação apócrifa criada para atacar os críticos da prefeita de Mossoró, Fafá Rosado (DEM), continua rendendo. O jornal O Mossoroense informa, na edição desta sexta-feira (25), que o Ministério Público vai requerer à Justiça a documentação que revela quem são os envolvidos no caso.

O promotor Hercy Ponte, coordenador das Promotorias do Patrimônio Público da Comarca de Mossoró, disse que, dependendo das informações contidas nos documentos, poderá entrar com uma ação de improbidade administrativa contra os responsáveis pelo blog.

Com base em informações fornecidas à Justiça pela Google Brasil, pelo provedor Mikrocenter e pela Velox, o jornal revelou que a estrutura da Prefeituar de Mossoró era usada para atualizar o blog apócrifo.

Graças ao rastreamento dos IPs dos computadores, foi possível identificar os responsáveis pela publicação. Trata-se de três integrantes da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró: os jornalistas Pedro Carlos e Neto Queiroz e o contabilista Ivanaldo Fernandes.

A prefeita Fafá Rosado, até agora, não se pronunciou sobre o caso. Disse somente que não tinha “nada a declarar”, mantendo assim o silêncio cúmplice que depõe contra sau credibilidade.

Todos os acusados negaram participação no escândalo. Pelo Twitter, perguntei ao jornalista Pedro Carlos como responderia às acusações contra si. O diretor executivo do Correio da Tarde esquivou-se, dizendo que sua resposta havia sido dada em seu blog. Fui conferir.

Na postagem do dia 2 de março, anterior à matéria d’O Mossoroense, ele se disse vítima de uma “perseguição odiosa” do vereador Laíre Rosado Neto (PSB) e argumentou que a “suposta identificação de endereços de IPs” não é “prova definitiva”. “Qualquer neófito do Direito sabe que um IP pode ser forjado com interesse de incriminar alguém”, justificou.

Retruquei dizendo que, diante dos fatos novos revelados pela Justiça, era preciso uma explicação mais convincente que a tese da “perseguição odiosa”. No texto, Pedro Carlos dedicou mais tempo a dissertar sobre sua trajetória jornalística e seus problemas com o vereador Laíre Neto que a esclarecer a denúncia envolvendo seu nome.

Evasivo, o jornalista preferiu filosofar, afirmando que “O tempo é o melhor dos amigos de quem espera pela verdade”. Insisti e perguntei se ele era ou não autor do blog do “Paulo Doido”. Em vez de responder, Pedro Carlos preferiu lembrar o envolvimento do ex-deputado federal Laíre Rosado, pai de Laíre Neto, na Máfia dos Sanguessugas.

Conhecido pelas “bombas” que costuma noticiar em seu blog, Pedro Carlos, neste caso, se mantém num silêncio constrangedor. Aguardemos, pois, os próximos capítulos “bombásticos” desta novela mossoroense e como os “doidin” da terra de Santa Luzia vão se safar desta confusão.

 

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Escândalo: Estrutura de Comunicação da Prefeitura de Mossoró era usada para alimentar blog apócrifo

Na edição deste domingo (20), o jornal “O Mossoroense” revela detalhes do escândalo que está sendo chamado de “Watergate de Mossoró“. De acordo com a reportagem, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Mossoró era usada para atualizar o blog de “Paulo Doido“, publicação apócrifa que servia para atacar críticos da prefeita Fafá Rosado (DEM).

As informações se baseiam em documentos fornecidos à Justiça pela Google Brasil, pelo provedor Mikrocenter e pela Velox. A documentação mostrou que computadores do gabinete da prefeitura de Mossoró e da Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) foram utilizados na prática de crimes virtuais.

Ainda segundo a matéria (leia a íntegra aqui), o blog apócrifo foi criado em 18 de fevereiro de 2010 e saiu do ar em 13 de julho do mesmo ano, na mesma data em que a Justiça requisitou que o Google informasse quem eram seus autores.

Tratava-se de um grupo de servidores comissionados da Prefeitura de Mossoró, lotados na Gerência da Comunicação, que arquitetaram a ferramenta com a finalidade de atacar políticos adversários da prefeita Fafá Rosado e jornalistas que criticam a atual administração“, diz um trecho da matéria.

A documentação em posse da Justiça apontou que o grupo era integrado pelos jornalistas Pedro Carlos (assessor de imprensa da gestão mossoroense e diretor executivo do Correio da Tarde) e Neto Queiroz (colunista da Gazeta do Oeste, consultor de Comunicação da Prefeitura de Mossoró e assessor de imprensa do deputado estadual e marida da prefeita mossoroense, Leonardo Nogueira – DEM) e pelo gerente executivo da Comunicação da Prefeitura de Mossoró, o contabilista Ivanaldo Fernandes.

A reportagem do jornal O Mossoroense informou que ouviu os envolvidos no escândalo, mas todos, apesar da documentação repassada pelos provedores de internet, negaram participação no caso.

É um episódio gravíssimo de atentado à liberdade de expressão. Mas casos como esse não ocorrem só em Mossoró. Em Natal, críticos da gestão da prefeita Micarla de Sousa (PV) também são vítimas de ataques, ameaças e perseguições.

Denúncias indicam que, assim como em Mossoró, a estrutura de Comunicação do Palácio Felipe Camarão serve como plataforma para ataques anônimos aos desafetos da prefeita-borboleta. Nas redes sociais, multiplicam-se perfis falsos, recrutados pelos micarlistas, para desancar quem é considerado persona non grata pelos integrantes do borboletário.

Esperamos que a Justiça de Natal siga o exemplo de Mossoró e, pelo bem da democracia e da liberdade, desmonte a quadrilha que tenta intimidar os críticos da administração municipal.

 

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