Embolando Palavras

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Que juventude é essa?

Li no Blog do Oliveira que  a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) nomeou o estudante universitário Rafael Motta, filho do presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PMN), como subsecretário estadual da Juventude.

Você, assim como eu, deve estar se perguntando que qualificações, além de ser filho de Ricardo Motta, Rafael Motta reúne para ocupar o cargo. Oliveira explica: “Rafael assessorou o planejamento estratégico do Tribunal de Justiça no ano passado e foi um dos coordenadores da juventude da coligação ‘A Força da União’, que teve como candidata ao Governo Rosalba Ciarlini.

Ok, agora sim estou convencido que o filho do presidente da AL conhece as demandas da juventude do Rio Grande e saberá como encaminhá-las. O novo subsecretário disse que vai “ouvir os jovens” para mudar “o histórico de políticas públicas elaboradas a portas fechadas”.

Tenho calafrios quando os filhos da elite falam sobre juventude. Que jovens são esses a que se referem? Os que frequentam suas academias caríssimas, se encontram na Maranello e se esbaldam no carnatal?

Veja, por exemplo, o caso do deputado federal Fábio Faria (PMN), filho do vice-governador Robinson Faria (PMN), que se apresenta como representante da “nova geração”. Duvido que o nobre parlamentar, alguma vez, tenha se reunido com os jovens da Central Única das Favelas (CUFA) ou com a galera do movimento Hip Hop dos Guarapes.

Aliás, duvido que Fábio Faria saiba, pelo menos, da existência destes movimentos em Natal. A turma dele é outra: são os @gadelhajunio da vida, que disputam a tapas o bilhete premiado para os camarins da micareta natalense.

 

A lenta morte do DEM

O outrora poderoso DEM, cujas raízes remetem à ARENA (Aliança Renovadora Nacional), sustentáculo da ditadura militar, vive seu pior momento político desde a eleição de Lula em 2002, quando o partido começou a minguar e perder importância no cenário político brasileiro.

A anunciada saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, deverá transformar o ex-FPL e ex-PDS numa legenda periférica. Kassab confirmou que criará outro partido para, mais tarde, fazer sua fusão com o PSB. Pretende levar senadores, deputados, vereadores e prefeitos para a nova agremiação política.

O DEM começou a perder espaço ainda durante os dois governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando os tucanos ganharam a preferência da parcela mais conservadora dos eleitores. Com o fim da Era FHC, os liberais entraram em queda livre.

Nas últimas eleições, a legenda diminuiu ainda mais na Câmara e no Senado. A bancada ficou reduzida a 46 deputados federais (eram 65 em 2006) e 5 senadores (eram 14 até o fim de 2010).

Mas o partido poderá ficar ainda menor. É que a senadora Kátia Abreu (TO), líder da bancada ruralista, declarou que a oposição “está na UTI”, revelou que se sente “desconfortável” e admitiu que deverá ingressar em outro partido.

Além dela, o partido poderá perder ainda a governadora do RN, Rosalba Ciarlini. Na imprensa potiguar, comenta-se que a democrata pensa em migrar para uma legenda da base aliada da presidenta Dilma Rousseff (PT). Caso tenha êxito a estratégia do prefeito de São Paulo de criar um novo partido e posteriormente incorporá-lo ao PSB, driblando as regras contra a infidelidade partidária, Rosalba estaria disposta a acompanhar Gilberto Kassab. Assim, num futuro próximo, assumiria o comando do PSB no RN.

Conservadorismo

Como observou Maria Inês Nassif, repórter especial de Política do Valor Econômico, a imagem do DEM sempre esteve ligada ao conservadorismo. A legenda mudou de nome, inventou um novo slogan — “O partido das novas ideias” — e renovou sua liderança, mas continuou identificado à ideologia arcaica, ao coronelismo regional e às oligaquias estaduais, que se projetaram nacionalmente com a ajuda do regime militar.

Apesar das pirotecnias retóricas e publicitárias, o partido, na verdade, nunca deu nenhum passo para romper com sua velha estrutura apoiada na eternização de lideranças desgastadas ou de seus herdeiros, como os deputados federais Rodrigo Maia (RJ) e ACM Neto (BA). Prova disso é a eleição do senador José Agripino (RN), prevista para ocorrer em março, para a presidência da legenda.

O senador potiguar é um símbolo da tradição coronelística e oligárquica que dominou o país durante décadas, com notada predominância na região Nordeste. O começo da trajetória de Agripino não deixa dúvidas quanto a isso: prefeito biônico de Natal, nomeado pelo primo e então governador Lavoisier Maia, ingressou na política pela porta da ditadura.

Antes dele, seu pai, Tarcísio Maia, havia sido nomeado governador do RN pelo general Golobery do Couto e Silva durante o governo Geisel. Com a ascenção petista ao poder em 2003, Agripino notabilizou-se ao liderar o partido em sua ‘cruzada ética’ durante a oposição ao governo Lula.

O monopólio do discurso moral era a estratégia para tentar sobreviver junto à opinião pública. O plano caiu por terra quando a Polícia Federal prendeu José Roberto Arruda, único governador eleito pela legenda em 2006, acusado de comandar um esquema de pagamento de propina no Distrito Federal. O episódio ficou conhecido como o mensalão do DEM.

Resta esperar para ver se o partido vai continuar minguando até desaparecer ou se encontrará um caminho que evite a iminente extinção.

 

Rosalba e a estratégia de Goebbels

O DEM passou quase oito anos vociferando contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2005, o ex-presidente do partido, o então senador Jorge Bornhausen (SC), chegou a decretar o fim do governo e disse que “essa raça do PT” seja varrida da política brasileira.Na Câmara e no Senado, os demos se notabilizaram pela oposição raivosa, pelas tentativas de golpe e pela criação de factóides, sempre em parceria com os tucanos e com o respaldo da impensa conservadora (Globo, Veja, Folha de São Paulo).

Em 2006, após a reeleição de Lula, os demos encolheram, mas continuaram fazendo barulho em Brasília. Eles só começaram a baixar o tom no final do ano passado, com a divulgação do escândalo do mensalão do Distrito Federal. O partido perdeu seu único governador, viu cair por terra o discurso ético e, agora, segundo as previsões dos analistas políticos, deverá definhar ainda mais.

Para tentar sobreviver à prova das urnas, os demos radicais mudaram o discurso, amenizaram as críticas ao presidente Lula e passaram a dizer que fazem “oposição responsável” ao governo federal. Mas não parou por aí. Repentinamente, os ex-algozes decidiram reconhecer realizações do petista.

O senador José Agripino Maia (RN) rasgou elogios ao presidente, admitiu que Lula teve “muito mais acertos que erros” e aplaudiu o programa “Bolsa Família”, antes tachado de “bolsa esmola”, “bolsa vagabundo” e “bolsa preguiçoso” pelo partido dele.

A senadora Rosalba Ciarlini, candidata da legenda ao Governo do RN, entrou na mesma onda e, para não perder votos, vestiu a fantasia de lulista. Desde o início da campanha, tenta esconder da população sua condição de oposicionista, se esforça para ganhar a simpatia dos eleitores do presidente e, mais incrível ainda, pauta suas propostas na promessa de continuar todos os programas do governo federal.

Mas o que considero mais desonesto nessa estratégia de Rosalba é vê-la se apropriar de ações do Governo Lula na propaganda eleitoral dela. Na TV, Rosalba disse que trouxe 10 novos IFRN’s para o Estado, quis tirar uma lasquinha do ProUni ao prometer criar um programa similar no RN e, mais recentemente, pegou carona no “Minha Casa Minha Vida” ao garantir que vai ampliar o programa de habitação.

Josefh Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, defendia que uma mentira repetida muitas vezes, torna-se verdade. Rosalba aposta nisso para vencer as eleições.

Serra, o homem bom, cortou verba da saúde no RN

O ‘Embolando’ resolveu investigar por que Rosalba Ciarlini (DEM) está escondendo o apoio dela a José Serra (PSDB). No dia 9 de 0utubro de 1999, quando era ministro da Saúde de FHC, Serra suspendeu o repasse de recursos do PAB (Piso de Atenção Básica) para 135 municípios de todo o país – nove dos quais do Rio Grande do Norte.

Isso, talvez, ajude a explicar a razão da rejeição de Rosalba ao candidato tucano ao Planalto. José Serra, o homem bom, aquele que se auto-proclamou como o político que mais fez pelo Nordeste, cortou verbas da saúde no Rio Grande do Norte!!!

Caso alguém duvide da informação, basta pesquisar no “Diário de Natal” do dia 9/10/1999.

Cartaz de Rosalba e Serra provoca polêmica

O cartaz com a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) e o candidato do PSDB ao Planalto, José Serra, provovou uma onda de reações indignadas no front dos ‘demos’ e na blogosfera do RN.

A assessoria de imprensa da candidata democrata se apressou em negar a autoria da peça, insinuou que o episódio era obra dos adversários e desmentiu que Rosalba esteja tentando esconder o apoio dela a José Serra.

Os protestos não pararam por aí. Laurita Arruda, uma das blogueiras mais badaladas da província, disse que o material “fake” era um golpe “abaixo da linha da cintura”.

O professor e jornalista Ricardo Rosado chamou o caso de “jogo sujo” e “artimanha desonesta”. Para Rosado, o cartaz é da lavra de algum “canalha desocupado”.

Não entendi a razão para tanto stress. Rosalba, até onde se sabe, apoia José Serra. Então, o que há de errado com o cartaz?! Falar em “jogo sujo” e golpe “abaixo da linha da cintura” é pura forçação de barra.

A própria Rosalba, ao se referir a José Serra como “meu candidato”, sem citar o nome dele, alimentou as especulações sobre a suposta operação para esconder o apoio ao tucano. A peça com os dois não contém nenhuma mentira. Não há, portanto, razão para essa reação desproporcional.

Além disso, o episódio serviu para dar a Rosalba a chance de deixar claro aos eleitores do Rio Grande do Norte que o palanque dela é o do Serra. É que os potiguares andavam meio confusos com os elogios que a democrata e o senador José Agripino vinham fazendo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem passaram os últimos anos combatendo ferrenhamente.

Eleitor apela: Rosalba e Agripino, não tenham vergonha de Serra!!!

Os eleitores de Rosalba e José Agripino começam a demonstrar insatisfação com a tentativa dos democratas de esconder o apoio deles ao presidenciável tucano José Serra – o homem bom que vai salvar o país da horda petista.

O cartaz acima foi produzido por um desses eleitores, que pede para Rosalba e Agripino “assumirem o casamento” com José Serra. O ‘Embolando’, claro, endossa a campanha e reforça o apelo: Rosalba e Jajá, parem de esconder que vocês estão com José Serra.

Rosalba esconde Serra, mas o blog revela

A candidata do DEM ao Governo do Estado, Rosalba Ciarlini, tem feito o possível para esconder o apoio dela ao candidato do PSDB ao Planalto, José Serra. Em entrevistas à imprensa potiguar, a senadora se referiu ao tucano como “meu candidato”, sem dizer o nome dele. Mas o ‘Embolando’ resolveu deixar claro quem é o candidato de Rosalba: o homem bom José Serra, essa figura simpática que aparece ao lado dela na foto acima.

Rosalba de cera?

Esses vermelhos não perdem tempo. A turba insana a serviço dos comunistas comedores de criancinhas resolveu apelar. Eles fizeram uma montagem grotesca com a foto oficial da campanha da senadora Rosalba Ciarlini (DEM).

A intensão dessa gente desesperada frente à certeza da derrota é espalhar que a democrata é artificial. Como alguém pode pensar um absurdo desse?!

Rosalba representa a vanguarda da política potiguar, como podemos constatar ao analisar sua brilhante passagem pelo Senado da República. Duvidam? Não sejam injustos. Não lembram daquela impagável moção de aplauso que a senadora apresentou em louvor da novela “Caminho das Índias” da Rede Globo?

É um marco na atuação parlamentar dela e uma pista do que vem por aí se a democrata se eleger, como é absolutamente certo, governadora do Rio Grande do Norte.

Senadores do RN tiram nota zero em produtividade

A Transparência Brasil, com base na produção legislativa de 2007 e 2008, revelou: a bancada de senadores do Rio Grande do Norte é a menos produtiva do país.

Os democratas José Agripino Maia e Rosalba Ciarlini e o peemedebista Garibald Alves Filho apresentaram, juntos, 17 iniciativas – nenhumas delas foi aprovada.

Os campeões de produtividade são os gaúchos PaulPaim, Pedro Simon e Sergio Zambiasi. Eles apresentaram 372 proposições (17% do total), das quais 22 foram aprovadas.

Entre as raras matérias apresentadas pela senadora Rosalba Ciarlini está aquela em que a democrata pedia umvoto de aplauso para a novela Páginas da Vida da Rede Globo.

Rosalba no ataque

A senadora Rosalba Ciarlini (DEM) deu uma entrevista à Tribuna do Norte deste domingo (3). A ex-prefeita de Mossoró, finalmente, assumiu a candidatura ao governo estadual, garantiu que não teme a influência da popularidade do presidente Lula na eleição do RN e revelou sua tática para o embate contra o vice-governador Iberê Ferreira (PSB), candidato da base governista: associá-lo às áreas mais problemáticas do governo Wilma de Faria (PSB) – saúde e segurança.

Rosalba afirmou que não houve planejamento no governo e disse que o povo não está satifeito com a saúde, a segurança nem com a situação das estradas. “O sentimento é este: uma insatisfação muito grande, porque com a Segurança os resultados estão aí; com a Saúde, as dificuldades são muito grandes; na Educação também não avançamos“, destacou.

Perguntada sobre a parcela de responsabilidade de Iberê nestes “fracassos” do governo, Rosalba não tergiversou: “Ele estava lá [no governo] como parceiro e se o governo não caminhou, não avançou, não melhorou nessas questões, claro que ele fez parte disso“.

Rosalba só não revelou a carta mágica que guarda na manga para melhorar a qualidade desses serviços públicos. Indagada a respeito dos seus planos, não poderia ser mais vaga: “Ele [o plano de governo] virá como já está sendo feito a cada instante que caminho, que estou nas cidades e ouço as ideias que vem do povo“.

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