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Micarla bate recorde de desaprovação: 84,5%

Uma nova pesquisa, divulgada hoje pela manhã pelo instituto Consult, revelou que a administração da prefeita Micarla de Sousa (PV) é reprovada por 84,5% da população natalense. É um recorde nacional. Apenas 9,25% concordam com a maneira como a pevista governa a cidade.

Além disso, Micarla lidera o ranking da rejeição entre os possíveis candidatos à Prefeitura de Natal em 2012: 61% dos eleitores disseram que não votariam nela em hipótese alguma. Novo recorde para a prefeita-borboleta.

O inferno de Micarla não para por aí. Não bastasse ver sua administração naufragar e sua popularidade ir pelo ralo, a prefeita ainda é obrigada a ver seu maior desafeto, o ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT), disparar nas intenções de voto para 2012.

O pedetista lidera a disputa em todos os cenários apontados pela pesquisa. Ele varia de 41,5% a 57,38% na preferência dos eleitores. Em todas as simulações, Micarla não atinge nem 7%.

Entre os DEMenudos (Felipe Maia, Walter Alves e Fábio Faria), apelido dado pelo jornalista Daniel Dantas aos herdeiros dos clãs Maia, Alves e Faria, o mais perigoso é o filho do senador José Agripino (DEM). Na simulação com Carlos Eduardo (56,13%) e Micarla (5,63%), Felipe fica em segundo, com 14,63%.

O tucano Rogério Marinho chega a, no máximo, 8%. Hermano Morais (PMDB) atinge 15,25%, no cenário sem Carlos Eduardo. Nesta hipótese, a líder seria a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), com 43,38%. Fernando Mineiro (PT) patina na casa dos 3%.

Por razões diversas, não acredito nas candidaturas de Wilma de Faria, Hermano Morais, Walter Alves, Fábio Faria nem Rogério Marinho. O cenário mais provável, na minha modesta opinião, é com Carlos Eduardo, Felipe Maia, Micarla de Sousa e Fernando Mineiro. Neste caso, teríamos dois candidatos do campo progressista contra dois conservadores.

A salada de números e nomes não permite fazer prognósticos precisos sobre o que acontecerá no próximo ano. Até lá, tudo pode aconter — até mesmo nada. Mas o levantamento indica pelo menos uma tendência. A derrocada da popularidade da prefeita é um fato consolidado.

Os índices traduzem o que se comenta nas ruas, nos bares, nos ônibus, nas conversas de fim de tarde das calçadas e nos debates das redes sociais. O descontentamento com a administração do PV atingiu níveis nunca antes vistos na história da cidade. Nem mesmo o impopular Aldo Tinoco conseguiu tamanha proeza.

Micarla sofreu uma metamorfose às avessas. A prefeita-borboleta é, nos dias atuais, uma quase unanimidade negativa entre os natalenses. Dois anos após conquistar o poder, frustrou as expectativas daqueles que, ingenuamente, enxergavam nela a figura da salvadora da pátria.

Agora, a prefeita deposita nos governos estadual e federal sua esperança para ressurgir das cinzas (o problema é que ela não é nenhuma fênix, mas só uma borboleta com as asas quebradas). Assim, admite, indiretamente, sua incompetência administrativa. Alega que nos anos anteriores não teve apoio para governar a cidade. Pura balela. O tucano Aécio Neves, por exemplo, governou Minas Gerais durante quase oito anos fazendo oposição ao governo Lula, mas deixou o cargo com recordes de aprovação.

Micarla procura um bode expiatório para o seu fiasco. Mas os natalenses precisam ficar atentos para um detalhe: Micarla é uma invenção coletiva. Ela não chegou sozinha à Prefeitura de Natal. Teve, para isso, o apoio decisivo de uma estrutura midiática, empresarial e política.

No campo político, contou com o apadrinhamento de Rosalba, Agripino, Robinson Faria, João Maia, Felipe Maia, Fábio Faria e Rogério Marinho. Eles são co-responsáveis por esse desastre que está aí. É preciso, pois, cobrar deles a fatura que pagamos em 2008.

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Pesquisa: 77,9% reprovam administração de Micarla

O site Carta Potiguar divulgou os números da pesquisa do Instituto Seta sobre a avaliação da administração da prefeita Micarla de Sousa. De acordo com os dados, 77,9% dos natalenses desaprovam a gestão da pevista, enquanto 22,1% dos entrevistados disseram que aprovam sua gestão.

A pesquisa foi realizada nos dias 26 e 27 de fevereiro e ouvi 800 pessoas nas quatro regiões da cidade. A margem de erro é de 2,5% e o intervalo de confiança é de 95%.

O levantamento mediu ainda a intenção de voto dos natalenses para a sucessão de 2012. O ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT) lidera a preferência dos eleitores, com 28,3%. Ele é seguido pela ex-governadora Wilma de Faria (PSB) com 16,6% e pela deputada federal Fátima Bezerra (PT) com 13,3%.

No segundo pelotão, longe dos líderes, vem o deputado federal Felipe Maia (DEM), em quarto lugar, com 5,4%. A prefeita Micarla de Sousa surge apenas em quinto lugar, com 4,2%, seguida de perto pelo deputado estadual Fernando Mineiro (PT), com 3,1%.

O deputado federal Rogério Marinho (PSDB) é o sétimo na preferência do eleitorado, com 2,6%. Completam a lista o vereador Adão Eridan (PR), o deputado federal Fábio Faria (PMN), o deputado estadual Walter Alves (PMDB) e a deputada estadual Gesane Marinho (PMN), respectivamente com 2,5%, 2,3%, 1,7% e 1,3% das intenções de voto. 13,1% não sabem ou não responderam. Brancos e nulos somaram 5,6%.

Os números deixam claro que a situação da prefeita é extremamente complicada. Com a popularidade em queda livre, Micarla aposta suas esperanças na vinda da Copa do Mundo para Natal e na parceria com o governo federal para realizar obras e reverter os índices de desaprovação. Ela tem se enforçado para demonstrar que está afinada com a presidenta Dilma Rousseff, esperando que as declaradas promessas de ajuda se materializem.

É improvável que a rejeição à prefeita continue nesses patamares até o próximo ano. Micarla deverá, sim, reverter parte dessa desaprovação. Mas se será o suficiente para conseguir se reeleger, não é possível ainda dizer que sim — nem que não.

Apesar do eventual apoio do governo federal, os recursos do PAC e a vinda da Copa do Mundo, falta à prefeita muito mais que verbas para fazer obras: Micarla não está preparada para administrar uma cidade com a complexidade de Natal. Falta planejamento, programa de governo e capacidade administrativa.

Creio que mesmo se o governo federal criasse um PAC só para Natal, ainda assim Micarla de Sousa não conseguiria mudar o rumo da sua fracassada administração. Em 2012, ao que tudo indica, a prefeita-borboleta e seus bobos da corte deverão procurar outros campos para flanar.

Desgraça pouca é bobagem

O jornalista e publicitário Sávio Hackradt, em seu Calogotango, fez o alerta: os caciques potiguares começaram a armar a estratégia para conquistar a Prefeitura de Natal em 2012. Depois de patrocinarem a desastrosa eleição de Micarla de Sousa (PV), o senador José Agripino (DEM) e o vice-governador eleito Robinson Faria (PMN) abandonaram a canoa furada da lepidoptera e deram a largada rumo ao Palácio Felipe Camarão, sede do Executivo Municipal.

Agripino deseja fazer do filho, o deputado federal Felipe Maia (DEM), o sucessor de Micarla de Sousa. Enquanto isso, Robinson ameaça lançar a candidatura do filho e dublê de deputado federal, Fábio Faria (PMN), para se contrapor ao herdeiro do clã Maia.

Ao mesmo tempo, Robinson flerta com a candidatura da deputada estadual Gesane Marinho (PMN). Na verdade, como observa Sávio, a candidatura da “deputada da alimentação” não passa de blefe. Robinson pretende usar Fábio ou Gesane como cartas para negociar um possível apoio ao filho de Agripino.

É isso aí, amigo. Depois do presente de grego que prepararam pra gente com a eleição de Micarla, o senador e o novo vice-governador agora querem aprontar mais essa. Felipe, Fábio e Gesane… É por isso que eu digo que desgraça pouca é bobagem.

Felipe Maia é reprovado no controle de qualidade do CQC

O deputado federal Felipe Maia (DEM-RN) deu vexame, ontem à noite, no programa CQC, comandado pelo jornalista Marcelo Tas e transmitido pela TV Bandeirantes.

A repórter Mônica Iozzi perguntou se o filho do senador José Agripino Maia (DEM-RN) sabia o que são células-tronco, mas Felipe Maia disse que não estava “atualizado sobre esse assunto”.

O democrata justificou o desconhecimento dele alegando que, como deputado e advogado, não teria obrigação de “entender de células-tronco”.

“Deputado, advogado, entender de células-tronco?!”, respondeu o potiguar, em tom de desdém, ao questionamento da repórter.

Depois, analisei melhor a cena e cheguei à conclusão que, em vez de vexame, Felipe Maia deu uma aula de humildade. É claro que o democrata sabia o que são células-tronco, mas preferiu esconder o jogo para não parecer arrogante.

Ele teve pena da repórter do CQC, essa petista infiltrada no programa que só queria constranger o “príncipe herdeiro” de José Agripino. Felipe Maia, legítimo representante do lourismo, nascido em berço de ouro e educado nos melhores colégios de Natal, num gesto comovente, decidiu fazer-se de ignorante somente para não parecer indelicado.

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