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Bolsa Família: Próximo Passo

Da coluna semanal “O presidente responde“:

Ao comentar a influência do Bolsa Família na educação, em resposta ao leitor Lamarck do Vale Oliveira, de Sobral (CE), o presidente Lula lembrou que o programa beneficia 12 milhões de famílias com renda até R$ 140 (por pessoa), com a condição de que os filhos frequentem a escola e tenha acesso à saúde:

Mais bem alimentados e com mais cuidados médicos, 17,1 milhões de crianças e jovens apresentam rendimento escolar muito mais expressivo. De acordo com dados do Cedeplar e IBGE, o índice de frequência escolar dos alunos de 7 a 14 anos atendidos pelo Bolsa Família é 3,6 pontos percentuais superior ao índice dos não beneficiários. A PNAD revela outro dado importante: o índice de adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola caiu de 18,8%, em 2007, para 15%, em 2008.

Agora, temos mais uma ação educacional no Bolsa Família. É o programa Próximo Passo, que visa abrir 172,5 mil vagas de qualificação profissional nas áreas de Turismo e Construção Civil. Trinta e quatro mil beneficiários já estão em sala de aula.

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Ao contrário do que disse o PIG, IDH do Brasil melhorou

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou, ontem (5), o Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil (IDH), referente a 2007. O IDH brasileiro ficou em 0,813 (a escala vai de 0 a 1), índice considerado elevado.

A série histórica mostra que nosso IDH vem melhorando sistematicamente:

2009 ▲ 0.813
2006 ▲ 0.807
2005 ▲ 0.800
2000 ▲ 0.789
1995 ▲ 0.753
1990 ▲ 0,723
1985 ▲ 0,700
1980 ▲ 0.685

Mas o PIG, pra variar, distorceu a notícia. O UOL sapecou uma manchete maliciosa dando a entender que o IDH caiu: “Expectativa de vida puxa para baixo indicador de desenvolvimento no Brasil, diz ONU“. A matéria não corresponde ao que é vendido na manchete.

Os jornais preferiram insistir no ranking dos países, destacando que o Brasil ficou em 75º lugar, entre 182 pesquisados. Especialistas questionam o ranking, porque, afirmam, não há como comparar países cujas realidades são historicamente diferentes.

A dívida social do Brasil é secular, mas, por outro lado, sob o governo Lula, o abismo da desigualdade vem sendo reduzido a passos largos. De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 32 milhões de brasileiros deixaram a miséria absoluta

Esse dado, apesar de representar um salto gigantesco na melhora da qualidade de vida, não significa que chegamos ao céu. Ainda há muito o que ser feito para quitar nosso passivo social.

Houve um tempo em que o país crescia aceleradamente, mas o “bolo” não era repartido: a concentração de renda, a desigualdade e a exploração só aumentavam. A mídia a serviço da elite deve sentir saudades dessa época – o povo, certamente, não.

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