Embolando Palavras

Arquivo para a tag “PV”

As aves de rapina do PV

Em carta ao Novo Jornal, publicada nesta terça-feira (13), a ex-presidente do PV, a bióloga Darcy Girassol, classsifica os atuais dirigentes do partido como “aves de rapina”.

Na edição de domingo (11) do mesmo jornal, o escritor Franklin Jorge chama o PV de “Partido da Lorota”. Em tom ácido, Jorge afirma que o partido da prefeita Micarla de Sousa “desbotou e manchou uma crônica planetária de defesa da sustentabilidade e da ecologia geográfica humana”.

Em outro trecho, Franklin diz que o PV natalense é composto pelo “baixo clero da política paroquiana”, lamenta que a “trupe mambembe” so liderança da prefeita-borboleta venha sendo tratada de forma “complacente” e setencia que, sob o governo de Micarla de Sousa, Natal virou um “campo minado”.

O PV perdeu o bonde da história, ao transformar-se em objeto de repúdio e chacota pública na figura dessa prefeita cheia de rompantes e palavrório. Um partido que tem devastado o verde e desementido, na prática, o seu próprio ideário filosófico“, anota.

Em sua carta, em resposta ao artigo de Franklin Jorge, Darcy Girassol acusa o presidente de honra do PV, Rivaldo Fernandes, de ter dado um “golpe” para assumir o comando da legenda no Rio Grande do Norte.

As aves de rapina tomaram conta do PV com o aval de Luiz Penna [presidente nacional da sigla]. Isto não aconteceu só aqui no RN. Em vários estados houve mudanças para ampliar e legalizar o PV. Visão estreita, perdeu-se a qualidade e boa parte dos militantes comprometidos com o manifesto, o programa e as diretrizes“, escreve a bióloga.

Dizer mais o que sobre o PV e Micarla de Sousa? Pra mim, está se tornando cansativo escrever sobre essa gestão desastrada que aí está. Em pouco mais de dois anos, a prefeita-borboleta cometeu tantas trapalhadas que, daqui pra frente, nada mais nos surpreende.

Neste período, Natal virou um enorme clichê. As alegorias discursivas usadas pela prefeita para justificar sua inoperância, além de indignação, são motivo de riso. Vide a teoria da orquestração e a tentativa de responsabilizar as elites pelo seu fracasso, duas teses fantasiosas que foram repetidas à exaustão pela lepidoptera e pelo seu séquito de aduladores.

A volta do lixão de Cidade Nova, extinto em 2004, é o que, senão o carimbo definitivo da falência do governo pevista em Natal? O caso chamou a atenção da Executiva Nacional do PV, que estuda “intervir” na situação para tentar amenizar o estrago à imagem da legenda.

Pelo Twitter, o secretário municipal de Comunicação, Jean Valério, reclamou que o Novo Jornal não tenha citado “a versão da Prefeitura” na matéria sobre o lixão. Mas que versão é capaz de justificar esse absurdo, cara-pálida?!

Anúncios

Micarla transforma Natal numa “Manguetown”

Fui pro mangue catar lixo, pegar caranguejo, conversar com urubu“. Com esses versos, Chico Science narra o cotidiano caótico da Manguetown, uma representação da cidade do Recife, a metrópole onde homens, lixo e urubus dividem o mesmo espaço desordenado.

No refrão, Chico descreve a perplexidade de quem é obrigado a conviver com essa desordem: “Andando por entre os becos/ Andando em coletivos/ Ninguém foge ao cheiro sujo/ Da lama da manguetown“.

Graças a prefeita Micarla de Sousa (PV), Natal está vivendo seus dias de Manguetown. Não é exagero. A volta do lixão de Cidade Nova, com as lamentáveis cenas de homens, mulheres e crianças caçando sua sobrevivência em meio aos detritos da sociedade, é o retrato sem retoques do abandono da cidade que, em outros tempos, foi cantada pelo nosso Pedrinho Mendes como a “linda baby” onde “belo cai o sol sobre esse rio“.

Com Micarla, Natal perdeu a beleza. Os natalenses, perderam o orgulho desta “terra de um deus mar” — para citar novamente Pedrinho Mendes.

Por piores que fossem as previsões sobre a administração de Micarla, ninguém poderia imaginar que a primeira prefeita de capital do Partido Verde ficaria conhecida pela volta do problema do lixão.

A Prefeitura discute o valor da dívida com as transportadoras e com a Braseco, empresa que administra o Aterro Sanitário de Ceará-Mirim — destino final dos resíduos de Natal, Parnamirim e da própria Ceará-Mirim –, enquanto assistimos atônitos e incrédulos as imagens dos homens-urubus.

Desnorteada, a administração que prometia inaugurar uma nova época de desenvolvimento sustentável dá vexame nacional.

Lembrei dos versos de outra música de Chico Science (Da lama ao caos) que serve para representar os tristes dias que vive nossa outrora linda baby nestes tempos de Micarla de Sousa: “Ô Josué, eu nunca ví tamanha desgraça/Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça“.

Micarla e as oligarquias

Li no Blog do Oliveira que a prefeita Micarla de Sousa (PV) chamou seus ex-aliados de 2008 de “oligarquias”. Perguntada sobre como explicava a reprovação de 84,5% a sua gestão, ela vestiu, novamente, a fantasia de vítima: “As oligarquias não tinham príncipes disponíveis em 2008 e eu fui convocada. Eleita, fui isolada“, respondeu.

É inacreditável como a prefeita-borboleta é rápida em arranjar justificativas para sua inépcia administrativa. Como diria Sartre, Micarla parece acreditar que o inferno são os outros e inventa teorias conspiratórias, como a lorota da “orquestração”, para transferir a responsabiliade pelo fiasco do governo do PV.

Em 2008, Micarla criticou a aliança formada em torno da deputada federal Fátima Bezerra (PT), sua adversária na disputa pelo Palácio Felipe Camarão, afirmando que os “poderosos” haviam formado um “acordão” para eleger a petista.

Mesmo reunindo em seu palanque o senador e dono do sistema Tropical de Comunicação José Agripino (DEM), a então senadora e agora governadora Rosalba Ciarlini (DEM), o então presidente da Assembleia Legislativa e agora vice-governador Robinson Faria (PMN), o banqueiro e deputado federal João Maia (PR) e os deputados federais Felipe Maia (DEM), Fábio Faria (PMN) e Rogério Marinho (PSDB), Micarla conseguiu convencer o povo que lutava sozinha contra os “caciques” que haviam se unido para derrotá-la.

Com a crescente reprovação à administração pevista, os aliados de 2008 abandonaram a prefeita-borboleta à própria sorte. Disseram-se “frustrados” com a maneira como Micarla de Sousa estava conduzindo os rumos da cidade.

Atriz das boas, desta vez a prefeita quer nos convencer que, somente agora, descobriu que foi “usada” pelas oligarquias em 2008. Perguntei aos meus constrangidos botões se Micarla de Sousa esquecera que seu neo-aliado, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), é representante de uma das oligarquias mais perenes da política do RN. Fiquei sem resposta.

Micarla nega encontro com Arruda

Em nota, a diretoria de comunicação do PV-RN aconfirmou que o partido recebeu doações do DEM para a campanha de 2008, mas sustentou que os recursos eram legais, invocou o princípio da “autonomia partidária” para dizer que não tem “nenhuma responsabilidade sobre os recursos financeiros do Democratas” e negou que a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, tenha tratado sobre este assunto com o ex-governador do DF, José Roberto Arruda.

Em entrevista publicada no site da revista Veja, o ex-governador, acusado de chefiar o esquema do “mensalão do DEM”, disse ter sido procurado pelo senador José Agripino (RN), presidente nacional da legenda, que teria pedido R$ 150 mil para a campanha de Micarla. Ainda segundo Arruda, após eleita, Micarla teria lhe procurado para agradecer pela ajuda.

A Prefeita Micarla de Souza (sic), em nenhum momento, tratou desse assunto com o ex-governador José Roberto Arruda“, diz trecho da nota do Partido Verde.

A nota termina afirmando que “Qualquer outra divagação sobre esse assunto é especulação jornalística ou maldade política“.

Era previsível que a prefeita negaria as acusações de Arruda. É natural que o PV responda com “repúdio” às declarações do ex-governador do DF. O que não é aceitável é que o partido queira impedir a imprensa e a blogosfera de tratar deste assunto, tachando o trabalho jornalístico de “especulação”.

Especula-se quando não há fato determinado. Neste caso, é o contrário. Há a afirmação do ex-governador do DF, segundo quem a campanha de Micarla de Sousa recebeu ajuda financeira da quadrilha lotada em Brasília. Mesmo considerando “maldade política”, a prefeita precisa ser mais convincente nas explicações.

Leia, a seguir, a íntegra da nota do PV-RN:

 

Em respeito à verdade e, em especial aos cidadãos de Natal, o Partido Verde/RN vem a público emitir a presente nota de esclarecimento e repúdio às declarações do ex-governador José Roberto Arruda a VEJA on-line.

 

1. A campanha majoritária do PV na eleição municipal de Natal, em 2008, recebeu, de forma legal e absolutamente transparente, doação financeira do Partido Político DEMOCRATAS, membro da coligação que elegeu a Prefeita Micarla de Souza.

2. Essa doação, como todas as outras recebidas pelo comitê financeiro daquela campanha eleitoral, consta da prestação de contas aprovada, sem ressalvas, pelo TRE/RN e posta à disposição de qualquer cidadão, através do site do referido tribunal;

3. Ao Partido Verde não compete nenhuma responsabilidade sobre os recursos financeiros do DEMOCRATAS, presente, nessa circunstância, o princípio da autonomia partidária;

4. A Prefeita Micarla de Souza, em nenhum momento, tratou desse assunto com o ex-governador José Roberto Arruda.

5. O PV deixa claro que sempre agiu de acordo com a legislação eleitoral e com os princípios da moralidade pública, repudiando, assim, qualquer forma de interpretação equivocada sobre esse fato;

6. Qualquer outra divagação sobre esse assunto é especulação jornalística ou maldade política.

 

Diretoria de Comunicação do PV-RN

 

 

O trololó de Micarla

Em mais uma entrevista evasiva, desta vez para a Tribuna do Norte, a prefeita Micarla de Sousa (PV) voltou a mencionar a tese da “orquestração” para explicar a rejeição ao seu governo, que beira os 80%.

Perguntada sobra como avaliava a reprovação popular, Micarla saiu-se com essa: “Números não são para serem criticados ou analisados. Números são frios.” Nada mais vago.

Para Micarla, quando lhe é desfavorável, a estatística não serve pra nada. Algum assessor deveria dizer à prefeita que os números não são “frios”. Longe disso. Os números medem a insatifação dos natalenses diante da pífia administração que vem realizando na cidade desde janeiro de 2009.

A prefeita se nega a nomear os responsáveis pela “orquestração”. Como lembrou um leitor do blog, Micarla culpa os “perdedores” pelo seu desastre, mas esquece que quase todos que patrocinaram sua candidatura a abandonaram.

Outrora aliados, o senador José Agripino (DEM), o vice-governador Robinson Faria (PMN) e os deputados federais João Maia (PR), Rogério Marinho (PSDB) e Fábio Faria (PMN) agora militam na oposição, reforçando as críticas à gestão da prefeita-borboleta.

Num movimento inverso, os ex-desafetos Vágner Araújo (PSB), Cláudio Porpino (PSB) e o deputado federal Henrique Alves (PMDB) se aliaram àquela sobre quem disseram cobras e lagartos em 2008, quando pediram votos para a adversária de Micarla, a deputada federal Fátima Bezerra (PT).

Afinal, quem são os perdedores, orquestradores e sabotadores que a prefeita tenta responsabilizar pelo caos do município? O que teria levado Agripino, Robinson, João Maia, Rogério Marinho e Fábio Faria a pularem fora do barco do PV?

Francamente, a prefeita precisa encontrar um argumento melhor pra explicar a inércia da sua gestão. Recorrer à figura de “mulher, mãe e perseguida”, como vem fazendo, não a ajudará a obter o reconhecimento do povo.

Inventada pela publicidade, Micarla precisa abandonar as pirotecnias midiáticas e começar a governar a cidade. Com o anúncio do “reoordenamento administrativo”, feito na semana passada, a prefeita avisou que começaria uma “nova era administrativa”, com foco nos resultados para as demandas da população.

Mas a prometida revolução administrativa não resistiu ao teste da primeira semana. Convidado para a Secretaria de Esportes, o presidente da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, José Vanildo da Silva, avisou que não aceita ser adjunto da pasta, ainda que interinamente, como lhe propôs a prefeita.

Assim, o novo secretariado deverá amargar, somente uma semana após seu anúncio, sua primeira baixa. É mais uma demonstração da ausência de planejamento na gestão do PV. Mesmo com a consultoria da Fundação Getúlio Vargas, Micarla não consegue montar um secretariado minimamente capacitado. Enquanto isso, ficamos aqui, jogando milho aos pombos.

 

Wilma enquadra aliados e diz que “PSB é oposição ao PV”

A ex-governadora Wilma de Faria, presidente estadual do PSB, usou o twitter para mandar um recado aos correligionários que aceitaram participar do secretariado da prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV).

Ex-colaboradores das duas gestões de Wilma de Faria no RN, os socialistas Vágner Araújo e Cláudio Porpino assumiram, respectivamente, as pastas de Gestão de Pessoas, Logística e Modernização Organizacional (Segelm) e Serviços Urbanos (Semsur) da administração verde.

Observadores políticos enxergaram na nomeação de Várgner e Porpino, dois nomes da “cozinha” da ex-governadora, um ensaio de aproximação entre Micarla de Sousa e Wilma de Faria. Isolada politicamente, abandonada pelos antigos aliados, a prefeita estaria tentando atrair para sua base legendas que dão sustentação ao governo da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Em três mensagens postadas no site de relacionamentos, a ex-governadora colocou um ponto final nas especulações ao dizer que “O PSB não é aliado do PV”.

Repetindo o que eu já disse aos jornalistas: o psb não concorda com o modelo administrativo implantado pela atual gestão, portanto, quem assumir qualquer cargo na adm. de Natal, terá que se licenciar do partido. O psb não é aliado do pv. É oposição, portanto essa atitude é de coerência!“, declarou.

Diante da ênfase de Wilma, não resta outra alternativa para Vágner Araújo e Cláudio Porpino a não ser seguir o conselho do Capitão Nascimento: “Pede pra sair!”.

 

Idas e vindas de Micarla

Na avaliação dos dois anos da gestão Micarla de Sousa em Natal, disse que a prefeita governa na base do marketing. Tudo parece teatro, encenação e espetáculo nessa administração. A jogada mais recente envolve a novela do seu retorno ao comando da Prefeitura, após se licenciar para se submeter a uma cirurgia cardíaca em São Paulo.

No final de dezembro, Micarla convovou a imprensa pra anunciar que se licenciaria do cargo, porque faria uma cirurgia cardíaca no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A cirurgia foi realizada no dia 14 de janeiro. De acordo com a recomendação médica, a prefeita deveria ficar ausente por pelo menos 30 dias.

No final de semana passado, porém, ela avisou que reassumiria na segunda-feira (31) seu posto no Palácio Felipe Camarão, que vinha sendo ocupado interinamente pelo vice, Paulinho Freire.

Especula-se que a interinidade de Paulinho teria provocado os ciúmes de Micarla. A prefeita teria ficado incomodada com as comparações que estariam sendo feitas entre sua gestão e o curtíssimo período de mandato de Paulinho Freire.

O desgaste de Micarla é tamanho que mesmo as medidas impopulares tomadas pelo vice, como o aumento da passagem urbana, em vez de respingarem nele, colaram como tatuagem nela.

As manifestações pedindo a saída de Micarla da Prefeitura se intensificaram. Enquanto isso, surgia o movimento “Fica, Paulinho”. Não que o vice seja melhor que a titular, mas diante da desilusão com Micarla, qualquer um que sentar na cadeira de prefeito contará com mais simpatia do povo.

Eis que repentinamente a prefeita recuou e decidiu não reassumir o cargo. Dizendo-se surpreendida com o “ritmo acelerado do coração”, avisou que iria repousar um pouco mais e só voltaria após liberação médica. 

Mas, numa nova jogada marqueteira, Micarla mudou mais uma vez de ideia, disse que iria “contrariar as ordens médicas” e anunciou que estava no pedaço a partir desta terça-feira (1º).

Voltou com o trololó de sempre, dizendo que se sente “bem e determinada para cumprir minha missão de administrar Natal”. Prometeu trabalhar “incansavelmente para apresentar os resultados que a população esperar”.

Paulinho Freire, na primeira entrevista que deu ao voltar à condição de vice, admitiu que a administração da chefe vive um “desgaste” e afirmou que a gestão PV/PP/DEM “ficou devendo nos dois primeiros anos”.

Pra nós, pobres mortais, não resta outra coisa a não ser contar os dias pra que esse pesadelo protagonizado pela dupla Micarla/Paulinho à frente da Prefeitura de Natal chegue ao fim.

Natal, dois anos depois de Micarla

Há pouco mais de dois anos, Micarla de Sousa (PV) assumia o comando da Prefeitura de Natal. Eleita em primeiro turno, com o apoio decisivo do DEM, a jovem empresária chegou ao Palácio Felipe Camarão prometendo um choque de gestão na cidade. Com seu carisma, convenceu a maioria da população das suas intenções. O povo, sobretudo os estratos mais humildes da sociedade, depositou na pevista grande dose de esperança.

Dois anos depois da ascenção de Micarla, como está a capital potiguar? Para quem se deu ao trabalho de ler o plano de governo da então candidata do PV, o badalado GPS (Gestão por Políticas de Sustentabilidade), a conclusão é inevitável: Micarla é um fracasso.

A administração do PV não conseguiu avançar em nenhuma área. Pelo contrário. Natal retrocedeu nestes dois anos de poder de Micarla. Pra começar, leia um trecho da introdução do GPS, apresentado na campanha de 2008:

“Aqui [Plano de Governo], segurança, saneamento básico, pavimentação de ruas, energia elétrica, ordenamento da ocupação urbana e do trânsito, controle dos vários tipos de poluição e preservação ambiental não são palavras vazias, mas áreas que demandam soluções a curto, médio e longo prazo.

Quando se desce aos detalhes do plano, chegando-se às metas enumeradas pelo documento, o fracasso fica mais evidente. Em dado trecho, estão lá escritas as seguintes promessas: “Reduzir, na faixa de 10% ao ano: o déficit habitacional e as pendências fundiárias; o analfabetismo; o desemprego e os níveis de violência“.

Em outro trecho, a promessa é de aumentar em 10% ao ano, com base em quais estudos?!, os seguintes índices: saneamento, drenagem e pavimentação e a “oferta de eletricidade e telefonia pública (mediante gestões e planejamento compartilhado junto às concessionárias)“, além de “aprimorar a organização do trânsito”, “fomentar ainda mais a indústria do turismo”, “orientar e proteger grupos sociais em situações de risco”, “conferir maior eficiência às contas e aos serviços públicos” e “colocar Natal na pauta do movimento ecológico internacional.”

A prefeita deveria vir a público para exibir os índices que comprovem que sua gestão atingiu alguma dessas metas apresentadas no fictício GPS, assinado pela própria Micarla de Sousa, pelo coordenador do plano Marcos Valério de Araújo e por outros 28 “colaboradores” — entre os quais a “comunicadora” Priscila de Sousa, sua irmã.

As promessas vão além. Mas fiquemos, porém, nas áreas eleitas pela prefeita como prioritárias. Micarla concentrou boa parta da sua campanha em críticas à situação da saúde pública na gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT). Para resolver o problema, anunciou que construiria um Hospital da Mulher na Zona Oeste, um hospital de traumato-ortopedia na Zona Norte e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em cada região da cidade; disse que aumentaria em 10% ao ano o número de especialistas, leitos e ambulâncias, acompanhando o crescimento estimado da população; e se comprometeu em deixar a cidade com 1 médico público para cada 300 habitantes, nas quatro regiões administrativas.

Na educação, a lista de promessas é extensa: construir escolas, melhorar a estrutura das atuais, premiar a cada semestre as escolas melhor conservadas, construir novas escolas em regime de tempo integral, entre outras.

Na habitação, Micarla prometeu criar o “Bônus Moradia” para financiar reformas e a “Bolsa Moradia” para custear aluguéis de famílias removidas de áreas de risco.

As promessas para a segurança pública, se cumpridas, transformariam a cidade num verdadeiro paraíso. Entre outras coisas, anunciou que dobraria o efetivo da guarda municipal dos atuais 500 para 1.000 servidores; criaria rondas noturnas e diurnas motorizadas da guarda municipal; e criaria o Observatório da Violência e do Trânsito. Micarla foi a Bogotá (Colômbia) e a Diadema (São Paulo), gravou imagens para seu programa eleitoral e afirmou que implantaria os programas adotados por essas duas cidades que, com um conjunto de ações articuladas, conseguiram reduzir seus índices de violência.

O saldo da gestão Micarla de Sousa, como se vê, é pra lá de negativo. Faltam realizações, sobram promessas. Até agora, apesar de ter criado a Secretaria de Relações Interinstitucionais e Governança Solidária (Serig), como observou o ex-secretário adjunto da pasta, o sociólogo Paulo Araújo, a prefeita não adotou o modelo da governança como forma de governo. As práticas administrativas, ao contrário, são atrasadas e baseadas no clientelismo.

Perdemos a conta das trocas realizadas pela prefeita no seu secretariado. Para 2011, Micarla anunciou mais uma reforma administrativa. No ano passado, o município contratou os serviços de consultoria Fundação Getúlio Vargas, prometendo implantar um sistema de metas e melhorar a gestão em cada secretaria. Os cidadãos pagaram a conta, mas não viram o resultado.

O que menos se viu nestes dois anos de mandato de Micarla de Sousa foi planejamento, seriedade no trato da coisa pública e empenho verdadeiro para solucionar os problemas da população. A prefeita governa apelando para truques de marketing, faz da emissora de televisão da família dela palanque eletrônico para tentar resgatar sua popularidade e persegue aqueles que ousam criticar sua desastrosa administração.

Micarla brinca o tempo inteiro com a inteligência, a paciência e a boa vontade dos natalenses. Há poucos meses, armou um grande circo para dizer que não haveria aumento da tarifa do transporte coletivo da capital. No início do ano, se licenciou do cargo para fazer uma cirurgia cardíaca, delegando ao vice-prefeito Paulinho Freire a espinhosa tarefa de autorizar o aumento da passagem urbana. Com a estratégia, espera reduzir o impacto negativo da medida sobre a sua minguadíssima popularidade. O feitiço, ao que tudo indica, deverá se voltar contra a feiticeira.

Com 80% de reprovação popular, Micarla é um caso perdido. As pessoas estão cada vez mais insatisfeitas e fazem questão de manifestar isso. A revolta está nas pixações nos muros da cidade, nas manifestações públicas e nos gritos de “Fora Micarla!!!” que surgiram na internet e eclodiram nas ruas.

Micarla tenta sobreviver no poder

Por Tiago Negreiros, no site da Carta Capital:

 

Com metade da gestão cumprida, o saldo para Natal é devastador e justifica o altíssimo descrédito da população com Micarla de Sousa (PV), escreve o leitor Tiago Negreiros

 

Neste mês a prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV) fará (mais) uma nova reforma do seu secretariado. Em janeiro sua gestão completará dois anos e, ao longo desse tempo, 25 secretários já foram substituídos. O secretário-chefe do Gabinete Civil, Kalazans Bezerra (PV), está otimista com as mudanças e promete uma “guinada na gestão”. Até o perfil ideológico da administração vai entrar na cota. Antes de direita, sob a estreita aliança com o DEM do senador José Agripino, Micarla procurará agora se aproximar das legendas ditas de esquerda. Partidos como PCdoB já foram sondados e, com uma espécie de carta convite nas mãos, o secretário dita: “quem vier, será bem vindo”. Mas quem quer?

A administração de Micarla de Sousa é desaprovada por 77,6% da população de Natal. Os dados divulgados recentemente pelo instituto Consult traduzem em números o sentimento da população potiguar. Enquanto muitas gestões iniciam nesta época do ano apoios que no futuro possam dar suporte a uma reeleição, na administração de Micarla a preocupação é em conseguir concluir o governo. Na pesquisa de intenções de voto para a Prefeitura de Natal, Micarla aparece empatada com o sétimo colocado. Nem a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crucius (PSDB), com tantas denúncias de corrupção no currículo, aparecia tão mal nas sondagens eleitorais. Um vexame para quem tem o poder nas mãos.

Micarla de Sousa inventou de entrar para a política em 2004, quando a então governadora Wilma de Faria (PSB) lhe convidou para compor como vice-prefeita a chapa pela reeleição do prefeito Carlos Eduardo Alves. A estratégia de Wilma era meramente midiática; Micarla apresentava na emissora de sua família, a TV Ponta Negra (filiada do SBT), um programa jornalístico de bastante audiência na cidade, o “Jornal do Dia”. Assim, neutralizava a força política do candidato e também apresentador de tevê Luiz Almir. Venceram de forma apertada a eleição e, dois anos depois, Micarla seguia carreira solo ao tentar uma vaga na Assembléia Legislativa. O blá blá blá na TV Ponta Negra lhe possibilitou pleno êxito nas urnas, sendo uma das mais bem votadas na época. Seu apoio a Carlos Eduardo ruíra, visto que a deputada estadual já mirava os olhos para a Prefeitura. Em 2008 lá estava ela, apresentando o programa “60 Minutos”, prometendo mundos e fundos para a Cidade, bajulando aliados e destilando ferrenhas críticas a Carlos Eduardo e sua candidata à sucessão, Fátima Bezerra (PT). Era um despudorado uso de uma concessão pública a serviço próprio. A maioria da população acreditou e consagrou Micarla de Sousa Prefeita de Natal no primeiro turno com 50,8% dos votos.

A vitória foi um marco para o Partido Verde. Falava-se que houvera um “divisor de águas”, visto que Natal era a única capital em que o PV conquistara uma Prefeitura. Meses depois, em entrevista ao Estadão, o presidente do partido José Luiz Penna dissera que Micarla era uma das cotadas para concorrer a Presidência. A prefeita de Natal seria um plano B caso Marina Silva recusasse a proposta dos verdes.

Com metade da gestão cumprida, o saldo para Natal é devastador e justifica o altíssimo descrédito da população com Micarla de Sousa. A saúde, por exemplo, já está em seu terceiro secretário. Uma média de mudança praticamente a cada seis meses. Há 17 anos servindo ao município, a enfermeira Jussara de Paiva Nunes revela que a atual situação da saúde é “grave” e que nos postos de saúde da capital do Rio Grande do Norte faltam até produtos de limpeza. “Há uma total desvalorização na saúde. Nós nunca tivemos atenção, mas nessa última gestão a situação é mais grave. As condições de trabalho são péssimas, faltam de tudo, desde produtos de limpeza, a medicamentos e profissionais”.

A administração do dinheiro público também é ineficiente. Em setembro e novembro a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas) – responsável pelos cadastramentos do Bolsa Família – teve a luz cortada por falta de pagamento. Pelo mesmo motivo postos de saúde ficaram sem telefone e internet, prejudicando a marcação de consultas. Os pacientes, quando tinham dinheiro e desejavam marcar os atendimentos médicos, se encaminhavam para uma lan house mais próxima do posto. Sem dinheiro, muitos voltavam para casa sem a consulta marcada. Prédios de diversas secretarias estão com pagamentos de alugueis atrasados, entre eles, o da Secretaria de Saúde e Educação. Com dívidas de mais de R$ 20 milhões com as empresas de coleta, o lixo se acumula em diversos locais, atraindo moscas, baratas e muito mau cheiro numa Cidade que é destino turístico para milhares de brasileiros e estrangeiros.

Nas eleições deste ano Micarla foi ignorada pelos aliados. O senador re-eleito José Agripino (DEM) e a governadora eleita Rosalba Ciarlini (DEM) fizeram muitas caminhadas e carreatas em Natal, mas, em nenhuma delas, a prefeita da cidade foi convidada. A então presidenciável e colega de partido Marina Silva (PV), quando esteve em Natal, não se furtou em convidar Micarla para realizar uma caminhada no centro da Cidade. Ao estender as mãos para cumprimentar os eleitores, muitos se recusaram a atender a gentileza da ex-ministra do Meio Ambiente. Ainda em campanha pela Cidade, Marina concedeu palestra em um auditório da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e foi obrigada a passar pelo constrangimento de ouvir Micarla de Sousa ser vaiada pelas centenas de pessoas presentes. No segundo turno Micarla apoiou Dilma Roussef, o que causou o rompimento da aliança com José Agripino. Abandonando o navio antes do naufrágio, a verdade é que o democrata esperava qualquer motivo para encerrar o apoio com a prefeita. Já se encontra entre seus planos o lançamento da candidatura do seu filho, o deputado federal Felipe Maia (DEM), para a Prefeitura de Natal.

Para tornar a situação de Micarla de Sousa ainda mais delicada, corre na internet um abaixo assinado que pede o seu impeachment. A lista já conta com mais de 1,7 mil nomes, entre os assinantes, vários comentários ácidos e em tons de desabafo: “Nossa cidade está um caos”; “É necessário mudar urgente antes que não reste nada na Prefeitura. A insatisfação é geral”; “Micarla, você é o câncer de Natal”; “Desde que Micarla assumiu a passagem de ônibus não para de subir. Eu não aguento mais”; “Micarla está sucateando a saúde. A população chega para ser atendida nos postos de saúde e não tem atendimento”; “Sou funcionária de contrato temporário da Prefeitura via Semtas e nossos salários atrasam muito. No mês passado atrasou 20 dias. O lanche dos grupos dos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) está faltando. Então, diante de tanto descaso, acredito que a prefeita deva ser exonerada de seu cargo”.

Na Câmara dos Vereadores de Natal Micarla de Sousa tem a maioria. Dos 21 vereadores da Cidade, 13 vão apoiar a prefeita em 2011. Este número já foi bem maior. No início do mandato, 17 vereadores faziam parte da bancada de Micarla. Com uma oposição ainda minoria, o vereador George Câmara (PCdoB) não acredita no impeachment da prefeita. Além do mais, para ele, os motivos para abrir um processo de impedimento ainda são “subjetivos”. “A gestão é uma catástrofe e o desgaste que Micarla sofre, mesmo em tão pouco tempo de governo, é grande. Mas os motivos para a abertura do processo são subjetivos. Para tal seria necessário, por exemplo, uma denúncia de corrupção”, esclarece.

Enquanto isso a Prefeitura de Natal vai tentando sobreviver. O secretário-chefe do Gabinete Civil, Kalazans Bezerra, em entrevista ao Diário de Natal, culpou o Governo Lula (PT) e a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) pela má avaliação da Prefeitura. “Faltou o apoio que Natal tanto precisou do Governo do Estado, no ano de 2009 e 2010. Tanto do Governo do Estado quanto do Governo Federal. Isso evidentemente trouxe uma dificuldade cada vez maior para a gestão.” Com o apoio a Dilma Roussef, o secretário está otimista com a vinda de recursos para Natal: “Com relação ao Governo Federal, a prefeita Micarla já começou a ser tratada como aliada. Ela aprovou R$ 180 milhões em recursos federais, que virão para várias obras e investimentos. Temos a perspectiva de muito mais recursos para o início de 2011.”

A principal liderança do PT no Rio Grande do Norte, a deputada federal Fátima Bezerra, rebateu as críticas de Kalazans: “O acesso de Natal ou qualquer outra cidade ao Governo Federal vai depender da capacidade de gestão e bons projetos. O Governo Federal está fazendo sua parte. Esperamos que a Prefeitura faça a dela.”

Golpe de mestre

Donos de locadora ‘roubam’ carro alugado à Prefeitura de Natal

A crise financeira na Prefeitura de Natal produziu uma cena tragicômica hoje pela manhã. Inconformados com o calote da prefeita Micarla de Sousa (PV), os donos da empresa que alugada os carros ao município “roubaram” o carro que estava a serviço do secretário adjunto de Gestão de Pessoas, Laélio Pereira de Araújo.

Num lance de esperteza, os ladrões aproveitaram a distração do motorista, pegaram a chave reserva, tomaram o veículo e saíram voando. Quase atropelavam um servidor da secretaria.

É bom a prefeita Micarla de Sousa tomar cuidado. Vai que a moda pega, né.

A baldeação de Marina Silva

Quando a senadora Marina Silva (AC) deixou o PT para ingressar no PV, petistas denunciaram a manobra: a candidatura à Presidência da República da ex-companheira serviria de escada para José Serra, uma vez que os verdes são aliadíssimos do tucano que governa o Estado de São Paulo.

O PV sempre negou que Marina se submeteria a esse papel, afirmando que a candidatura da senadora era para valer.

Quando Marina escolheu Eduardo Jorge – nomeado secretário de Meio Ambiente de São Paulo pelo então prefeito José Serra (PSDB) e mantido no cargo pelo sucessor Gilberto Kassab (DEM) – para coordenar sua campanha presidencial as especulações aumentaram.

Ontem (13), o deputado federal Fernando Gabeira (RJ) – com o respaldo de Marina Silva – disse que aceita se candidatar ao Governo do Rio de Janeiro por uma aliança PV-PSDB, escancarando de vez que os verdes estarão mais cedo ou mais tarde com José Serra na disputa presidencial.

Transcrevo a seguir a análise da Carta Maior sobre a “baldeação de Marina Silva”:

“Ergue-se no Rio a ponte para a baldeação de Marina Silva rumo à coalizão demotucana; na 4º feira, 13, Serra discutiu os acertos diretamente com o demo César Maia e o verde Gabeira. A travessia de Marina envolve duas etapas: 1º) uma dobradinha PV/PSDB na disputa estadual com Gabeira na cabeça, em troca de uma embaixada em Paris, caso Serra vença as eleições; 2º) num eventual segundo turno da disputa presidencial, a coalizão demotucana seria pincelada de verde, com o apoio explícito de Gabeira e Marina ao tucano paulista”.

(Carta Maior e os rumos de quem deixou o PT pela coerência ética; 14-01)

Marina escolhe ex-secretário de José Serra para coordenação da campanha presidencial

Eduardo Jorge – nomeado secretário de Meio Ambiente de São Paulo pelo então prefeito José Serra (PSDB) e mantido no cargo pelo sucessor Gilberto Kassab (DEM) – vai coordenar a campanha presidencial da senadora Marina Silva (PV-AC).

Para quem não sabe, Eduardo Jorge é um dos fundadores do PT. Deixou o Partido dos Trabalhadores para se filiar ao PV em 2003. A assessoria do secretário confirmou o convite para fazer parte da coordenação da campanha de Marina Silva.

O Portal Vermelho destaca que a escolha de Eduardo Jorge “reforça as especulações de que a candidatura de Marina se tornará uma espécie de linha auxiliar da candidatura tucana à presidência”.

O PV, como era previsível, nega que Marina vá servir de escada para Serra (com perdão do trocadilho), bem como descarta a possibilidade da senadora ser a vice na chapa do PSDB.

Mas o fato é que Eduardo Jorge, mesmo sem se dizer serrista, é homem de confiança do governador tucano e integra o secretariado da administração do DEM em SP. Então, sua escolha para coordenar a campanha de Marina Silva levanta suspeitas perfeitamente críveis, mas, ao mesmo tempo, não nos autoriza a fazer afirmações categóricas.

O jeito é esperar pra ver o que acontece.

Invasão de privacidade

A vida nesta província chamada Natal não é nada fácil. Pior ainda se você é jornalista e não vende sua alma ao diabo – metaforicamente falando, claro.

A jornalista Laurita Arruda repercutiu em seu Território Livre as declarações do presidente da Funcarte, Rodrigues Neto, que afirmou que estava “cagando e andando” para o que disessem dele.

Depois disso, a jornalista virou o alvo da vez dos bad boys do borboletário (crédito para Adriano Sousa) e viu sua intimidade virar notícia nos blogues de aluguel dos aspones da vida.

No Twitter, o vereador Paulo Wagner (PV), que recentemente desceu o nível contra o jornalista e professor Ricardo Rosado, seguiu a mesma estratégia e aproveitou pra fazer piada com a vida amorosa da blogueira.

O marido da prefeita Micarla de Sousa (PV), Miguel Webber, achou a piada de Paulo Wagner engraçada e retuitou a mensagem.

Pra essa turma, não há limites. Eles agem unidos, perseguem e intimidam quem não se alinha. É uma verdadeira patrulha. Tudo para tentar calar quem ousa discordar do status cuo.

 

 

Ouvidoria surda

O blog transcreve a mensagem enviada pelo sociólogo Paulo Araújo, filiado ao PV da prefeita Micarla de Sousa e ex-secretário adjunto de Desenvolvimento Comunitário, sobre o que classificou como demonstração da incompetência da gestão pevista em Natal:

Tentei enviar uma mensagem pela terceira vez via o “fale conosco” (nas duas outras fui ignorado, apesar de cidadão e eleitor de Micarla) e não consegui. Descobri mais um MOTIVO: INCOMPETÊNCIA. É que no formulário tem um erro no espaço para colocar os contatos telefônicos que impossibilita o envio de quaisquer mensagens. Portanto, OUVIDORIA e nada é a mesma coisa nesta Gestão.

Vai minha mensagem para que chegue, por vias indiretas quem sabe, ao destino:

“Gostaria, enquanto cidadão e eleitor de Micarla, de ter acesso à Política Municipal de Desenvolvimento Comunitário, ou apenas, simplificando, as ações que estão planejadas para o desenvolvimento comunitário, entendido como capacitação para a autonomia e desenvolvimento humano, ou seja, as ações previstas por esta Secretaria que contribuam para a equidade social, a promoção de um ambiente saudável nas comunidades, e a prosperidade econômica. Quais são estas ações, pois gostaria de me engajar e contribuir nelas, na condição de sociólogo (sou Diretor de Planejamento e Projetos da FNS-Federação Nacional dos Sociólogos) e empreendedor social (IDEA – Instituto de Desenvolvimento, Educação, e Planejamento Ambiental)!

PS: Escrevo por aqui pois no espaço para contato na SERIG não consegui enviar o comentário, pois pedia o número do telefone. Pelo AMOR de DEUS, nem um formulário para colocar o NÚMERO do telefone vocês conseguem fazer direito (isso acontece em todos os sites das Secretarias)! Falta um espaço para o último dígito em todos os espaços para os números e o envio da mensagem é assim impossibilitado.”

PS: Acessei também o site da OUVIDORIA “surda” e o mesmo problema lá existe, ou seja, NADA de ouvidoria!


O xadrez de 2010

Não deu pra comentar antes a pesquisa CNI/IBOPE, divulgada no início da semana, sobre a sucessão presidencial. Mas o assunto movimentou a blogosfera, gerou várias análises e dividiu opiniões. As interpretações variaram conforme as convicções políticas do freguês. Resumidamente, a pesquisa indicou que José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) caíram, enquanto Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) cresceram.

No principal cenário pesquisado, Serra lidera com 34%, Dilma e Ciro aparecem empatados com 14%, Heloisa Helena (PSOL) figura com 8% e Marina surge com 6%.

No segundo cenário, quando Aécio Neves (PSDB) substitui Serra, Ciro Gomes lidera com 25%, Dilma vem em seguida com 16%, Aécio com 12%, Heloísa Helena com 11% e Marina Silva com 8%.

Em outra simulação, sem Heloisa Helena na lista, Serra lidera com 35%, Ciro Gomes aparece com 17%, Dilma Rousseff soma 15% e Marina Silva, 8%. Com Aécio no lugar de Serra e sem Heloísa Helena, Ciro Gomes lidera com 28%, seguido de Dilma com 18%, Aécio com 13% e Marina Silva com 11%.

No levantamento que exlui Marina, Serra tem 34%, Ciro 17%, Dilma 15% e Heloisa Helena, 10%. Em relação às pesquisa anterior, realizada em junho, quando a senadora Marina Silva ainda não aparecia nas simulações, José Serra caiu 4% e Dilma Rousseff caiu 3%. Já Ciro Gomes cresceu 5% e Heloisa Helena, 3%. 

Agora vamos às análises sobre os números. Os comentaristas divergem sobre a importância das pesquisas nesta época, quando ainda falta mais de um ano para as eleições. Alguns afirmam que o jogo já começou pra valer, enquanto outros dizem que é cedo demais pra se prever alguma coisa. A imprensa tucana comemorou a queda da ministra Dilma Rousseff, mas procurou esconder o tombo do governador José Serra. Estratégia previsível. Faz parte da campanha para desacreditar a pré-candidatura da petista.

Dilma, como se sabe, há tempos enfrenta artilharia pesada, com a fabricação de sucessivos escândalos pela mídia. A mais recente armação foi o Linagate. Considerando esse longo processo de exposição desfavorável, associado à exploração desumana do câncer da ministra, a queda de Dilma Rousseff era esperada.

A mídia simpática aos tucanos se esforçou para fazer crer que a candidatura da ministra “naufragou”. Para isso, seguiram um roteiro pré-definido:

– Destacar que Dilma “caiu”, enquanto Serra apenas “oscilou negativamente”; 

– Enfatizar que Dilma tem a maior “rejeição” (40%), sem mencionar os 30% de reprovação ao candidato tucano;

– Não dizer, em hipótese alguma, que Dilma só é conhecida por 32% dos entrevistados, enquanto Serra é por 66% — isso quer dizer que a ministra tem maior potencial de crescimento, principalmente quando ficar claro para a população que ela é a candidata do presidente mais popular da história do país (Lula, segundo a pesquisa, tem 81% de aprovação).

No blog Óleo do Diabo, Miguel do Rosário destacou o que chamou de “cacoetes” usados pela mídia na divulgação da pesquisa:

Quero destacar um ponto que ninguém parece ter percebido. No quadro mais importante, o que inclui Serra, Ciro Gomes, Dilma, Heloísa Helena e Marina, a imprensa repetiu ad infinitum que Ciro “ultrapassou” Dilma. Está claro que há uma tentativa, que não é de hoje, de romper a aliança PT-PMDB. O ponto que ninguém viu é que Ciro não está à frente de Dilma. Está em empate técnico. Ele tem 17%, ela tem 15%. Esses dois pontos percentuais correspondem à margem de erro. Para quem não sabe, a margem de erro embute um fator casual. Ou seja, é possível que a mesma pesquisa, se fosse realizada na mesma época, usando os mesmos métodos, mas entrevistando pessoas diferentes, poderia trazer Dilma à frente de Ciro.

 

Em relação à “rejeição” de Dilma, Miguel observou o seguinte:

Dilma Roussef só é conhecida por 32% dos entrevistados, enquanto Serra é por 66% e Ciro Gomes, por 45%. Esses dados se conformam perfeitamente com os das outras pesquisas, que mostram o crescimento mais rápido de Dilma junto às classes educadas, com ensino superior e com renda mais alta, as quais, provavelmente, já sabem muito bem quem é Dilma e que ela deverá ser a candidata apoiada pelo presidente Lula. Cotejando a pesquisa com a sólida popularidade de Lula, as perspectivas de Dilma são as mais positivas. (…) Entre os  menos escolarizados, Lula tem aprovação de 88%. Para mim é evidente que, quando o presidente estiver liberado para participar do horário eleitoral e informar os cidadãos de que sua candidata é Dilma, este povão simples e honesto irá votar em peso nela. Mas Lula também tem aprovação de 71% entre os que tem curso superior completo ou mais, e 72% tanto entre os que ganham de 5 a 10 salários como os que ganham mais de 10 salários. Ou seja, mesmo entre o público alvo da grande imprensa, aqueles que mais consomem carros e adquirem imóveis nas capitais, Lula tem uma vasta e sólida aprovação. Repare ainda que a aprovação de Lula no Nordeste é de 90%, um índice jamais visto em nenhum país democrático, ainda mais para um governante em final de mandato, com todos os desgastes decorrentes daí.

 

No Vi o Mundo,Luiz Carlos Azenha escreveu que “a campanha eleitoral está em andamento”, mas acha que, por enquanto, toda movimentação ainda é “interna”:

José Serra precisa provar sua viabilidade eleitoral antes de obter o compromisso firme dos financiadores de campanha. Por isso trabalha para inflar Marina e Ciro e para limar, pela ordem, Aécio Neves e Dilma Rousseff. Nessa tarefa, conta com o inestimável apoio da maior parte da mídia corporativa.

Acho que as pesquisas de opinião pública valem muito pouco faltando mais de um ano para a eleição.

(…)

Romper a aliança entre PT e PMDB parece ser o grande objetivo estratégico de Serra. Para isso, ele precisa criar dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de Dilma. É disso que se trata. Como analisou Rodrigo Vianna com acerto, anteriormente, é a UDN tentando romper o acordo entre PTB e PSD.

Com a economia brasileira bombando, a máquina do governo federal nas mãos, o apoio de Lula e do PMDB, Dilma Rousseff é uma candidata fortíssima, ainda que os números das pesquisas não reflitam isso ou tenham sido deturpados para não refletir isso — no que acredito, especialmente quando o IBOPE diz que Dilma tem uma taxa de rejeição de 40%. Tornar Dilma a vilã terrorista da classe média apenas repete o padrão do “medo” usado contra Lula, mas já é campanha eleitoral, sim. Clássica.

 

O Escrevinador Rodrigo Viana aposta que o personagem central desse xadrez político que começa a ser jogado agora com olhos voltados para 2010 é Ciro Gomes:

O que sei dizer é o seguinte: de fato, a maior parte da população não está pensando em eleição. O que não quer dizer que o jogo já não tenha começado.

Lá na frente, quando a grande massa de eleitores entrar em campo, parte do jogo já terá sido jogado.

Serra ou Aécio no PSDB?

Dilma com PMDB ou Dilma com Ciro?

Lula terá um ou dois candidatos?

Tudo isso começa a ser definido agora.

A minha tese central é que esse arranjo (ou dessarranjo?) de forças hoje tem um personagem central: Ciro Gomes.

Ele, e não Marina, pode mudar toda a estratégia eleitoral do governo.

Lula e o PT estão preparados para uma eleição plebiscitária: Dilma é Lula; Serra é o anti-Lula.

Ciro aparece nas pesquisas com força suficiente para manter sua candidatura. Uma candidatura lulista, mas fora da estratégia oficial do governo.

Vários leitores (aqui, e no blog do Azenha) acham que a candidatura Ciro serve aos interesses de Serra.

Discordo frontalmente. E, nesse ponto, discordo também do Azenha.

Para Serra – com sua máquina de dossiês e o apoio do PIG – é mais fácil centrar fogo em Dilma. É mais fácil colar nela a pecha de “inexperiente”, de “pau mandado de Lula” ou (para agradar a extrema-direita) de “terrorista”.

Se Ciro sair candidato, Serra terá dois adversários para bater. Serão dois contra um. Se centrar todo fogo em Dilma, Ciro cresce. Se bater muito em Ciro, vem a Dilma com apoio do Lula.

Esse é o ponto que trago para debate. Apesar de faltar muito tempo para as eleições, essa escolha será feita nos próximos meses (muito antes da Copa do Mundo e do Carnaval).

Fora isso, lembro também o papel de Aécio. Dentro do PT , há quem tema mais a candidatura dele do que a de Serra. Faz sentido. Ele tem condições de se apresentar não como “anti-Lula”, mas como o “pós-Lula”.

(…)

Mas o fato é que muita gente no PT avalia que Aécio pode mesmo ser um candidato mais difícil de derrotar, apesar de hoje estar atrás nas pesquisas.

Entre os tucanos, muita gente também sabe disso. Mas como tirar da corrida o governador de São Paulo, com mais de 30% de intenções de voto?

Isso tudo está em jogo, desde agora.

Aécio está se guardando “pra quando o carnaval chegar”. Serra (representante da neo-UDN) segue em sua estratégia de rachar a aliança PT-PMDB (que reproduz a velha aliança PSD-PTB).

Com a economia bombando, e a popularidade de Lula nas alturas (como lembra o Azenha), o PMDB dificilmente ficará contra a candidatura apoiada pelo lulismo. Seria suicídio. E o velho PSD (digo, PMDB) não é de cometer suicídio político.

Ciro já se lançou ao mar. Pode até não ser candidato. Mas, nesse caso, venderá mais caro para o lulismo o apoio do chamado bloquinho (PSB-PDT-PCdoB), o que pode atrapalhar (mas não inviabilizar) as negociações do PT com o PMDB.

Muito antes da final da Copa da África do Sul, tudo isso estará já acertado. 

 

Papo de Buteco

As opiniões acima são bastante críveis, principalmente porque levam em conta todas as variáveis que a mídia, em sua sanha pró-tucana, tentou esconder.

Mas como esse blog é democrático, vamos deixar a palavra de jornalistas e afins um pouco de lado para dar espaço à voz rouca das ruas e seus palpiteiros políticos.

Numa roda de amigos ontem à noite, ao som do chorinho, o papo sobre as eleições e a pesquisa do Ibope rolava solto. Destaco a opinião de um colega petista, preocupado com a situação: “Quando José Dirceu caiu, o partido (PT) ficou sem candidato natural. Naquele momento, Lula deveria ter preparado Marina Silva para ser sua sucessora. Marina tem a simpatia do povo e tem uma história de vida parecida com a dele (Lula). Mas Lula se isolou em sua popularidade e deu às costas ao PT. Aí decidiu ungir Dilma sua candidata, mas a ministra não cresce. Dilma não leva essa“, desabafou.

Este embolador ouviu a confissão de “medo” de outro petista, que também acredita que Lula errou ao escolher Dilma para ser sua candidata: “A candidata deveria ser Marina. O jogo não vai ser nada fácil. Corremos o sério risco de perder o governo para os tucanos e ver o país retroceder.”

É isso aí. A guerra vai ser dura mesmo.

Marina diz que PV não quer ser um “partido de massa”

Do Portal Terra:

 

A senadora Marina Silva (AC) afirmou nesta segunda-feira que o PV não pretende ser um partido de massa. A ex-ministra do Meio Ambiente disse que a maior dificuldade que tem enfrentado desde que se filiou à legenda, após 30 anos de militância no PT, é o grande número de pessoas que tem pedido para entrar no partido.

“Até agora, a minha maior dificuldade tem sido a festa. Porque, no Brasil inteiro, há uma grande quantidade de pessoas querendo se filiar. Pessoas de altíssimo nível, da academia, da intelectualidade, do mundo artístico, de todos os segmentos. O PV não tem a pretensão de se transformar em um partido de massa. O PV quer ter uma relação de parceria com os núcleos vivos da sociedade”, afirmou Marina, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que vai ao ar nesta noite.

O Partido Verde tem registrado aumento no número de filiações desde a entrada da senadora na legenda. Só em São Paulo, a sigla, que recebia 600 filiações por semana, passou a ter 3 mil semanais. O vereador mais votado da capital paulista, Gabriel Chalita (PSDB), e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, pretendem entrar para a legenda.

 

Leia mais aqui.

PV vira armazém de secos e molhados

O PV, partido onde a senadora Marina Silva desembarcou para se candidatar a presidente do Brasil, é uma legenda de aluguel desde sempre. É fácil constatar isso quando olhamos para seu notável quadro de filiados, formado majoritariamente por quem não tem a mínima identificação com o que seria a “causa” do Partido Verde – a defesa do desenvolvimento sustentável.

Não precisamos ir muito longe. Em Natal temos uma prefeita do PV (Micarla de Sousa), que se elegeu prometendo inaugurar um novo paradigma de administração da cidade, centrado na visão de planejamento e desenvolvimento sustentável, mas, uma vez prefeita, implantou uma prática diametralmente oposta ao discurso.

Nacionalmente, o partido é presidido pelo lunático José Luiz Penna, vereador de São Paulo, sem esquecer do deputado Zequinha Sarney, representante do clã que domina o Maranhão há décadas. Além dessas figuras, Paulo Skaf (presidente da Fiesp) e o mago-escritor-imortal Paulo Coelho também integram a lista de membros do PV.

Mas quando pensava que o partido já atingira o ápice do absurdo, leio Bahia Notícias que a cantora de axé Carla Visi é a nova estrela filiada ao PV. A moça, ex-vocalista da banda Cheiro de Amor, assinou a ficha de filiação ontem (17), em Salvador.

O PV comemorou a aquisição, mas emitiu nota dizendo que Carla Visi não será candidata a nada ano que vem.  

Pelo menos por enquanto a Bahia não corre perigo. Mas agora não resta outra alternativa a não ser fazer as perguntas mais óbvias: o que diabos essa moça tem a ver com as bandeiras do PV? O que Carla Visi entende por desenvolvimento sustentável? Como danado a cantora vai contribuir com a reformulação do programa do partido?


A fraude dos vetos de Micarla

A Tribuna do Norte continua repercutindo o quiprocó dos vetos ilegais da prefeita Micarla de Sousa (PV) aos 17 projetos dos vereadores da oposição. Micarla assinou os vetos fora do prazo legal. O documento enviado à Câmara Municipal apresentava uma “rasura”, indicando possível adulteração na data da assinatura.

A ilegalidade dos vetos foi atestada por um parecer jurídico da procuradoria da CMN, emitido ontem (16). O parecer confirmou que os vetos excederam o prazo legal e, portanto, não têm validade. O documento ainda será analisado pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final. A Comissão decidirá, após a análise, se acata ou não o parecer dos advogados da CMN.

Independente do mérito dos projetos vetados, ficou muito feio pra prefeita passar por fraudadora de documento. Provavelmente a idéia de adulterar a data partiu de algum aspone incompetente, doido pra parecer útil, mas que terminou colocando a chefe numa situação pra lá de incômoda.

População de Natal é tratada “como se fosse um nada”

O blog publica o desabafo enviado pela cidadã Ana, que acusa a Prefeitura de Natal de tratar população como um “nada”:

 

Olá Alisson,

Vim ao seu blog por indicação de uma amiga comum. Estou encantada pela democracia imperante neste espaço.
Sou servidora pública e, acima de tudo e de todos os conceitos, cidadã roxa, ambientalmente falando – é apenas um trocadilho – e por isso, não admito ver e sentir que os que nos “governam” nos tratem com desrespeito.
Atualmente a nossa cidade é governada pelos verdes, nada contra o PV – ainda mais com Marina em seus quadros -, mas acho que, lamentavelmente, o partido repete prática vergonhosa de todos os tempos, de tratar a população local tão pacífica e ordeira, como se fosse um nada. Foi desta forma que me senti no último feriado (07/09), quando as empresas de ônibus, mais uma vez, transportaram pela cidade as pessoas como se elas fossem mercadorias. E isso aconteceu exatamente, no primeiro feriado – dia de tarifa social -, após o tão “negado” aumento de tarifa.

Neste dia, as estações de transferência pareciam gaiolas, em que as pessoas rezavam para sair, pois todos os ônibus chegavam superlotados e saiam sem atender a demanda, por dois motivos: a porta traseira do ônibus serve para os que vão descer em qualquer lugar e para os que vão subir na estação, ou seja, ocorreram ENGARRAFAMENTOS DE GENTE na parte de trás do ônibus – algo inusitado, mesmo a CIDADE sendo DA GENTE. O segundo motivo foi a redução da frota de ônibus, que sempre acontece nos finais de semana e feriados, e num feriadão nem se fala. Ora, se uma das razões para o aumento da tarifa foi o aumento de 100 CARROS na frota de ônibus. Eu me pergunto para que? para deixá-los na garagem e, nós, os SEM CARRO ficarmos a ver navios.
Mais uma perguntinha. Na SEMOB (STTU), existe um setor de engenharia de trânsito? se existir me avisem que vou a pé, sem tarifa social porque esta foi pro beleléu, pra casa de chapéu.

O plano de Marina

Li no Fator RRH que a prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), vai apoiar a candidatura da senadora Marina Silva (AC), caso ela se filie mesmo ao PV e aceite disputar a Presidência da República. Até aí, tudo bem. Micarla é a única prefeita de capital do PV e tem obrigação de marchar com seu partido em 2010.

Mas foi este trecho que está no blog do professor Ricardo Rosado que chamou minha atenção: “Pelo que diz o site do partido a prefeita fará parte da equipe que vai elaborar o programa de governo.”

Peraí… será que entendi direito? Micarla vai ajudar na elaboração do plano de governo de Marina Silva?

Mas que contribuição a prefeita teria a dar? Na campanha do ano passado, Micarla de Sousa apresentou um plano de governo fictício, com o pomposo nome de GPS (Gestão por Políticas de Sustentabilidade). Mas o badalado GPS permaneceu escondido, sem chegar ao conhecimento da sociedade.

Talvez porque o plano não passava de um documento amador, onde os problemas da cidade eram apresentados superficialmente, acompanhados das respectivas receitas mágicas para solucioná-los. Todas as mazelas de Natal seriam resolvidos com a utilização de uma listinha de verbos no infinitivo: aumentar, ampliar, melhorar, criar, priorizar… por aí vai.

Micarla assumiu a Prefeitura de Natal prometendo fazer um choque de gestão, mas até agora não disse a que veio. O desgoverno, principalmente na área da saúde, é a marca da sua administração.

Então, em quê Micarla teria a contribur com o plano de governo de Marina?

Navegação de Posts