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Wilma enquadra aliados e diz que “PSB é oposição ao PV”

A ex-governadora Wilma de Faria, presidente estadual do PSB, usou o twitter para mandar um recado aos correligionários que aceitaram participar do secretariado da prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV).

Ex-colaboradores das duas gestões de Wilma de Faria no RN, os socialistas Vágner Araújo e Cláudio Porpino assumiram, respectivamente, as pastas de Gestão de Pessoas, Logística e Modernização Organizacional (Segelm) e Serviços Urbanos (Semsur) da administração verde.

Observadores políticos enxergaram na nomeação de Várgner e Porpino, dois nomes da “cozinha” da ex-governadora, um ensaio de aproximação entre Micarla de Sousa e Wilma de Faria. Isolada politicamente, abandonada pelos antigos aliados, a prefeita estaria tentando atrair para sua base legendas que dão sustentação ao governo da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Em três mensagens postadas no site de relacionamentos, a ex-governadora colocou um ponto final nas especulações ao dizer que “O PSB não é aliado do PV”.

Repetindo o que eu já disse aos jornalistas: o psb não concorda com o modelo administrativo implantado pela atual gestão, portanto, quem assumir qualquer cargo na adm. de Natal, terá que se licenciar do partido. O psb não é aliado do pv. É oposição, portanto essa atitude é de coerência!“, declarou.

Diante da ênfase de Wilma, não resta outra alternativa para Vágner Araújo e Cláudio Porpino a não ser seguir o conselho do Capitão Nascimento: “Pede pra sair!”.

 

Diap diz que PT, PCdoB e PSB aumentarão bancadas no Senado

O Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) divulgou análise em que prevê que PT, PCdoB e PSB têm boas chances de ampliar suas bancadas no Senado em 2010. A avaliação foi divulgada pelo site Congresso em Foco.

Para o diretor do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, a bancada do PT poderá passar dos atuais 11 para 16 senadores. A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel são algumas das principais apostas do partido.

O PCdoB, que tem apenas um senador, poderá eleger mais três. Já o PSB tem perspectiva de dobrar sua representação, conquistando quatro vagas na Casa.

Entre as apostas dos socialistas, destaque para a ex-governadora do RN Wilma de Faria, que disputa uma das duas vagas em jogo com os atuais senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (DEM).

Agora só falta Iberê

Terminado o mistério sobre o vice do presidenciável tucano José Serra, agora só falta sabermos quem será o vice do governador Iberê Ferreira de Souza (PSB). O socialista tem dificuldades para encontrar um companheiro de chapa com potencial para ajudá-lo a fazer frente à candidatura oposicionista da senadora Rosalba Ciarlini (DEM), que terá como vice o deputado estadual Robinson Faria (PMN).

O drama de Iberê é o mesmo enfrentado pela deputada federal Fátima Bezerra (PT) em 2008, que só teve o vice definido no dia da convenção que homologou a candidatura dela à Prefeitura de Natal. O final do enredo é conhecido de todos nós.

A indefinição, como admitiram aliados do governador, fragiliza a candidatura de Iberê. A convenção do PSB é no próximo domingo (27), mas nada do vice do socialista aparecer.

O governador apostou todas as fichas no deputado federal João Maia (PR), mas o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ao não votar a consulta sobre as coligações partidárias, estragou os planos dele.

Na falta de alternativa melhor, Iberê vai ficar mesmo na solução caseira: a vice será a deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

A democracia tucana

Por falar em PSB, o vereador paulista Gabriel Chalita, outro recém filiado ao partido, corre o risco de perder o mandato. O PSDB, seu antigo partido, decidiu recorrer à Justiça contra o parlamentar alegando “infidelidade partidária”.

Chalita, obviamente, não gostou nada da notícia. De acordo com o vereador, foram suas críticas ao governador José Serra que levaram o PSDB a ir à Justiça. “Isso é democracia? Minhas críticas não foram pessoais. Por que a retaliação?”, questionou Chalita.

Em nota, o vereador disparou mais críticas ao governador tucano e ao PSDB: “O governador José Serra fechou a metade das escolas em finais de semana e diminuiu as de tempo integral, além de não dar aos professores o devido valor. Não posso concordar com isso. O atual comando do PSDB contraria as posições históricas de Franco Montoro e Mário Covas e se opõe ao próprio programa da Social Democracia. (…)Antes tentavam me impor o silêncio. Agora querem também o mandato.”

Skaf, o pelego

O capitalista Paulo Skaf, presidente da poderosa Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) na semana passada. O sistema político brasileiro, há muito tempo, é um verdadeiro frankenstein, mas daí a engolir uma aberração como essa é pedir demais.

É o que pensam dois militantes do PSB de Campinas (SP) que decidiram recorrer contra a filiação de Skaf ao partido. Marionaldo Fernandes Maciel e Jadirson Tadeu Cohen Parantinga justificaram a iniciativa alegando incoerência ideológica na filiação, uma vez que a entidade presidida pelo empresário Paulo Skaf  patrocinou o projeto dos neoliberais “que tanto mal fizeram e fazem ao nosso país” no governo tucano.

Gostaríamos de expressar o nosso descontentamento em relação à filiação do presidente da Fiesp, senhor Paulo Skaf, pois o mesmo nunca foi favorável a lutas da classe trabalhadora“, protestam os dois socialistas em trecho do recurso entregue aos diretórios municipal e estadual do PSB.

O xadrez de 2010

Não deu pra comentar antes a pesquisa CNI/IBOPE, divulgada no início da semana, sobre a sucessão presidencial. Mas o assunto movimentou a blogosfera, gerou várias análises e dividiu opiniões. As interpretações variaram conforme as convicções políticas do freguês. Resumidamente, a pesquisa indicou que José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) caíram, enquanto Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) cresceram.

No principal cenário pesquisado, Serra lidera com 34%, Dilma e Ciro aparecem empatados com 14%, Heloisa Helena (PSOL) figura com 8% e Marina surge com 6%.

No segundo cenário, quando Aécio Neves (PSDB) substitui Serra, Ciro Gomes lidera com 25%, Dilma vem em seguida com 16%, Aécio com 12%, Heloísa Helena com 11% e Marina Silva com 8%.

Em outra simulação, sem Heloisa Helena na lista, Serra lidera com 35%, Ciro Gomes aparece com 17%, Dilma Rousseff soma 15% e Marina Silva, 8%. Com Aécio no lugar de Serra e sem Heloísa Helena, Ciro Gomes lidera com 28%, seguido de Dilma com 18%, Aécio com 13% e Marina Silva com 11%.

No levantamento que exlui Marina, Serra tem 34%, Ciro 17%, Dilma 15% e Heloisa Helena, 10%. Em relação às pesquisa anterior, realizada em junho, quando a senadora Marina Silva ainda não aparecia nas simulações, José Serra caiu 4% e Dilma Rousseff caiu 3%. Já Ciro Gomes cresceu 5% e Heloisa Helena, 3%. 

Agora vamos às análises sobre os números. Os comentaristas divergem sobre a importância das pesquisas nesta época, quando ainda falta mais de um ano para as eleições. Alguns afirmam que o jogo já começou pra valer, enquanto outros dizem que é cedo demais pra se prever alguma coisa. A imprensa tucana comemorou a queda da ministra Dilma Rousseff, mas procurou esconder o tombo do governador José Serra. Estratégia previsível. Faz parte da campanha para desacreditar a pré-candidatura da petista.

Dilma, como se sabe, há tempos enfrenta artilharia pesada, com a fabricação de sucessivos escândalos pela mídia. A mais recente armação foi o Linagate. Considerando esse longo processo de exposição desfavorável, associado à exploração desumana do câncer da ministra, a queda de Dilma Rousseff era esperada.

A mídia simpática aos tucanos se esforçou para fazer crer que a candidatura da ministra “naufragou”. Para isso, seguiram um roteiro pré-definido:

– Destacar que Dilma “caiu”, enquanto Serra apenas “oscilou negativamente”; 

– Enfatizar que Dilma tem a maior “rejeição” (40%), sem mencionar os 30% de reprovação ao candidato tucano;

– Não dizer, em hipótese alguma, que Dilma só é conhecida por 32% dos entrevistados, enquanto Serra é por 66% — isso quer dizer que a ministra tem maior potencial de crescimento, principalmente quando ficar claro para a população que ela é a candidata do presidente mais popular da história do país (Lula, segundo a pesquisa, tem 81% de aprovação).

No blog Óleo do Diabo, Miguel do Rosário destacou o que chamou de “cacoetes” usados pela mídia na divulgação da pesquisa:

Quero destacar um ponto que ninguém parece ter percebido. No quadro mais importante, o que inclui Serra, Ciro Gomes, Dilma, Heloísa Helena e Marina, a imprensa repetiu ad infinitum que Ciro “ultrapassou” Dilma. Está claro que há uma tentativa, que não é de hoje, de romper a aliança PT-PMDB. O ponto que ninguém viu é que Ciro não está à frente de Dilma. Está em empate técnico. Ele tem 17%, ela tem 15%. Esses dois pontos percentuais correspondem à margem de erro. Para quem não sabe, a margem de erro embute um fator casual. Ou seja, é possível que a mesma pesquisa, se fosse realizada na mesma época, usando os mesmos métodos, mas entrevistando pessoas diferentes, poderia trazer Dilma à frente de Ciro.

 

Em relação à “rejeição” de Dilma, Miguel observou o seguinte:

Dilma Roussef só é conhecida por 32% dos entrevistados, enquanto Serra é por 66% e Ciro Gomes, por 45%. Esses dados se conformam perfeitamente com os das outras pesquisas, que mostram o crescimento mais rápido de Dilma junto às classes educadas, com ensino superior e com renda mais alta, as quais, provavelmente, já sabem muito bem quem é Dilma e que ela deverá ser a candidata apoiada pelo presidente Lula. Cotejando a pesquisa com a sólida popularidade de Lula, as perspectivas de Dilma são as mais positivas. (…) Entre os  menos escolarizados, Lula tem aprovação de 88%. Para mim é evidente que, quando o presidente estiver liberado para participar do horário eleitoral e informar os cidadãos de que sua candidata é Dilma, este povão simples e honesto irá votar em peso nela. Mas Lula também tem aprovação de 71% entre os que tem curso superior completo ou mais, e 72% tanto entre os que ganham de 5 a 10 salários como os que ganham mais de 10 salários. Ou seja, mesmo entre o público alvo da grande imprensa, aqueles que mais consomem carros e adquirem imóveis nas capitais, Lula tem uma vasta e sólida aprovação. Repare ainda que a aprovação de Lula no Nordeste é de 90%, um índice jamais visto em nenhum país democrático, ainda mais para um governante em final de mandato, com todos os desgastes decorrentes daí.

 

No Vi o Mundo,Luiz Carlos Azenha escreveu que “a campanha eleitoral está em andamento”, mas acha que, por enquanto, toda movimentação ainda é “interna”:

José Serra precisa provar sua viabilidade eleitoral antes de obter o compromisso firme dos financiadores de campanha. Por isso trabalha para inflar Marina e Ciro e para limar, pela ordem, Aécio Neves e Dilma Rousseff. Nessa tarefa, conta com o inestimável apoio da maior parte da mídia corporativa.

Acho que as pesquisas de opinião pública valem muito pouco faltando mais de um ano para a eleição.

(…)

Romper a aliança entre PT e PMDB parece ser o grande objetivo estratégico de Serra. Para isso, ele precisa criar dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de Dilma. É disso que se trata. Como analisou Rodrigo Vianna com acerto, anteriormente, é a UDN tentando romper o acordo entre PTB e PSD.

Com a economia brasileira bombando, a máquina do governo federal nas mãos, o apoio de Lula e do PMDB, Dilma Rousseff é uma candidata fortíssima, ainda que os números das pesquisas não reflitam isso ou tenham sido deturpados para não refletir isso — no que acredito, especialmente quando o IBOPE diz que Dilma tem uma taxa de rejeição de 40%. Tornar Dilma a vilã terrorista da classe média apenas repete o padrão do “medo” usado contra Lula, mas já é campanha eleitoral, sim. Clássica.

 

O Escrevinador Rodrigo Viana aposta que o personagem central desse xadrez político que começa a ser jogado agora com olhos voltados para 2010 é Ciro Gomes:

O que sei dizer é o seguinte: de fato, a maior parte da população não está pensando em eleição. O que não quer dizer que o jogo já não tenha começado.

Lá na frente, quando a grande massa de eleitores entrar em campo, parte do jogo já terá sido jogado.

Serra ou Aécio no PSDB?

Dilma com PMDB ou Dilma com Ciro?

Lula terá um ou dois candidatos?

Tudo isso começa a ser definido agora.

A minha tese central é que esse arranjo (ou dessarranjo?) de forças hoje tem um personagem central: Ciro Gomes.

Ele, e não Marina, pode mudar toda a estratégia eleitoral do governo.

Lula e o PT estão preparados para uma eleição plebiscitária: Dilma é Lula; Serra é o anti-Lula.

Ciro aparece nas pesquisas com força suficiente para manter sua candidatura. Uma candidatura lulista, mas fora da estratégia oficial do governo.

Vários leitores (aqui, e no blog do Azenha) acham que a candidatura Ciro serve aos interesses de Serra.

Discordo frontalmente. E, nesse ponto, discordo também do Azenha.

Para Serra – com sua máquina de dossiês e o apoio do PIG – é mais fácil centrar fogo em Dilma. É mais fácil colar nela a pecha de “inexperiente”, de “pau mandado de Lula” ou (para agradar a extrema-direita) de “terrorista”.

Se Ciro sair candidato, Serra terá dois adversários para bater. Serão dois contra um. Se centrar todo fogo em Dilma, Ciro cresce. Se bater muito em Ciro, vem a Dilma com apoio do Lula.

Esse é o ponto que trago para debate. Apesar de faltar muito tempo para as eleições, essa escolha será feita nos próximos meses (muito antes da Copa do Mundo e do Carnaval).

Fora isso, lembro também o papel de Aécio. Dentro do PT , há quem tema mais a candidatura dele do que a de Serra. Faz sentido. Ele tem condições de se apresentar não como “anti-Lula”, mas como o “pós-Lula”.

(…)

Mas o fato é que muita gente no PT avalia que Aécio pode mesmo ser um candidato mais difícil de derrotar, apesar de hoje estar atrás nas pesquisas.

Entre os tucanos, muita gente também sabe disso. Mas como tirar da corrida o governador de São Paulo, com mais de 30% de intenções de voto?

Isso tudo está em jogo, desde agora.

Aécio está se guardando “pra quando o carnaval chegar”. Serra (representante da neo-UDN) segue em sua estratégia de rachar a aliança PT-PMDB (que reproduz a velha aliança PSD-PTB).

Com a economia bombando, e a popularidade de Lula nas alturas (como lembra o Azenha), o PMDB dificilmente ficará contra a candidatura apoiada pelo lulismo. Seria suicídio. E o velho PSD (digo, PMDB) não é de cometer suicídio político.

Ciro já se lançou ao mar. Pode até não ser candidato. Mas, nesse caso, venderá mais caro para o lulismo o apoio do chamado bloquinho (PSB-PDT-PCdoB), o que pode atrapalhar (mas não inviabilizar) as negociações do PT com o PMDB.

Muito antes da final da Copa da África do Sul, tudo isso estará já acertado. 

 

Papo de Buteco

As opiniões acima são bastante críveis, principalmente porque levam em conta todas as variáveis que a mídia, em sua sanha pró-tucana, tentou esconder.

Mas como esse blog é democrático, vamos deixar a palavra de jornalistas e afins um pouco de lado para dar espaço à voz rouca das ruas e seus palpiteiros políticos.

Numa roda de amigos ontem à noite, ao som do chorinho, o papo sobre as eleições e a pesquisa do Ibope rolava solto. Destaco a opinião de um colega petista, preocupado com a situação: “Quando José Dirceu caiu, o partido (PT) ficou sem candidato natural. Naquele momento, Lula deveria ter preparado Marina Silva para ser sua sucessora. Marina tem a simpatia do povo e tem uma história de vida parecida com a dele (Lula). Mas Lula se isolou em sua popularidade e deu às costas ao PT. Aí decidiu ungir Dilma sua candidata, mas a ministra não cresce. Dilma não leva essa“, desabafou.

Este embolador ouviu a confissão de “medo” de outro petista, que também acredita que Lula errou ao escolher Dilma para ser sua candidata: “A candidata deveria ser Marina. O jogo não vai ser nada fácil. Corremos o sério risco de perder o governo para os tucanos e ver o país retroceder.”

É isso aí. A guerra vai ser dura mesmo.

As ‘excelências’ trocam farpas na CMN

Li no Nominuto.com sobre a troca de farpas entre os vereadores socialistas Adenúnio Melo e Enildo Alves, ambos do PSB. Adenúnio, ex-boxeador, reclamou das “brigas” de Enildo, líder da prefeita. Adenúbio tentou nocautear Enildo, exigindo que o médico se afastasse da liderança da bancada situacionista. Enildo chamou Adenúbio de “demagogo”. Adenúbio disse que ficou “magoado”.  

O quiprocó entre os socialistas começou quando Enildo disse que há anos os vereadores apresentavam “projetos demagógicos e que não tinham influência direta na vida da população” e citou um projeto de Adenúbio (o que criava o abatedouro público de Natal) como exemplo. Adenúbio reclamou que “estava tão contente”, mas seu colega havia “estragado o clima”. Fiquei com uma peninha dele (Adenúbio). Imaginei-o fazendo biquinho de magoado… maizomi!!!

P.S.: Nessa estou com Enildo e não abro. É fato que a maioria dos projetos das ‘excelências’ da CMN não valem porcaria nenhuma.

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