Embolando Palavras

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O reino falido de Micarla

A administração da prefeita Micarla de Sousa (PV) ficará marcada pela intolerância contra seus críticos. Desde o início desta gestão, os súditos da borboleta, sempre dispostos a defendê-la com a própria vida, não economizaram nas ameaças, agressões e perseguições aos que se insurgiram contra os desígnios de Sua Majestade.

Funcionários públicos chamados de ladrões, fotógrafos expulsos do Palácio Felipe Camarão, jornalistas ameaçados por “babados fortes”, secretário dizendo que está “cagando e andando” para a plebe rude. Inúmeros episódios que viraram matéria farta para jornais, sites e blogs. É como se os bobos da corte verde não conseguissem viver sem aprontar alguma travessura.

O jornalista Daniel Dantas comentou no twitter que a “trupe micarlista” adotou como padrão a “postura de transformar nossas criticas à gestão em ofensas contra nós“. Ele se referia ao caso da produtora cultural Ilana Félix, que pediu demissão da Funcarte após divulgar uma carta aberta denunciando o presidente da instituição de assédio moral.

Depois disso, Ilana virou alvo da artilharia da guarda real da prefeita-borboleta. Desta vez, coube ao chefe do Núcleo de Artes Visuais da Funcarte, Marcílio Amorim, que se define como “o menino menos comportado da redondeza”, fazer o jogo sujo contra a nova inimiga pública número um dos micarlistas.

Verborrágico, Marcílio usou o twitter para ridicularizar Ilana. Entre outras gentilezas, mandou a produtora cultural “arranjar um bofe“, porque assim “tudo vai melhorar”. É mais uma demonstração de desequilíbrio dos auxiliares de Micarla de Sousa, que novamente assiste tudo sem se manifestar.

A prefeita sempre delega aos servos a tarefa de destratar os críticos, enquanto sorri cinicamente em frente às câmeras. Cada súdito é seu alterego, a expressão não declarada de Sua Majestade. Como não pode ordenar em público “Cortem a cabeça dela!”, como a rainha vermelha de “Alice no país das maravilhas”, deixa a cena para que seus pupilos demonstrem sua lealdade.

Nada mais me impressiona neste reino falido. Não vejo a hora em que o povo, em uníssono, através das urnas, retribuirá o descaso com que está sendo tratado. Então, será nossa vez de dizer: “Cortem a cabeça dela!”.

 

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Artistas do Auto de Natal dizem que não receberam cachê

A prefeita Micarla de Sousa (PV) vai querer apagar o “Auto de Natal” deste ano rapidinho da memória. O evento só lhe tem trazido dor de cabeça. Depois da confusão com o valor do cachê do padre Fábio de Melo (R$ 221 mil), agora é a vez dos artistas que participaram do evento rasgarem o verbo.

No dia 23 de dezembro, última noite de espetáculos, os atores ameaçavam não realizar o show, em protesto pelo não pagamento dos cachês. Micarla se reuniu com os artistas nos camarins e assegurou que o dinheiro já havia sido depositado nas respectivas contas. O problemas, aparentemente, estava resolvido. Mas só aparentemente.

O jornalista Tácito Costa informa pelo Twitter que os atores foram ao banco hoje (28) sacar o cachê, mas o dinheiro não estava na conta como prometido pela prefeita.

“Artistas que participaram do auto de natal estão se mobilizando para irem hoje ainda à Funcarte protestar contra o não pagamento do cachê”, comentou o jornalista.

“Prefeitura teve 1 ano para planejar os festejos natalinos. Até agora, é um desgaste atrás do outro. Pior: envolveu até a igreja na confusão”, acrescentou.

Micarla precisa, urgentemente, se pronunciar sobre mais esse episódio. Dessa vez, com uma explicação convincente. Ficaria muito ruim se constatássemos que a prefeita da capital faltou com a verdade.

A ‘cagada’ do presidente da Funcarte

Aos leitores mais conservadores, peço que não se escandalizem com o título do post. Mas não há palavra mais apropriada pra definir o episódio: uma tremenda cagada, daquelas cujo rastro da fedentina pode ser sentido a quilômetros de distância.

Na edição de domingo (22) do “Novo Jornal”, o presidente da Funcarte, Rodrigues Neto, deu a seguinte declaração: “Estou cagando e andando para o que dizem de mim; trabalho há 25 anos com jornalismo cultural”.

Para quem não sabe, o presidente da Funcarte é o responsável — pelo menos oficialmente — pela promoção da política cultural da cidade.

Rodrigues Neto — figura das mais simpáticas, registre-se — afirma que trabalha há mais de duas décadas com “jornalismo cultural”, como se isso o credenciasse para o cargo que ocupa.

Tenho calafrios quando jornalistas se dizem “especialistas” em alguma coisa, principalmente em cultura.

“Especialistas” que não sabem desenhar um ó com a quenga de um coco proliferam como erva daninha.

Quando folheio os cadernos culturais dos nossos jornais, quase sempre termino frustrado, porque há pouquíssimo de cultura ali.

Então, quando Rodrigues Neto alardeia sua experiência em “jornalismo cultural”, pra mim, não diz nada.

O presidente da Funcarte diria mais se expusesse claramente o que danado pensa sobre cultura, se revelasse pra nós que fazemos parte desta massa inculta um pouco do seu vasto conhecimento cultural e, finalmente, o que raios planeja pra essa área tão desprezada pelos sucessivos governos — além de “apoiar as quadrilhas juninas da cidade”, como disse em entrevista a outro jornal.

Mas a verborragia de Rodrigues Neto é só mais um episódio envolvendo subordinados da prefeita Micarla de Sousa (PV) que se metem a fazer declarações irresponsáveis.

Primeiro foi o aspone mais próximo da prefeita, Eugênio Bezerra, secretário do quê mesmo, hein?!, que chamou os funcionários públicos de “ladrões” (o caso está contado aqui).

Agora é Rodrigues Neto, meio que zombando desta plebe rude, que declara: “Estou cagando e andando para o que dizem de mim“.

A prefeita Micarla de Sousa, pelo menos publicamente, não se pronunciou em nenhuma das ocasiões. Preferiu adotar o silêncio covarde, cúmplice e conivente.

Transcrevo trecho do artigo de Adriano Sousa publicado na edição de ontem (25) do Novo Jornal: “Não se conhece palavra ou ação da alcaidina para enquadrar os bad boys do borboletário, lembrando-lhes que o decoro lingüístico é necessário e desejável em funções públicas, no mínimo como evidência de decoros maiores e mais vantajosos no manejo dos nossos réis“.

Caso estivéssemos numa cidade séria, os dois secretários teriam sido demitidos imediatamente. Mas estamos em Natal, sob o reinado de uma prefeita que se julga acima do bem e do mal.

Comenta-se que a prefeita é refém de alguns “bad boys do borboletário” (genial, Adriano!) e, por isso, não ousa contrariá-los, mesmo quando a “cagada” que cometem é grande demais.

Comenta-se ainda que a relação entre a lepidóptera e os insetos menores é na base do amor e ódio.

Pra mim, Eugênio Bezerra e Rodrigues Neto são alter egos de Micarla de Sousa. Eles são, cada um do seu jeito, expressões não declaradas da personalidade da prefeita.

 

 

Escândalo na cultura natalense

Após denúncia do Diário de Natal, o presidente da Funcarte, César Revorêdo, entregou o cargo.

É mais um secretário que abandona o barco da prefeita Micarla de Sousa (PV). A diferença é que, neste caso, o secretário sai enfrentando pesadas acusações de uso irregular do dinheiro público.

Esperamos que o caso não pare neste pedido de demissão. Pelo contrário. Em respeito à coisa pública, cobramos uma investigação aprofundada deste escândalo, com punição exemplar dos possíveis culpados.

Leiam, a seguir, a íntegra da matéria do DN:

 

César Revorêdo entrega o cargo

Decisão foi tomada depois da denúncia de que a Funcarte usou um motorista para pagar funcionários

Depois de uma reunião de quase duas horas com a prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV), no final de tarde de ontem, o artista plástico César Revorêdo entregou o cargo de presidente da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), que ocupava desde o início da administração. Hoje à tarde, a partir das 14h, ele concederá entrevista coletiva na sede da Funcarte para explicar os motivos da sua decisão e fazer um balanço do período em que ficou à frente da instituição cultural.

O pedido de César Revorêdo foi feito através de uma carta entregue à prefeita, na qual ele agradeceu o convite e expôs ações desenvolvidas durante a sua gestão. Ainda não houve a confirmação de quem irá substituir o ex-secretário. Entretanto, o nome mais provável é do jornalista Rodrigues Neto, que ocupa atualmente o cargo de vice-presidente da Fundação.

Na última sexta-feira, o Diário de Natal publicou matéria denunciando o pagamento de salários atrasados de 85 funcionários da Funcarte, realizado através de um depósito no valor de R$ 180.790,17 na conta do motorista César Jones da Silva. O pagamento é relativo aos meses de março, abril, maio, junho e julho deste ano. Segundo César Revorêdo, a escolha do procedimento teria ocorrido pela necessidade de agilizar os pagamentos. Ele explicou também que a indicação específica do motorista correu porque nem todas as pessoas com salários atrasados possuía [sic] conta corrente. O ex-presidente garantiu que não houve desvio de recursos e nem lesão [sic] ao erário público, já que todas as pessoas receberam aquilo que lhes era devido. Até março, esses servidores – que não são comissionados, terceirizados ou efetivos – recebiam os salários por meio de convênio entre a Funcarte e a Cooperarte. Diante do fim do convênio, os servidores ficaram desamparados. Mas, por uma decisão da presidência da Fundação, continuaram prestando serviço até que a situação fosse regularizada.

A Controladora Geral do Município, Regina Mota, informou que orientou Revorêdo a realizar os depósitos de forma individulaizada, ainda que fosse necessário abrir uma conta corrente para cada servidor. Segundo ela, o precedimento adotado para o pagamento não é normal e nem de praxe no serviço público. 
  

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