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Preconceito: deputado do DEM chama ministro Joaquim Barbosa de “moreno escuro”

Durante reunião da bancada do partido, ontem, o ex-governador e deputado Júlio Campos (DEM-MT) se referiu ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) como “moreno escuro”.

De acordo com a Folha, Júlio Campos defendia a prisão especial para autoridades, quando disse que processos podem cair nas mãos “do moreno escuro do Supremo”.

O deputado ACM Neto (BA) saiu em defesa do colega de partido, dizendo que “a frase não teve caráter preconceituoso”.

Em nota, Júlio Campos afirmou que usou a expressão porque teria esquecido o nome de Joaquim Barbosa.

Não custa lembrar: O DEM ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no STF para anular o decreto que regulamenta as terras de quilombos. Além disso, questionou, no mesmo STF, a política de cotas para negros. As declarações de Júlio Campos, portanto, vão ao encontro das posições defendidas pelo seu partido.

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O julgamento de Cesare Battisti

Não tenho opinião fechada sobre o assunto. O ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu asilo político ao italiano Cesare Battisti, acusado de terrorismo e assassinato na Itália. Battisti alega que não teve chance de se defender em seu país. O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar o caso Battisti, mas o julgamento foi paralisado quando o placar estava em 4 x 3 pró-extradição. O ministro Marco Aurélio Melo pediu vistas ao processo.  

A imprensa brasileira, em peso, condenou a concessão do asilo ao italiano. Como não dá pra confiar em nada do que sai nessa mídia conservadora, reproduzo abaixo matéria originalmente publicada no jornal experimental Contraponto e postada no Blog do Nassif, realizada por estudantes de Jornalismo da PUC-SP. O texto é assinado por André Bontempo, Guilherme Zocchio, José Coutinho Júnior e Rafael Albuquerque:

 

A fuga chegou ao fim

Asilo concedido pelo Brasil ao italiano Cesare Battisti é um ato soberano, mas a mídia brasileira, identificada com Sílvio Berlusconi, desqualifica a decisão a todo custo

“Quero dizer a verdade da minha história e esclarecer os episódios relacionados às terríveis acusações lançadas contra mim. Nunca tive a possibilidade, na Itália, de defender-me. Nunca um juiz ou um policial me fez uma só pergunta sobre os homicídios cometidos pelo grupo ao qual pertencia, […] Nunca a justiça italiana ouviu meu testemunho. Hoje, trinta anos depois, pela primeira vez na minha vida, tenho a ocasião de explicar-me perante uma justiça, a justiça do Brasil”. Este é um trecho da carta enviada no dia 25 de fevereiro deste ano pelo italiano Cesare Battisti aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Preso em 2007 no Rio de Janeiro, Battisti recebeu asilo político através de decisão do Ministro da Justiça, Tarso Genro (PT), no dia 13 de janeiro deste ano. O caso divide opiniões sobre se a decisão do ministro é correta ou não. A mídia brasileira tratou do tema de maneira muito superficial e tendenciosa, julgando precipitadamente Battisti como “terrorista” e “assassino”. Deixou de lado que, para compreender melhor o caso Battisti, é necessário entender a Itália dos anos 1970, período conhecido como “os anos de chumbo”.

Os anos 1970 foram um tempo de grande efervescência política na Itália, em que movimentos sociais, como o estudantil e o operário, reivindicavam direitos cíveis entre os quais a legalização do divórcio e do aborto. Segundo o Doutor em História Social e professor da UFRJ, Giuseppe Cocco, “A Itália nesta época não era ‘de chumbo’, pelo contrário, os anos 70 foram uma época de conquistas sociais revolucionárias. Esses anos foram ‘chumbados’ porque o Estado organizou uma série de atentados para criar um clima de terror e reprimir os grupos de esquerda. A luta armada, por parte da esquerda, respondia a essas provocações; foi uma década libertária dentro da qual ocorreram lutas armadas contra o fascismo.”

O PCI (Partido Comunista Italiano), no começo da década de 70, era um partido dividido entre duas correntes ideológicas opostas. Uma inovadora, pois apoiava os movimentos sociais e as propostas de transformação que eles reivindicavam, e a outra conservadora, já que seguia a proposta soviética da Terceira Internacional e se colocava contra os movimentos. “Nos anos 70, o movimento não é absolutamente controlado pelo PCI; ao contrário, ele era muito crítico ao reformismo e ao stalinismo do partido” afirma Cocco. Apesar de não exercer um controle sobre os movimentos, o Partido Comunista era o representante institucional dos anseios populares e conseguiu se eleger em diversas cidades do sul da Itália, obtendo tanta força política quanto a Democracia Cristã (Partido de direita, com maioria no governo).

Esses dois partidos (PCI e Democracia Cristã) em vez de disputarem o poder resolveram unir suas forças e criaram o “compromisso histórico”, que deixou as ideologias desses partidos em segundo plano com a justificativa de que haviam problemas econômicos e administrativos que deveriam ser resolvidos para colocar a Itália nos eixos. No entanto, essa foi uma manobra para o PCI chegar ao poder, já que no contexto da Guerra Fria – o mundo dividido entre países capitalistas e socialistas – a Itália pertencia ao primeiro grupo. Desse modo, o Partido Comunista deixou de lado o seu caráter inovador e adotou uma posição extremamente contrária aos movimentos sociais, os quais encararam o “compromisso histórico” como uma traição. Para o jornalista e organizador do Comitê de Solidariedade a Cesare Battisti, Celso Lungaretti, “A traição do PCI colocou os movimentos numa situação de desespero e excessos, levando-os a atitudes como o seqüestro e assassinato [em 1978] do primeiro-ministro Aldo Moro pelas Brigadas Vermelhas [o principal grupo armado de extrema esquerda]”.

O assassinato de Moro, por sua vez, levou a uma forte repressão dos movimentos sociais, e, com a desculpa de “combater o terrorismo”, são criadas as leis de exceção, que retiravam uma série de direitos da população ao permitir que se prendessem pessoas preventivamente por até dez anos e oito meses com base apenas em hipóteses e sem a necessidade de provas concretas, além de permitirem tortura e legitimarem a delação premiada. A esquerda institucional italiana representada pelo PCI, ao se chocar com os movimentos, deixou de existir; de acordo com Cocco, “não há esquerda na Itália porque não há esquerda sem o apoio dos movimentos sociais”.

 

Leia a matéria completa aqui.

Ligações perigosas: a relação entre Lina e a família Sarney

Deu no Blog do Nassif:

 

Em observação

Por zanuja

Ora, ora, ora, parece q d. Lina tem muito mais coisas para explicar ao distinto público. Por exemplo, como o marido dela responde a um processo no STF juntinho de Roseana Sarney por improbidade adminitrativa? O dito processo está c a Ministra Carmem. Os laços de amizade da família de d.Lina com a família do senador Sarney é antiga. Se alguém estava querendo atrasar o andamento da investigação do Fernando Sarney, com certeza NÃO era a Ministra Dilma. Não senhor. Tem mais. A PF ameaçou prender a cúpula da Receita Federal, D. Lina no meio, po que estavam atrasando as investigações e por conta disso a Justiça mandou correspondência p a Receita solicitando “agilidade nas investigações”.

Comentário

O ponto central do comentário da Zanuja, que exige uma boa apuração e discussão, é acerca dessa suposta ameaça da PF contra a cúpula da Receita, a fim que agilizassem a operação.

Atenção: o EM OBSERVAÇÃO significa que a informação ainda carece de confirmação.

 

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