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Secretário diz que não desmentiu diretora sobre show do padre Fábio de Melo

O secretário municipal de Comunicação Social, Jean Valério, disse que não desmentiu a diretora da Talento Produções, Eliomara Marques, quando afirmou que a Prefeitura de Natal não conhecia os gastos detalhados do show do padre Fábio de Melo.

Eliomara havia assegurado que o município tinha conhecimento prévio do orçamento detalhado dos R$ 221 mil para o show do padre-cantor. Jean Valério, em entrevista à Tribuna do Norte, sustentou que o detalhamento só poderia ser feito pela empresa após o evento.

O secretário confirmou que a Prefeitura de Natal sabia do valor do show, bem como da destinação do dinheiro para cobrir todas as despesas com a produção do evento. Entretanto, observou que a prefeita solicitou a prestação de contas da empresa para comprovar os gastos.

“Tão logo recebamos esse documento da empresa enviaremos a informação ao blog e a toda imprensa”, garantiu Jean Valério.

O inferno do padre

Parafraseando Dante Alighieri, o inferno do padre Fábio de Melo, desde o dia do bendito show em Natal (25 de dezembro), parece longe do fim. Ao contrário do poema épico/teológico do escritor italiano, ninguém sabe ainda se essa história nada divina terminará em comédia ou tragédia.

Comentei em outro post as declarações da diretora da Talento Produções, Eliomara Marques, segundo quem a Prefeitura de Natal tinha conhecimento prévio do orçamento detalhado dos R$ 221 mil para o show do padre-cantor.

Para recordar: a prefeita Micarla de Sousa (PV) mandou segurar o cachê do padre até que a empresa fizesse a prestação de contas do evento, sob a alegação que a Talento Produções não havia detalhado o referido orçamento.

Numa matéria de ontem (5) da Tribuna do Norte, o secretário municipal de Comunicação Social, Jean Valério, desmentiu a diretora, insistindo que a Prefeitura de Natal desconhecia o orçamento do show.

A prefeitura tinha conhecimento de que no valor [R$ 221 mil] estava incluído todos os custos, mas não quanto custaria cada item da despesa. Esse detalhamento só poderia ser feito após o show”, garantiu o secretário.

Com isso, fica a dúvida sobre quem está mentindo nessa conversa. Micarla, quando jura que não conhecia o orçamento, ou a diretora da empresa, quando assegura que a Prefeitura de Natal já tinha essa informação? Independente da resposta, ainda que aceitássemos a justificativa oficial, a observação continuaria válida:como é que a prefeita contrata um show sem conhecer o orçamento do evento?

Enquanto não se chega a um desfecho convincente, o padre reza para abreviar a passagem pelos círculos desse inferno e chegar logo ao paraíso – preferencialmente, sem paradas no purgatório.

O show do padre Fábio de Melo e o jogo de cena da Prefeitura de Natal

Novas emoções da novela eclesiástica em que se envolveu a prefeita Micarla de Sousa (PV) com a contratação do padre Fábio de Melo para realizar aquela missa-show no aniversário da cidade (25 de dezembro).

Desde a divulgação do super-cachê pago ao padre-cantor (R$ 221 mil), Micarla tem dado versões desencontradas para amenizar o constrangimento. Primeiro, disse que desconhecia o valor do contrato.

Como a desculpa não colou, arranjou outra versão: a bufunfa não era só para o cachê do sacerdote, mas cobriria todos os custos de produção do evento, incluindo o fretamento de um jatinho para deslocamento da estrela da festa.

Mas as explicações oficiais não foram suficientes para diminuir o desgaste. O caso continuou repercutindo negativamente. O padre revelou que tentou cancelar o evento em Natal quando soube que Fortaleza (CE) e João Pessoa (PB) desistiram dos shows, mas nossa prefeita – segundo Fábio de Melo – não concordou.

Os R$ 221 mil seriam a fatura da turnê nordestina e deveriam ser rateados entre as três cidades. Com o cancelamento dos eventos em Fortaleza e João Pessoa, Micarla aceitou pagar sozinha pelos três shows.

Acuada pelas críticas, a prefeita decidiu segurar o cachê do padre e só fazer o pagamento após a prestação de contas pela empresa organizadora do evento – Talento Produções. Micarla alegava que precisava conhecer a planilha detalhada dos custos do show-missa.

Já havia manifestado meu estranhamento aqui no blog com essa medida. Como é que a prefeita contrata um show sem conhecer o orçamento do evento? A empresa arbitrou um valor e a prefeita aceitou sem questionar?

Agora, eis a buemba, como diria o Macaco Simão. Contrariando a versão oficial, a diretora da Talento Produções, Eliomara Marques, afirmou que a Prefeitura de Natal tinha conhecimento prévio do orçamento detalhado dos R$ 221 ml para o show do padre-cantor. A informação está na matéria do jornalista Júlio Pinheiro no Nominuto.com.

Eliomara assegurou que a empresa entregararia a prestação de contas detalhada do evento ainda hoje, mas destacou que, no momento da celebração do contrato, já havia informado todas as despesas para a realização do show-missa.

Ela alegou que o fretamento do jatinho particular, as passagens áreas dos músicos e o pagamento de impostos determinaram o custo elevado do evento. Com o jatinho e as passagens teriam sido gastos R$ 88.900. Já com os impostos, o custo teria chegado a R$ 35.360.

A diretora não informou o valor específico do cachê do padre nem dos músicos, dizendo que isso “não seria ético” e passando a bola para a Prefeitura de Natal. “A própria Prefeitura [de Natal] é que deverá expor os gastos, porque não seria ético que nós fizéssemos isso“, declarou.

O fato é que Eliomara deixou Micarla em maus lençóis, porque se é verdade que a empresa já havia informado o orçamento detalhado do evento antes da assinatura do contrato, só podemos concluir que a prefeita mentiu e que esse negócio de segurar o cachê do padre é puro jogo de cena.

Com a palavra, a excelentíssima prefeita de Natal.

Barbosa: Natal pagaria fatura de três shows do padre Fábio de Melo

Barbosa matou a charada: a empresa que agenciou o show do padre Fábio de Melo cobrou da Prefeitura de Natal a fatura de três apresentações, quando, na verdade, só houve uma, em virtude do cancelamento dos eventos em João  Pessoa (PB) e Fortaleza (CE).

Leia o comentário completo do jornalista:

. O problema do show de padre Fábio Melo está no fato da empresa que trouxe ele para cantar em Natal ter cobrado a fatura de três shows quando só houve um

. O próprio padre Fábio sugeriu a prefeita Micarla de Souza cancelar o show em Natal em virtude do cancelamento dos shows de João  Pessoa e Fortaleza

. E mais: Micarla, segundo o padre Fábio, insistiu que ele viesse fazer o show em Natal porque havia caravanas do interior

. O problema, a meu ver, está no fato da prefeitura de Natal ter se comprometido a bancar o pacote orçado em R$ 221 mil

. A questão é saber quem foi o esperto que se prontificou a bancar esse pacote, já que João Pessoa e Fortaleza cancelaram os shows

. Na verdade não podemos dizer que a prefeitura arcou com as despesas porque a fatura não foi paga ainda. Mas deve-se isso a repercussão negativa

. Não fosse a imprensa a “Gestão de Mídia” iria pagar sim os R$ 221 mil por três shows quando apenas um foi realizado

Secretário nega suspensão do pagamento do cachê ao padre Fábio

Do Nominuto.com:

Jean Valério explica que pagamento foi apenas “condicionado à prestação de contas” pela Talento Produções, empresa que organizou o evento.

Por Alisson Almeida

Diante da repercussão da medida anunciada pela prefeita Micarla de Sousa (PV) de segurar o cachê do padre Fábio de Melo, o secretário municipal de Comunicação Social, Jean Valério, entrou em contato com a reportagem do Nominuto.com para explicar que o pagamento não foi suspenso, mas apenas “condicionado” à prestação de contas pela empresa organizadora do evento – Talento Produções.

O secretário usou o Twitter para comunicar, ontem (27) à noite, a decisão da prefeita: “A prefeita Micarla determinou: O pagamento à empresa contratada para o show de Padre Fábio em Natal só será feito após prestação de contas”.

“Não houve suspensão nem adiamento, porque não havia data marcada para o pagamento ser realizado. A prefeita quer total transparência nesse processo e, por isso, solicitou à empresa [Talento Produções] o detalhamento dos gastos. Mas há não dúvidas que o contrato é totalmente lícito”, esclareceu.

Segundo Jean Valério, a decisão de condicionar o pagamento à prestação de contas “foi acordada entre a gestora [Micarla de Sousa] e o padre Fábio [de Melo]”.

“Concluída a prestação de contas, com notas fiscais de serviços executados (deslocamento, hospedagem, cachês…), tudo será levado a público”, acrescentou.

Ainda segundo o secretário, a Prefeitura de Natal não efetuou, por enquanto, nenhum pagamento ao padre nem à Talento Produções. “E só fará [o pagamento] após a empresa Talento comprovar todos os gastos. Que serão divulgados”, assegurou.

O procedimento adotado pela Prefeitura de Natal vai de encontro à prática padrão adotada pelos contratantes de shows na cidade. Geralmente, artistas e bandas recebem o cachê antes mesmo das apresentações. Em alguns casos, é efetuado o pagamento de 50% do cachê antes do show. O restante é pago após o evento.

Micarla condiciona pagamento de show a prestação de contas

Do Nominuto.com

A empresa contratada para produzir o show do padre Fábio de Melo terá que comprovar os gastos para receber os R$ 221 mil acertados em contrato.

Por Alisson Almeida

A prefeita Micarla de Sousa condicionou o pagamento de R$ 221 mil pelo show do padre Fábio Melo à prestação de contas que deve ser feita pela empresa contratada para produzir o evento, a Talento Produções.

“A prefeita Micarla determinou: O pagamento à empresa contratada para o show de Padre Fábio em Natal só será feito após prestação de contas”, informou o secretário municipal de Comunicação Social, Jean Valério, ontem (28) à noite, através do Twitter.

O sacerdote havia sido contratado para celebrar uma missa-show em comemoração aos 410 anos de fundação de Natal e aos 100 anos da Arquidiocese de Natal. O evento, realizado no Machadão no último dia 25, reuniu um público estimado pela organização em 25 mil pessoas.

Em nota, a prefeita explicou que os R$ 221 mil gastos no evento não correspondiam apenas ao cachê do padre-cantor, mas incluía a estrutura do show (passagens aéreas, montagem do palco, iluminação e músicos). Ainda segundo Micarla, o valor foi estipulado pela Talento Produções.

Mesmo com as justificativas oficiais, o episódio continuou gerando polêmica e levou a prefeita a suspender o pagamento. “A decisão foi acordada entre a gestora [Micarla de Sousa] e o padre Fábio [de Melo]. Este último aguarda documentos comprovando gastos. A ordem é dar transparência total”, escreveu Jean Valério em sua página no microblog.

“Concluída a prestação de contas, com notas fiscais de serviços executados (deslocamento, hospedagem, cachês…), tudo será levado a público”, acrescentou.

“Até o momento a Prefeitura não efetivou qualquer pagamento. E só fará após a empresa Talento comprovar todos os gastos. Que serão divulgados”, informou.

Versões desencontradas

Em entrevista a um jornal da cidade, a prefeita afirmou que a Arquidiocese de Natal a procurou para pedir à gestora para realizar a missa-show com o padre-cantor em virtude da visibilidade que o sacerdote desfruta na mídia nacional.

A versão da prefeita foi negada pelo padre Sávio Ribeiro, diretor-geral das comemorações do centenário da instituição. De acordo com o religioso, a Arquidiocese de Natal não sugeriu o show do padre Fábio de Melo. A iniciativa, ainda segundo o reverendo, partiu da Prefeitura de Natal.

Prefeita de Natal suspende pagamento do padre Fábio de Melo

Após muita confusão, versões contraditórias e nenhuma explicação convincente, a prefeita Micarla de Sousa (PV) suspendeu o pagamento do cachê de R$ 221 mil ao padre Fábio Melo até que a empresa contratada para realizar o evento — Talento Produções — faça a prestação de contas.

A medida foi anunciada pelo secretário municipal de Comunicação Social, Jean Valério, através do Twitter: “A decisão foi acordada entre a gestora [Micarla de Sousa] e o padre Fábio. Este último aguarda documentos comprovando gastos. A ordem é dar transparência total”, escreveu o jornalista.

“Concluída a prestação de contas, com notas fiscais de serviços executados (deslocamento, hospedagem, cachês…), tudo será levado a público”, acrescentou.

“Até o momento a Prefeitura não efetivou qualquer pagamento. E só fará após a empresa Talento comprovar todos os gastos. Que serão divulgados”, informou.

O que a prefeita precisa explicar é o seguinte: somente agora perceberam que o valor cobrado é exorbitante? A prefeita concordou, segundo publicação no Diário Oficial do Município, em pagar uma quantia pelo evento, mas somente agora, após a repercussão negativa, questiona esses custos. É no mínimo estranho.

A prefeitura deveria ter feito — como lucidamente colocou um debatedor da comunidade RN Política do Orkut — um levantamento de custo dos shows mais caros do país para comparar com o valor cobrado pela Talento Produções. Esse cuidado simples nos daria um bom parâmetro. Em vez disso, a prefeitura assinou o contrato se comprometendo a pagar os R$ 221 mil. Agora, Micarla anuncia a suspensão do pagamento. Parece jogo de cena.

Enquanto isso, as piadas sobre o episódio rolam soltas no Twitter. A melhor é esta, postada pela jornalista Virginia Coelli: “Essa foi ouvida hj no Midway: Se o padre Fábio cobra R$221 mil para cantar no aniversário de Jesus, imagine no meu???”.

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